Por que as empresas quebram? – 2a Parte

Por que as empresas quebram? – 2a Parte

No post anterior tivemos o exemplo do site de finanças pessoais Wesabe que fechou as portas, entre outros motivos, por não ter uma usabilidade tão simples quanto a do seu concorrente.

No post anterior tivemos o exemplo do site de finanças pessoais Wesabe que fechou as portas, entre outros motivos, por não ter uma usabilidade tão simples quanto a do seu concorrente.

Bom, sem mais delongas, vamos ao caso de hoje:

Empresa: Gotham Concierge
Empresa de consultoria e assistência pessoal com foco em organização profissional, localizada em Manhattan (EUA) a Gotham Concierge abriu as portas em 2004 e fechou as portas em agosto de 2010.

No auge
No verão de 2008, Alison Kero, fundadora da empresa, estava organizando tarefas para mais clientes do que ela suportava, eles iam de atarefadas donas de casa até diretores de empresas que precisavam se organizar melhor.

O que deu errado?
Enquanto o mercado de ações despencava no segundo semestre de 2008, os clientes de Alison começaram a desaparecer. Ela gastou milhares de dólares em propaganda e não obteve retorno. Pior do que tudo isso foi o fato dela começar a ficar profundamente entediada em organizar os horários e recados dos clientes que ainda possuia. Em Julho de 2010, quando um dos seus dois últimos clientes esqueceu de comparecer a uma reunião e depois culpou a sra. Kero por não tê-lo lembrado do compromisso, ela decidiu fechar as portas.

Olhando para trás
“Eu percebi agora que eu não amava o que eu fazia” disse Alison. “Eu gostava era de ter minha própria empresa.” Em outubro de 2010, logo após fechar a Gotham, ela se mudou para outra cidade e abriu uma pet shop.

Notam a diferença dos casos da Wesabe e da Gotham? É imprescindível abrirmos um negócio em torno de algo que somos apaixonados em fazer e não somente pelo fato e desejo em ser um empresário.

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Não leu a case da Wesabe? Recomendo o primeiro post da série: Porque as empresas quebram?

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Cases retirados do The New York Times.

  • Thiago Victorino

    No caso dela, o que dificultou o trabalho foi o fato dos clientes estarem mais estressados. Isso gerou mais tensão no serviço. Então, algo que já era ruim, ficava pior.

    Provavelmente todos os outros que a deixaram, o fizeram porque ela faltou com alguma coisa (assim como os dois últimos) e não porque a bolsa caiu.

    Como diria a frase “fede pra daná, mas é gostoso”, pode ser pura bucha, mas se você gostar do que faz, fará o melhor. Acho que ela não fez o melhor