mão segurando o celular com o aplicativo da uber aberto

Uber enfrenta prejuízo de US$ 645 milhões neste 2° semestre

Uber informou um prejuízo líquido de US$ 645 milhões. Esse número representa uma redução do prejuízo em 9% comparados com o primeiro trimestre.

A empresa multinacional norte-americana, Uber, informou nesta semana um prejuízo líquido de US$ 645 milhões. Esse número representa uma redução do prejuízo em 9% comparados com o primeiro trimestre, que chegou a ter uma perda de US$ 708 milhões.

Mesmo com o grande avanço e esforços feitos pela Uber em mitigar as perdas, principalmente apostando em medidas para reduzir gastos com subsídios tanto para motoristas quanto para clientes, além de outras ações competitivas, a empresa ainda tem muito caminho para conseguir ver números melhores.

Além de informar os números líquidos de seus prejuízos, a Uber também relatou uma alta de 17% dos pedidos de corridas comparados com o trimestre anterior. Além desse resultado animador, o número de viagens globais atingiu um aumento de 150% em relação a 2016.

Essa mudança gradativa nos resultados aconteceu principalmente por conta das novas ações e planejamentos para direcionamento dos recursos disponíveis. Prova disso é que recentemente empresa a começou um investimento focado em campanhas publicitárias — projeto que incluiu até a contratação do ex head global de marketing da Apple Music, Bozoma Saint John.

Foi informado, também, que a receita líquida da empresa chegou a US$ 1,75 bilhão, comparado com os US$ 1,5 bilhões do primeiro trimestre. Entretanto, o caixa encontra-se menor com um valor de US$ 6,6 bilhões antes aos US$ 7,2 bilhões do semestre anterior.

Essa redução no fluxo de caixa parece proporcionalmente pequena, mas segundo a VentureBeat, isso quer dizer uma perda de US$ 2 bilhões por ano, o que significa que se a empresa não conseguir gerar mais lucros ou mais investidores em um futuro próximo, isso será um grande problema, mesmo com todos os esforços gerados até o momento.

Por fim, outra questão importante foi a redução dos custos operacionais e automatização do relacionamento entre a empresa e seus motoristas. É importante compreender que mesmo com o prejuízo acumulado, a Uber é uma empresa que possui um investimento financeiro considerável e a confiança em longo prazo aponta para números positivos no futuro.

Números do segundo trimestre

Os últimos números financeiros da Uber, divulgados pelo site americano Axios, relatou que a multinacional precisará correr atrás dos prejuízos dos anos anteriores para conseguir aumentar seu capital, uma vez que os financiamentos de ações e dívidas chegam a US $ 15 bilhões até o momento.

Para piorar, a empresa passou um trimestre conturbado com investigações internas sobre assédio sexual, problemas relacionados com a cultura da empresa e a renúncia do CEO Travis Kalanick.

Todos os eventos relatados — tanto negativos quanto às ações de melhorias — levaram a Uber gerar os seguintes números no final do segundo trimestre:

  • Reservas brutas: aumento de 17% resultando em um valor de US $ 8,7 bilhões;
    Receita líquida: US $ 1,75 bilhão no segundo trimestre em relação a US $ 1,5 bilhão no primeiro trimestre;
  • Perda de receita líquida: US $ 645 o que significa uma queda de 9% em relação ao trimestre anterior;
  • Viagens globais: aumento de 150% em relação ao ano anterior;
  • Caixa: uma queda do fluxo de caixa de US $ 7,2 bilhões no final do primeiro trimestre para US $ 6,6 bilhões atuais.

A Uber, uma empresa que chegou inovando o mercado de transportes privados, passou por diversas polêmicas e transtornos internos e externos.

Esse ano, a empresa parece não medir esforços para tentar se recuperar e se reestruturar, mas o que esperar da empresa e dos seus serviços a partir de agora? Deixe seu comentário e acompanhe com a gente próximas notícias!