Os 2 diferentes tipos de empreendedores

A dica de hoje foi dada por Seth Godin em seu blog

A dica de hoje foi dada por Seth Godin em seu blog

Empreendedores e profissionais de marketing normalmente se encaixam em uma dessas 2 categorias:

1. Alguns se beneficiam quando os clientes ficam mais espertos. Quanto mais bem informados, antenados e com opinião própria seus clientes forem, melhor para eles.

2. A maioria se beneficia quando os clientes são ignorantes. Quanto menos eles sabem sobre as opções disponíveis, mais fácil é de manipulá-los. Quanto mais indefesos os clientes, melhor para os marketeiros.

Tim O’Reilly não vende livros, ele vende conhecimento. Quanto mais esperto o mundo ficar, melhor pra ele.

Porém, a grande maioria dos empreendedores segue um caminho oposto. Peça algum conselho sobre seus concorrentes, eles irão ir dar de ombros e falar “Eu não sei”. Pergunte sobre seus fornecedores e não te falarão nada. Peça para te falarem sobre o que eles fazem e a resposta será “é segredo”. O cliente perfeito é um cliente com pressa, muito dinheiro e sem muito conhecimento sobre as opções disponíveis.

Você já deve imaginar o desfecho disso – se apenas um profissional entrar em campo e trabalhar para deixar as pessoas mais espertas, os concorrentes terão dificuldade para criar uma estratégia baseada na ignorância.

Eles podem ofuscar a competição usando propagandas, mas, cedo ou tarde, é inevitável que a informação irá se espalhar a favor dos que apostaram nela.

Apesar de nunca termos pensado nessa batalha “bem contra o mal”, sempre defendemos que é importante gerar conteúdo sobre a sua área e ensinar o seu cliente sobre isso. Quanto mais ele entende o que você faz, mais ele entenderá que você realmente sabe do que está falando.

Para conferir mais detalhes sobre nossa estratégia de geração de conteúdo para criar a marca Empreendemia, recomendo o artigo Como tornar-se um rockstar da sua área.

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  • Flavio Juvenal

    Concordo em parte.
    As vezes ignorância sobre o produto é importante.
    Veja o caso do iPod. Ele não tem parafusos. Não é óbvio como se abre ele. Nem é óbvio como aquela rodinha funciona. Mas todo mundo gosta!

    Em computação o nome disso é encapsulamento. E faz parte. É bom para o cliente saber como usar o produto sem precisar saber como ele funciona.

    Agora essa é uma forma positiva de ignorância. É basicamente descomplicar as coisas. Sabe-se que o cliente não entende certas coisas e se constrói um produto que atende suas necessidades sem obrigá-lo a se esforçar para aprender. Uma coisa é construir uma nova experiência de uso em cima da ignorância do cliente, outra é aproveitar sua ignorância para faturar mais em cima dele…

  • Flavio,

    Muito bom esse exemplo do iPod.

    Realmente no caso dele, é importante manter o sistema “idiot proof”. Por
    outro lado, quanto mais as pessoas aprenderem a usar o iTunes e
    desenvolverem aplicativos, melhor para a Apple. A ideia do post é falar
    sobre esse tipo de conhecimento.

    Abraços!

    • Concordo com você, Millor.

      O Google por exemplo nunca vai revelar como seus algoritmos internos funcionam. Dá pra se ter uma idéia, é claro. Mas o que ele quer é que seja fácil de usá-lo e não de entendê-lo.

      No exemplo da Apple, ela sempre preza mais por espaço (miniaturização) do que por facilidade de manutenção, vide iPhone, iPad. Mas veja que dentro deles é tudo muito bem organizado e dividido. E, já no caso dos notebooks, desktops, ela já adota uma abordagem de travas, sendo possível fazer troca de peças, porque há como fazer isso em um dispositivo maior. Mas no caso do macbook air, o tamanho vem primeiro e a RAM é até soldada na placa mãe. A mesma coisa se repete com a bateria. A Apple vem aumentando o tamanho da mesma, e para isso precisou ter uma bateria não removível, que eliminasse espaço de carcaças, encaixes, envelopes. Diminui a manutenção. Mas como ela não é boba nada, a sua tecnologia de baterias é de lítio-polímero e tem duração de pelo menos 5 anos com baixa perda de carga.

      Então, é preciso analisar com mais profundidade para entender a estratégia das empresas. Alguém analisando superficialmente poderia só citar os pontos ruins da Apple: bateria não removível, difícil manutenção, etc. Mas uma vez que você entende o porque disso passa a ver que isso tudo foi pensado cautelosamente por diversos engenheiros.

      Finalizando, as empresas querem, então, que você abstraia toda a arquitetura interna dela, pois isso é tarefa dela para cuidar, e que você tenha domínio sobre a sua plataforma, pois é por aí que o desenvolvedor/usuário vai interagir com ela.

    • Matou a pau Lucas!

      O objetivo é fazer as pessoas ficarem mais inteligentes sobre o uso do produto, não sobre como ele é feito.

      Abração!

  • Raphael Siqueira

    Que texto bom! Excelente reflexão.

    • Valeu Raphael! Bacana que tenha gostado.

      Grande abraço

    • Raphael Siqueira

      Considero que o objetivo da estratégia de Marketing que favorece o conhecimento do produto – por parte do cliente – é justamente quanto ao seu uso e aplicações, e de certa maneira para alguns produtos pode dizer também respeito à materia-prima utilizada. Esclarecer quanto ao processo operacional pode não ser interessente para alguns produtos.

    • Sem dúvidas. Cada tipo de produto exige uma estratégia específica.