Como ter uma empresa mais sustentável em 5 passos

Como ter uma empresa mais sustentável em 5 passos

O que você pode fazer para ter uma empresa mais sustentável? Te ajudamos!

Sustentabilidade é um assunto em alta, vemos grandes empresas e startups se preocupando cada vez mais com isso. Ouvimos sempre falar de responsabilidade socioambiental, consumo consciente, trabalho com propósito, diversidade, entre tantos outros tópicos que te ajudam a ter uma empresa mais sustentável. Mas afinal, o que você pode fazer para ter uma empresa mais sustentável?

1. Escolher a direção

Sustentabilidade pode ter muitos objetivos diferentes, mas todos com uma coisa em comum: a perpetuação da sua empresa por um longo período de tempo. E quem não quer isso, não é mesmo? Vamos apresentar rapidamente alguns dos grandes temas.

Sustentabilidade Ambiental

Qual o impacto da existência da sua empresa na natureza? Sua empresa poderia crescer infinitamente, e ainda sim conseguir continuar rodando? O exemplo mais claro disso é em relação aos recursos naturais. Toda empresa precisa usar recursos naturais, seja como matéria prima de um produto, equipamentos na entrega de um serviço ou simplesmente como fonte de energia. Se você usa recursos não renováveis, você não pode crescer infinitamente.

“Ah, mas eu sou muito pequeno perto do resto da economia” Verdade, mas tenho certeza que você quer fazer a sua parte e ter um impacto positivo no mundo com sua empresa, senão não teria clicado neste post, né?

Sustentabilidade Social

Aqui as coisas ficam um pouco menos claras e objetivas. A sua empresa influencia a sociedade de diversas maneiras, mas você impacta principalmente o comportamento dos seus clientes e colaboradores.

Será que seus clientes poderiam comprar de você para sempre? Ou o efeito do seu produto/serviço não permite isso? Quando uma instituição financeira está dando crédito a
um juros mais alto do que o justo, ela não está pensando na perpetuidade do relacionamento com o cliente, apenas capturando valor no curto prazo. Você quer ser parceiro do seu cliente e ajudá-lo a ser melhor?

Seus colaboradores, muitas vezes passam mais tempo na empresa do que com suas famílias. O ambiente de trabalho e a cultura da equipe são a diferença entre quem trabalha pra viver e quem vive para trabalhar. Você quer ter uma empresa mais sustentável em relação aos recursos
humanos?

Sustentabilidade Financeira

A conta tem que fechar. Não há iniciativa de impacto positivo sem uma contrapartida de valor econômico para sua empresa, caso contrário, a própria iniciativa não é sustentável. Mas isso não quer dizer que você vai ganhar dinheiro no curto prazo com suas ações de sustentabilidade. Elas geralmente criam valor financeiro no médio e longo prazo, por isso precisam de uma liderança forte e corajosa.

O que funciona no curto prazo, geralmente, é ganho de eficiência no uso de recursos naturais. Como, por exemplo, ter menos perda e desperdício no processo produtivo e economizar energia. No médio e longo prazos, os efeitos são uma equipe mais engajada, uma marca mais forte e menos riscos. Os riscos financeiros de não ser sustentável são quebra na produção por falta de recursos naturais e também riscos legais e de imagem, por falta de ética e/ou cumprimento da lei.

2. Colocar todo mundo no barco

Agora que já sabemos o que queremos atingir em relação à sustentabilidade, temos que começar a agir. Neste artigo, escolhemos focar em sustentabilidade ambiental, mas tudo que apresentarmos pode ser facilmente utilizado para outras metas.

Temos que admitir que sustentabilidade é um assunto muito complexo e que precisa ser tratado como tal. É necessário envolver todos os atores de forma coordenada para que tenhamos uma solução de verdade. Para mostrar a necessidade de uma solução sistêmica, vamos a um exemplo:

“Imagine que estamos todos em um carro, onde todos estão com as mãos amarradas no volante. Todos conseguem ver um abismo à frente, mas ele está bem longe. De que adianta
diminuir a velocidade? O necessário é mudar a direção, e para isso todos precisam trabalhar
juntos. É assim com a sustentabilidade de nosso planeta: temos problemas claros, que todos
enxergam, mas suas consequências são no longo prazo. Por isso vamos postergando a
mudança de direção, apenas deixando de acelerar e, quando muito, freando um pouco”

Essa coordenação muitas vezes extrapola as paredes do seu escritório, sendo necessário conversar e alinhar ações junto com fornecedores, reguladores e até competidores. Mas
vamos olhar para o que pode ser feito dentro de casa: comunicação e transparência são a
chave.

Se sua empresa não tiver uma equipe que esteja dedicada ao assunto, é preciso primeiro identificar quem gosta do tema e se interessa em participar das iniciativas. Muitas empresas
pequenas e médias não conseguem ter uma área de sustentabilidade, então muitas vezes acabam formando um comitê com membros de diversas áreas.

Para descobrir quem são essas pessoas, é necessária uma comunicação interna transparente e bem estruturada, explicando os objetivos do comitê, o posicionamento da empresa e a demanda de comprometimento. Na dúvida, comece pequeno e deixe o time que se forma discutir e definir os detalhes.

E mesmo que sua empresa já tenha uma área de sustentabilidade, é muito importante a comunicação interna para engajar pessoas de outras áreas. As atividades de sustentabilidade sempre envolvem outros departamentos, e sem o engajamento das outras equipes, fica muito difícil ter bons resultados.

Algumas estratégias de comunicação são: eventos internos sobre o tema que podem ter convidados externos, uso da newsletter interna para comunicar as atividades e compartilhar
conteúdo sobre sustentabilidade e inserção do tema nos discursos da liderança.

Quando uma empresa decide controlar melhor seus gastos de energia elétrica, sem a ajuda de todos os colaboradores, não será possível ter grandes mudanças. E se a liderança não estiver dando um bom exemplo, ninguém vai querer subir em um barco sem capitão.

3. Remar e muito

Antes de sair remando, é importante saber exatamente onde se está. Uma análise do contexto e a criação de indicadores é de extrema importância para que as ações sejam eficientes e se  consiga mostrar os resultados. Depois de entender o tamanho do problema e definir o que será medido, chega a hora de decidir uma meta. Isso pode ser muito difícil em um primeiro momento, mas fazer benchmarking com empresas do setor pode ajudar bastante. Outra maneira de lidar com o desafio inicial de estabelecer uma meta é começar pequeno e ir ajustando em ciclos curtos, por exemplo, a cada 3 meses.

Com a meta já estabelecida, chega a hora de planejar as ações. É muito importante ser realista neste momento. Quais os recursos disponíveis? Tudo será feito internamente ou com parcerias com outras empresas? Muitas vezes, parcerias com organizações que já trabalham focadas em sustentabilidade pode facilitar a vida da equipe. Pra que reinventar a roda, certo?

As empresas de bens de consumo, por exemplo, tem uma grande preocupação com a gestão de resíduos, tanto do material que é descartado durante o processo produtivo, quanto das suas embalagens após o consumo. Neste caso, existe até uma lei, chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos. Essas empresas costumam buscar soluções setoriais, através de suas associações ou parcerias com ONGs e empresas privadas da cadeia de reciclagem.

4. Colocar uma bandeira bem grande

Sustentabilidade pode ser uma vantagem competitiva, mas para se destacar, é preciso informar os consumidores, parceiros e reguladores. Para realmente capitalizar em cima dos esforços, é preciso mostrar para todos as iniciativas e resultados. Mas cuidado com o greenwashing: com a internet e redes sociais por aí, é bom ter cautela para não ser mal interpretado.

Empresas publicam relatórios de sustentabilidade em seus sites e criam canais de comunicação específicos para o tema, como páginas no facebook e sites próprios para os projetos. Uma outra ferramenta de divulgação da responsabilidade socioambiental são os certificados e selos como: FSC, Empresa B, LEED, Selo eureciclo​, e muitas outras grandes iniciativas.

5. Não esqueça a bússola

Sustentabilidade tem que ser tratada com a mesma mentalidade que você usa em suas
outras iniciativas. Tem que medir resultado e tem que existir cobrança. Mas vamos nos
lembrar do que falamos sobre a Sustentabilidade Financeira: na maioria das vezes, os
resultados econômicos não são evidentes rapidamente.

“Você nunca vai cruzar o oceano se não tiver coragem de perder a costa de vista. (Andre Gide)”.

Tem de se ter convicção de que os resultados intermediários vão trazer retornos financeiros. Existem diversos estudos mostrando que empresas preocupadas com a sustentabilidade têm trazido retornos maiores, como é visto em diferentes índices de bolsas de valores.

Gostou das dicas para ter uma empresa mais sustentável? Agora, que tal colocar isso em prática e gerenciar o impacto do seu negócio no mundo? Então confira nosso post sobre Como escalar decisões importantes em seu negócio e esteja pronto para crescer infinitamente.

Conteúdo produzido pela equipe Eureciclo!