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3 razões pelas quais você não consegue alcançar os seus objetivos de negócio

Separamos as 3 principais razões pelas quais empreendedores deixam de alcançar seus objetivos de negócio. Se você deseja conquistar tudo a que se propõe, este conteúdo é imprescindível. Continue lendo!

Qual foi a última vez que sua empresa cumpriu todas as metas estabelecidas? Faz tempo que isso não acontece? Infelizmente, muitos empreendedores sofrem com o fato de não conseguirem alcançar os objetivos de negócio estipulados.

Nesse contexto, diversos empresários chegam a reformular sua visão de curto, médio e longo prazo, pois acham que estão mirando alto demais. Assim, os líderes reveem seus propósitos e traçam metas mais realistas. Contudo, o resultado muitas vezes é o mesmo: os objetivos não são atingidos.

Por que isso acontece? Por que algumas empresas vão para frente e acertam no alvo, enquanto outras parecem estar nadando sempre contra a maré? As respostas estão em alguns fatores estratégicos e operacionais.

Neste artigo, separamos as 3 principais razões pelas quais empreendedores deixam de alcançar seus objetivos de negócio. Se você deseja conquistar tudo a que se propõe, este conteúdo é imprescindível. Continue lendo!

1. Falta de objetivos de negócio claros

Como mencionamos na introdução deste texto, na tentativa de bater metas, alguns empresários chegam a rever o que foi estipulado e estabelecer objetivos mais modestos. E, de fato, a definição do objetivo em si é o primeiro grande obstáculo para o alcance do que foi proposto. Porém, o problema está muito mais na clareza do que foi estabelecido do que no tamanho do propósito.

De nada adianta ter intenções vagas ou até mesmo proposições que são bonitas no papel. É preciso que elas sejam específicas, direcionadas e fáceis de compreender. Só assim essas proposições poderão ser transformadas em um plano de ação.

É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a metodologia SMART para definição de metas. Pode até parecer repetitivo citá-la. Entretanto, mesmo conhecendo o método, a maior parte dos empresários não o aplica na realidade de seus negócios.

Segundo a metodologia SMART, um objetivo de negócio deve ser:

  • Specific (específico): simples, direcionado e objetivo.
  • Measurable (mensurável): possível de ser medido.
  • Achievable (alcancável): possível de ser atingido, realista.
  • Relevant (relevante): significativo para o negócio da empresa; deve fazer diferença na prática, trazendo faturamento e lucro.
  • Time bound (atrelado ao tempo): deve ter um limite de tempo para ser alcançado.

Definindo um objetivo claro: exemplo prático

Digamos que uma empresa tenha como visão “Tornar-se a marca líder do segmento na região de atuação”. O que muitos empresários fazem é definir a própria visão como um objetivo. Porém, essa pode ser uma meta ainda bastante vaga e subjetiva.

Então, vejamos um exemplo de aplicação a metodologia SMART. Observe como, ao utilizar os princípios citados acima, o objetivo vai se tornando mais claro e concreto.

Specific (específico)

De que segmento estamos falando? Qual é a região?

Sai o objetivo de negócio: Tornar-se a marca líder do segmento na região de atuação
Entra o novo objetivo de negócio: Tornar-se a marca líder de autopeças na cidade de São Paulo.

Measurable (mensurável)

Qual é o tamanho do mercado? De quantos clientes exatamente estamos falando? Quantas pessoas devem ser alcançadas para que a marca se torne líder?

Sai o objetivo de negócio: Tornar-se a marca líder de autopeças na cidade de São Paulo;
Entra o objetivo de negócio: Conquistar 1.000 clientes de autopeças na cidade de São Paulo.

Achievable (alcancável)

Quão distante está essa meta? O objetivo é possível de ser alcançado?

Sai o objetivo de negócio: Conquistar 1.000 clientes de autopeças na cidade de São Paulo;
Entra o objetivo de negócio: Conquistar 300 clientes de autopeças na cidade de São Paulo.

Relevant (relevante)

A meta é relevante para o negócio? Por exemplo, de que adianta ter 300 clientes se cada um desses consumidores gastar apenas alguns reais? Não é mais vantajoso pensar também em faturamento?

Sai o objetivo de negócio: Conquistar 300 clientes de autopeças na cidade de São Paulo;
Entra o objetivo de negócio: Conquistar 300 clientes de autopeças com ticket médio de R$ 1.000 na cidade de São Paulo.

Time bound (atrelado ao tempo)

Em quanto tempo esses clientes serão conquistados?

Sai o objetivo de negócio: Conquistar 300 clientes de autopeças com ticket médio de R$ 1.000 na cidade de São Paulo;
Entra o objetivo de negócio: Conquistar 300 clientes de autopeças com ticket médio de R$ 1.000 na cidade de São Paulo no segundo trimestre de 2018

Depois de fazer esse processo, você pode percorrer novamente as cinco etapas percebendo se é possível tornar o objetivo ainda mais claro, mensurável, alcançável, relevante e realista em relação ao tempo de execução. Isso fará com que sua empresa tenha mais foco para trabalhar.

2. Ausência de um plano de ação

Após aplicar a metodologia SMART, fica muito mais fácil transformar os objetivos de negócio em ações práticas. Porém, não basta traçar um objetivo excelente se a equipe não souber como colocá-lo em prática.

Para isso, é função do dono do negócio liderar a construção de um plano de ação. Esse plano deve responder a uma pergunta central: “O que precisamos fazer para transformar os objetivos de negócio em realidade?”. A partir daí, é hora de desdobrar ações específicas a serem tomadas nos diversos departamentos.

Investigando os objetivos secundários do plano de ação

Vamos analisar novamente o exemplo utilizado no passo anterior. Nosso objetivo é “Conquistar 300 clientes de autopeças com ticket médio de R$ 1.000 na cidade de São Paulo no segundo trimestre de 2018”.

O que o marketing da empresa precisa alcançar para que as vendas sejam realizadas? Provavelmente, será preciso atrair um certo número de potenciais clientes até o estabelecimento. Que número é esse? Quais ações podem ser executadas para alcançar esse objetivo secundário?

O que os vendedores devem realizar para converter interessados em compradores? O que pode ser feito para que as pessoas invistam mais, comprando mais produtos e, consequentemente, aumentando o ticket médio? As respostas para todas essas perguntas devem ser transformadas em ações práticas a serem executadas pela equipe.

3. Procrastinação

É fato: todo ser humano sofre com a procrastinação, seja no trabalho, nas atividades domésticas ou nos estudos. No entanto, quando as tarefas profissionais são constantemente deixadas para depois ou cumpridas em um tempo maior do que o necessário, é preciso entender o que está ocorrendo para evitar prejuízos. Caso contrário, os objetivos de negócio jamais serão alcançados.

Não importa se a procrastinação é do próprio empreendedor ou dos funcionários. Antes de mais nada, é importante adotar uma postura de investigação e colaboração. O ideal é sempre trocar o julgamento por compreensão, já que condenar a pessoa que está procrastinando ou culpar a si mesmo não ajudará em nada.

A partir daí, é válido compreender as razões pelas quais a própria procrastinação acontece.

Fatores que levam à procrastinação do empreendedor ou da equipe

Falta de clareza

O primeiro e principal motivo que leva uma pessoa a procrastinar é a falta de clareza sobre o que ou como fazer. Muitas vezes, o funcionário ou empreendedor não tem certeza de qual tarefa — ou qual parte de uma tarefa — deve ser executada primeiro.

Outras vezes, ele até sabe o que deve ser feito, mas não sabe como fazer, pois não recebeu instrução para isso ou não estudou o assunto. Sem saber o que deve ser feito ou como deve ser feito, a pessoa fica perdida, sem saber por onde começar.

Falta de motivação

Em alguns casos, existem atividades que simplesmente não despertam a motivação do trabalhador. Isso pode acontecer porque a demanda é fácil demais, tornando-se tediosa.

Outra possibilidade é que a tarefa não seja do interesse pessoal daquele colaborador. Por exemplo, dentro de uma equipe de marketing, quem trabalha com design tende a procrastinar quando precisa escrever um texto para a apresentação que está sendo montada.

Falta de confiança

Há casos, ainda, em que a pessoa sente que não é capaz de cumprir a tarefa. Nesse cenário, o medo de falhar faz com que a atividade seja deixada para depois.

Caso o problema ocorra com um colaborador, é papel do líder ajudá-lo tecnicamente e emocionalmente. Já se a falta de confiança for do próprio empreendedor, é válido buscar apoio em grupos de networking, em conversas com amigos empresários e até mesmo em familiares e pessoas próximas.

Tarefas grandes demais

Esse é um obstáculo bastante comum em todos os tipos de empresa e, indiretamente, está relacionado à falta de clareza. Às vezes as demandas definidas no plano de ação podem ser bastante complexas, exigindo várias etapas de execução.

Nesses casos, é recomendado dividir as atividades em várias etapas menores e mais simples. Por exemplo, a ação de “Criar um anúncio de Facebook para geração de leads pode ser dividida nos seguintes afazeres:

  • Coletar dados sobre nosso cliente ideal;
  • A partir desses dados, escolher um público segmentado para os anúncios;
  • Pesquisar fotos para usar nos anúncios;
  • Escolher as 5 melhores fotos;
  • Escrever 15 chamadas para o anúncio;
  • Escolher as 5 melhores chamadas;
  • Escrever 3 opções de texto de apoio;
  • Escolher o melhor texto de apoio.

Viu só? Uma tarefa que antes era um tanto nebulosa (e facilmente “procrastinável”) rapidamente se transformou em diversas ações rápidas e focadas.

Ao longo deste artigo mostramos como é importante ter clareza e ser específico na hora de lidar com seus objetivos de negócio — e este conteúdo não foi diferente. Aqui você conheceu, forma bastante direta e exemplificada, os principais vilões que impedem as empresas de conquistarem suas metas.

Pode ter certeza: se você aplicar somente esses três princípios dentro da sua organização, seus resultados já serão muito superiores. Por fim, para ir ainda mais longe, leia também o artigo Trabalhe a habilidade da visão do futuro e antecipe o seu sucesso!