cliente só quer saber do preçopreço? Será que não rola um desconto?”.

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O que fazer quando seu cliente só quer saber do preço

Dicas sobre o que fazer quando um mercado é prostituído pelos concorrentes e o cliente só busca pelo mais barato, sem se importar com qualidade do serviço.

Em algum momento da sua carreira como vendedor, você estava lá, batalhando para fechar aquele negócio com o seu cliente. E quase no momento final, vem aquela pergunta: “Mas e o preço? Será que não rola um desconto?”.

Isso ainda faz parte do dia a dia do vendedor mais experiente no mercado e sair dessa situação envolve um misto de poder de negociação com um pouquinho de jogo de cintura.

A verdade é que descontos e preços sempre estão na mente das leads, e é bem provável que você ainda vai passar por várias situações semelhantes à essa ao longo da vida.

Por isso, hoje vamos falar especialmente para você que precisa lidar com aquele cliente que só quer saber do preço! Preparado? É hora de fechar mais vendas!

O cliente só quer saber do preço: a hora do desconto

Alguma hora, ela vai chegar. A famosa frase de “me dá um desconto” proferida pelas mais diversas leads espalhadas por aí.

Essa é a frase que nenhum vendedor quer escutar durante uma transação e, se ele não souber lidar bem com a situação, pode lhe custar mais do que um contrato: pode custar a conta inteira!

É muito comum a lead pedir descontos, ela sabe que o preço tem uma margem de lucro – a famosa margem de segurança – e que existe uma maleabilidade para fechar aquela venda.

Porém, não são em todos os cenários que esse possível cliente tem certeza dessa margem, ou se quer está preparado para realizar uma compra.

As 3 vezes que uma lead vai te pedir desconto

Basicamente, existem 3 situações em que uma lead vai te pedir desconto. Cada uma delas está relacionada à um estágio do funil de vendas e da jornada do cliente.

1. Ele não enxerga o valor do seu produto

Se uma lead ainda não foi educada o suficiente para entender o valor e os benefícios do seu produto ou serviço, ele vai te pedir um desconto!

Esse é um caso onde o pedido de desconto é compulsório, a lead pede simplesmente para ver “no que vai dar”. Isso é muito comum com produtos que são mais complicados e que as pessoas precisam conhecer melhor como ele realmente pode ajudá-la.

Esse é um caso que depende muito da sua técnica de venda, principalmente se o fluxo de nutrição de leads do seu negócio não estiver realmente bem montado. O que você pode fazer é enviar mais conteúdo relevante para essa lead e dar uma atenção especial às suas necessidades, caso a negociação realmente valha a pena.

2. Leads sem fit para o formato do seu produto

Quando falamos que uma lead não tem fit, não quer dizer que o seu produto não se adequa à ela de jeito nenhum, quer dizer que ela espera – ou deseja – mais do que você pode oferecer naquele momento.

Seja uma feature a mais, uma personalização ou dedicação acima do que você pode oferecer. Para ela, o que ela está contratando ainda não está atendendo todas as suas necessidades, por isso um desconto é mais do que justo.

Tenha em mente que esse é um tipo de cliente que pode te dar dores de cabeça ao longo do tempo. Como ele contratou um serviço que ainda não é exatamente o que ele espera – e isso não é culpa sua! –  as exigências serão muito superiores e pode gerar alguns atritos na relação com a sua empresa.

3. A lead ainda não está preparada para fazer uma compra

No processo de geração de leads, surgem muitas delas que querem fazer uma compra mas ainda não estão preparadas.

Os dois principais motivos são: falta de orçamento e timing errado.

Ambos vão incentivá-la a pedir por um desconto. Se for por orçamento, ela vai insistir até entrar na margem que ela pode pagar, se for por timing, pode ser que ela não precise da sua solução naquele momento.

Nessa situação, você está forçando alguém com uma necessidade real, mas que não tem a capacidade de arcar com os custos necessários, ou realmente tirar proveito das suas soluções. Em ambos os casos, mais dor de cabeça para a sua empresa!

O que fazer na hora H?

Quando uma lead já chega na negociação pedindo um desconto, todo o processo começa com o pé esquerdo.

Logo de cara, estamos criando uma dinâmica negativa, que deveria existir com base nas necessidades da lead e no que o negócio pode oferecer.

Se um vendedor aceitar dar o desconto logo de cara, além de abrir a possibilidade para fazer uma venda errada, ele dá abertura para mais descontos no futuro.

Representantes comerciais que se dão bem nessas horas mantêm uma postura firme. Ninguém está comprando o seu produto ou serviço por obrigação. Eles estão adquirindo algo realmente valioso para eles, ou para suas empresas, e que tem diversos benefícios e qualidades interessantes.

Vamos dar uma olhada em dois pontos agora: regras de venda que você precisa conhecer e técnicas de vendas para clientes que só pensam em preço.

3 regras que você precisa conhecer para vender

1. Forneça sempre a melhor opção de compra

A primeira regra não tem nada a ver com preço!

Ela está diretamente relacionada a oferecer a solução certa para a lead certa. Como vendedor, é preciso fazer as perguntas certas para saber que se a sua solução é realmente a ideal para aquela lead. É preciso ouvir o cliente para tomar a decisão sobre o que deve ser oferecido para ele.

No final das contas, todos os clientes compram soluções. A sua explicação e o seu produto precisam se encaixar nas necessidades de compra para que você feche uma transação de qualidade.

Esse é um dos primeiros segredos para vender mais!

2. Seja agressivo!

Quem você prefere ser: o leão, ou a presa?

Vivemos um tempo bem competitivo. Seja por causa da crise, ou porquê os negócios continuam com metas agressivas para continuar em expansão, ser o cordeiro na hora da venda não vai te ajudar a bater metas.

Se você quer aumentar as suas vendas, mesmo com clientes continuamente pedindo por descontos, é preciso firmar um compromisso de vender agressivamente para cada uma dessas leads. Você precisa fazer o máximo para ganhar cada uma dessas oportunidades!

A prospecção não é o único trabalho dos vendedores. Não adianta conquistar leads se você não vai transformá-las em clientes, não é mesmo?

Um princípio valioso para qualquer vendedor é o de finalizar todas as negociações que ele inicia, sejam elas positivos o negativas ao final da relação. Isso motiva os representantes à darem o seu melhor em cada oportunidade.

É preciso saber aonde você quer ir e como deseja chegar lá.

3. Não trate todos os potenciais clientes como um um cliente

A qualificação dos clientes é um tópico esquecido por muitas empresas e pode trazer muitas dores de cabeça para os vendedores.

Apesar de parecer contraditório não tratar todos os potenciais clientes com clientes, com ser agressivo, eles são intimamente ligados.

Quando uma lead é bem qualificada e chega melhor preparada para a venda, ao adotar táticas agressivas, aquela venda irá andar muito mais rápido e você vai conquistar um cliente de qualidade.

Se uma lead não chega bem qualificada e o vendedor alonga o processo de venda, ele vai perder muito tempo com uma oportunidade que não vai ser convertida. Colocando todas as cartas na mesa, ele adianta o processo e parte para leads com mais chances de se tornarem clientes.

3 técnicas de vendas para clientes que só pensam no preço

1. Mostre o valor do seu produto na prática

Sem valor, não tem venda!

O que os vendedores vendem não é um produto, é uma solução. E soluções precisam ser valorizadas por quem está comprando.

No final das contas, a parte monetária é só um detalhe. Mesmo tendo o orçamento disponível, uma lead não vai adquirir um produto que ela não considera relevante para sua empresa (ou para ela própria).

Se você quer reduzir os pedidos de desconto e as negociações sem fim, pense em aplicar a sua solução da forma mais eficiente possível ao que as leads procuram resolver, e torne-o simplesmente indispensável!

2. Consiga alguma alavancagem

A alavancagem é uma velha conhecida do mundo financeiro. Ela é chamada de leverage pelos americanos e consiste em conseguir algum tipo de contrapartida dentro de uma transação.

Se o seu cliente só quer saber do preço e insiste por um desconto, incentivo-o a pagar a vista, ou então a levar mais produtos para adquirir um pacote promocional.

Se você pensar bem, o preço dos produtos já possuem taxas embutidas, seja por intermediários ou por operadores de cartão de crédito. Quando você consegue uma alavancagem, é possível manter a sua margem de lucro e ainda sim realizar uma venda interessante para a lead.

O pagamento adiantado também é uma solução interessante. Ele mostra interesse do seu cliente em fechar aquela negociação e permite que você tenha contato com o dinheiro antes de fornecer o produto ou serviço de fato.

Esse dinheiro permite que você aumente a previsibilidade do seu negócio, já que é possível realizar investimentos e multiplicá-lo.

Outra excelente técnica de alavancagem é fazer com que a lead invista mais do seu próprio tempo na negociação. Quanto mais tempo investido, menor a probabilidade da lead desperdiçar todo o seu esforço.

Se você possui versões de teste do seu serviço, ou consegue oferecer uma amostra de produto em conta, não hesite! Essas são excelentes técnicas para mostrar o valor do que você está oferecendo e acelerar o processo de vendas com a sua lead.

3. Define um preço com margem de segurança

Essa é uma velha conhecida das empresas. Acrescer no valor as taxas, custos e impostos cobrados para manter a margem de lucro.

Mas e quando as leads começam a pedir por descontos?

Aqui entra mais uma variável e os vendedores precisam de ferramentas para negociarem com as leads. Assim, é uma boa ideia pensar em um preço que seja vantajoso para os dois lados

Mas cuidado!

Essa não é uma boa ideia se você oferece softwares – SaaS, software as a service. Esse tipo de negócio costuma ter preços tabelados, e a diferenciação na cobrança pode gerar desconfortos que você não precisa para o seu negócio.

Se dois clientes com o mesmo plano, mesmas necessidades e mesmo budget, se conhecem e descobrem que pagam preços diferentes por um mesmo serviço, você está dando abertura para um churn que poderia ser facilmente evitado.

A alavancagem pode ser muito útil agora. O serviço pode ser mais barato para clientes que pagam por boleto ou transação bancária, e também para aqueles que fecharam um contrato a longo prazo com pagamento adiantado.

Essas são boas razões para a diferença de preço na hora de cobrança, mas elas também precisam ser organizadas e tabeladas, para o seu time de vendas não ficar no escuro na hora de fechar negócio.

Concluindo tudo isso!

Mesmo o vendedor mais experiente vai continuar encontrando leads insistentes em conseguir um desconto.

A verdade é que nem sempre isso é uma coisa negativa, mas na maioria das vezes pode significar uma venda que não é tão valiosa para a empresa e para o vendedor.

Por isso, é importante avaliar a situação, a qualidade das leads, e descobrir quais fatores podem ser trabalhados para chegar ao que ela deseja.

Pessoas compram soluções, e para vender boas soluções é preciso apresentar o valor do seu produto de forma clara! Assim, mesmo que o preço seja relativamente alto, a sua lead vai entender o porque de ser tornar um cliente e vai analisar melhor se o orçamento disponível se adequa ao que você está oferecendo.

Para diminuir contratempos na venda e conquistar leads melhor preparadas para se tornarem clientes, você precisa conhecer muito bem o funil de vendas da sua empresa! Por isso, separamos um post especial para você entender e aplicar o Funil de Vendas na prática! Esse é o segredo de empresas que vendem bem para os clientes certos, não deixe de ler!

  • Curiosamente meu post de hoje também é sobre o assunto. O cliente tem que perceber que vai receber de volta em qualidade exatamente o que paga pelo serviço.

  • Oi Millor,

    Achei bom o artigo e as observações, mas faria um complemento. Pra mim há 3 motivos na verdade:
    O produto/serviço não tem um diferencial claro
    A empresa está focando sua divulgação no tipo errado de cliente
    O cliente não foi educado o suficiente para valorizar o diferencialHomens não costumam comprar sapatos tão caros quanto as mulheres porque não foram educados para valorizar a moda e saber a diferença entre um sapato de $100 e outro de $300. A minha mãe não vê a menor diferença entre um notebook de 2gb de ram e outro de 4gb e vai pelo mais barato.No entanto, quando você é educado o suficiente, começa a perceber o valor das coisas. Esse é, ao meu ver, um dos grandes papéis do marketing digital: educar o cliente.Falei mais do assunto nesse artigo: http://resultadosdigitais.com.br/blog/por-que-educar-o-seu-cliente-com-marketing-digital-e-importante/ 

    Um abraço,

    André Siqueira
    Resultados Digitais

    • Valeu pela dica André! Concordo plenamente!

      Acho que esse entra como um caso da divulgação no cliente errado. Daí a empresa pode fazer 2 coisas quando o cliente não é educado, mudar a divulgação para clientes que já são educados ou educar o cliente e transformá-lo no cliente certo.

      No caso de produtos inovadores, o número de clientes “certos” tende a ser muito pequeno, então educar o cliente é praticamente essencial. Mas no caso de mercados estabelecidos, mudar a divulgação já pode trazer ótimos resultados.

      É uma questão que fica a cargo da estratégia da empresa, mas também sou partidário que educar o cliente é fundamental pra quem quer criar uma marca que fique na cabeça das pessoas.

      Abração!

  • Marcelo Araujo

    Olá, bom dia.
    No meu ramo de trabalho (desenvolvimento de sites), sofro o mesmo tipo de situação relatado pelo Leandro, ou seja, existem centenas de freelancers no mercado (sobrinhos, amigo do amigo, recem-formados, etc.), porém, muitos (não todos!) não oferecem qualidade, suporte, confiabilidade e muitos deixam o cliente na mão (descobri isso fazendo pesquisa de mercado). Porém, o que busco oferecer ao cliente, é exatamente a solução do problema dele e dos “pecados” que estes freelancers ruins cometem. Ou seja, tento fazer ele entender que o meu é mais caro, mas vale a pena, porque sou empresa séria, tenho um nome a zelar, não vou sumir, além da qualidade do meu produto, etc… Ele entende sozinho que não vale a comparação entre a minha empresa e o “sobrinho”.
    Esses dias vi numa palestra, na frente do cliente, desenhe uma balança e pergunte a ele todas as vantagens que o concorrente dá, além do preço baixo (dificilmente ele saberá), do outro lado liste as vantagens que você oferece, se ainda assim ele rejeitar, acho que não vale a pena perder mais tempo.

    • Marcelo,
      Essa abordagem da balança é excelente! Concordo plenamente com você, se o cliente estiver só focado no preço, provavelmente não é um cliente que vale a pena investir.
      Abração!

  • Nazaré Araújo

    É essa a situação no mercado de fotografia. O cliente acha que qualquer um com uma camera fotografica pode ir lá e fazer a festa dele. Quando passo um orçamento só ouço dizer que está caro e sei que meus preços não são caros.

    Não podemos deixar de levar em conta que precisamos nos deslocar, pagar seguro de equipamentos, que esses infelizmente no Brasil são caros. As horas que gastamos em frente ao computador editado e diagramado albúm, emfim gastos e gastos, temos que ser recupensados.Sem falar do mercado que está prostituído

  • Paulo Cesar Pantoja

    1)_Se isso está acontecendo muito, é saturação de mercado. Quea tal pensar em ir vender noutro estado com carência do seu produto? Contrate alguns Representantes. 2)_Chamar concorrente pra trocar uma idéia, além de se correr um sério risco de ouvir um sonoro “isso é problema SEU, eu estou vendendo bem!”, você pode acabar por se meter numa FRIA se ele também tiver problemas e daí pode acabar surgindo um CARTEL (onde as empresas igualam tabelas de preços combinadas entre ambas), alerto aqui que ISSO É CRIME! Pois vai contra a lei de livre comércio (ou concorrência). 3) Um aspecto a ser considerado é analisar a própria Apresentação Pessoal, jeito de falar e sua forma de negociação com o cliente! Se você não consegue ser mais atencioso com o cliente que o seu concorrente é com ele, vais perder o pedido.__Uma boa maneira de quebrar isso é agradando mais o cliente, mesmo que ele quase não compre de você. Os Brindes ajudam muito nisso e não custam muito, mandar uma canetinha (ou chaveiro, calculadora, etc)  personalizada com a marca da empresa no aniversário dele, por exemplo. __Uma hora ele mesmo cai na real do “pôw! esse fornecedor é legal, é confiável, atende bem, passa o pedido pra ele”.

  • Muito interessante o tema!Acredito que o mais importante, e que ainda não foi citado aqui, é mostrar para o cliente o “ROI” da coisa toda. Se o seu diferencial vai muito além do preço, mostre como esse diferencial vai trazer maior retorno ao prospect: seja em vendas, imagem de marca, redução de custos, tempo, ou qualquer outra coisa que seja um VERDADEIRO diferencial. Argumentar que a sua empresa tem maior “qualidade”, maior “profissionalismo”, maior “tradição”, maior “confiabilidade”, etc, muitas vezes (infelizmente) não é suficiente pra provar pro cara que vale a pena investir um pouco a mais… por isso é preciso provar, de preferência com números, que o seu produto/serviço vai gerar mais resultado. Se de fato o seu produto/serviço for mais caro e não trouxer um resultado claro e compatível com a diferença de preço do concorrente, é melhor começar a buscar alternativas e atuar em outros mercados (ou até reduzir seus custos para baratear o seu produto). Pois nesse caso vai fatalmente perder a briga na comparação.Nós empresários entendemos do nosso mercado muito melhor do que nossos clientes e é por isso que temos a obrigação que explicar de forma clara como os benefícios dos nossos produtos/serviços podem aumentar o faturamento da empresa deles, seja a curto ou longo prazo (isso falando em mercado B2B, mas com o consumidor final não é muito diferente: pode ter certeza que, mesmo inconscientemente, ele vai analisar o “ROI” antes de tomar uma decisão e adquirir um produto/serviço). Uma forma bacana de se diferenciar neste sentido, é cuidando muito bem da comunicação da sua empresa, pois não adianta o seu produto/serviço ser superior, mas a sua estratégia de marketing não comunicar isto da forma correta. Como toda argumentação, este tipo de mensagem precisa ser muito bem elaborada, por isso recomendo que procure sempre uma agência para auxiliar no desenvolvimento da sua comunicação e que tenha o mesmo crivo que você gostaria que seus clientes tivessem para selecionar as empresas que irão te assessorar neste sentido (ou seja, fuja dos picaretas!). Vejo diariamente empresas querendo se posicionar como “líderes em qualidade”, mas que deixam muito a desejar na hora de comunicar isso, e acabam “tomando uma lavada” no quesito marketing de empresas muito inferiores… daí perdem mais uma vez a briga quando colocados na balança.Atuo no ramo de Marketing Digital, que também é um mercado altamente saturado (leia prostituído) e sei como é difícil muitas vezes demonstrar essa diferença, principalmente quando estamos falando de resultados que não podem ser fielmente mensurados (como design, imagem de marca e afins). Por isso é preciso estudar muito bem o seu próprio produto e ter muita clareza de como ele pode trazer os melhores resultados para os seus clientes. Só assim conseguiremos vencer a guerra dos preços!Abraços, e bons negócios!Mauro PalaciosSócio-diretorAgência Digital Twisthttp://www.twist.com.brpalacios[a]twist.com.br

  • Fernandaseleite

    Olá! Eu sou vendedora externa de uma empresa controladora de pragas em Salvador-Ba e todos os dias tenho grandes desafios com relação a “empresas” que estão desvalorizando os serviços, procuro ser dinâmica nas visitas aos clientes, não chego com presa, tiro todas as dúvidas sobre os serviços, elaboro uma proposta descrevendo as áreas que serão tratadas, envio a proposta o mais rápido possível e quando ligo para negociar vai fechar com outra empresa pq o valor recebido foi bem menor. Isso é frustrante!!!

  • Luis Fausto Ferreira

    Recebi este artigo, que ilustra outra situação bem parecida com a aqui citada. Trata-se de comportamento setorial, muito pior, pois há risco para toda a cadeia produtiva.
    Estamos enfrentando problemas semelhantes ao relatado com grande um grande cliente.A negociação está fechada por parte dele, nem mesmo uma reunião para esclarecimentos é franqueada. Concorrentes vem e vão. No início , as amostras e lotes iniciais são primorosos. Com o tempo os desafios com logística, tecnologia e custos vão mostrar quem é quem.
    espero que o artigo lhe seja útil.
    Precisamos de boas empresas neste país.

    10/2009
    A Síndrome de Estocolmo e a cadeia automotiva brasileira

    Nos anos 70s, quando cunhou a
    expressão “Síndrome de Estocolmo”, definindo desvio psicológico pelo qual a
    vítima passa a se identificar com o agressor, busca conquistar sua simpatia e
    assume absoluta concordância com suas práticas, o criminologista e psiquiatra
    sueco Nils Bejerot jamais poderia imaginar a analogia que seria estabelecida,
    mais de três décadas depois, com a cadeia produtiva da indústria
    automobilística brasileira. Para tornar mais clara a questão, é importante
    lembrar a origem do termo.

    Como se sabe, em 1973, dois assaltantes invadiram o Kreditbanken, em
    Estocolmo, capital da Suécia. Eram 10:15h de uma quinta-feira, 23 de agosto.
    Portando metralhadoras, renderam algumas pessoas, com as quais permaneceram
    por quase seis dias no caixa forte. Os bandidos foram finalmente subjugados e
    as vítimas, libertadas. Foi imensa surpresa a hostilidade dos reféns contra
    os policiais e a sua posição de ardorosa defesa de seus algozes, aos quais
    passaram a manifestar dependência e sentimento de defesa e complacência. A
    atitude manifestou-se até mesmo nos depoimentos nos tribunais. O estranho
    comportamento e posturas análogas receberam, então, o nome de “Síndrome de
    Estocolmo”.

    Embora absurda e descabida, há imensa semelhança comportamental nas relações
    “b2b” no âmbito da cadeia produtiva da indústria automobilística brasileira
    contemporânea. Sequestram-se, sob a concordância das próprias vítimas, o
    lucro e a saúde financeira das empresas de autopeças. Montadoras impõem,
    paulatinamente, uma concorrência quase caracterizada como leilão reverso,
    substituindo a segurança do fornecimento e o compromisso de qualidade,
    implícitos em contratos mais duradouros, pelo oportunismo de preços aviltados
    e negociações inconsistentes de curto prazo. Esta prática de preços aviltantes
    estabelece uma espécie de tourada, na qual o touro é sangrado cruelmente até
    a morte, de modo perverso pelo toureiro, sob o aplauso da plateia.

    Todos verbalizam a meta da sustentabilidade, fazendo apologia dos avanços
    tecnológicos e de veículos mais seguros e silenciosos, menos poluentes e
    onerosos. No entanto, esse discurso da moda é mera verborragia, pois
    prevalece, mesmo, a dura realidade dos preços distorcidos e empresas
    desrespeitadas, por compradores e, o que é pior, por elas próprias. Montadoras
    incentivam seus fornecedores a promoverem mudanças em materiais ou em
    processos, de maneira que se atendam às especificações de qualidade, mas
    acarretem maior vantagem competitiva (leia-se: a redução crescente do lucro
    de alguns para o constante aumento do lucro de outros).

    Resultado: no contexto de um cenário de vendas recordes de automóveis no
    Brasil, suscitado por redução tributária integrante da estratégia do País
    para o enfrentamento da crise mundial, o faturamento do setor de autopeças no
    primeiro semestre de 2009 foi 24,8% inferior ao de igual período do ano
    passado. O número de trabalhadores empregados no segmento recuou de 198 mil,
    em maio, para 196 mil em junho. O déficit da balança comercial setorial no
    acumulado de janeiro a junho foi de US$ 997 milhões, 7,6% maior do que o
    registrado no mesmo período de 2008.

    É preciso refletir sobre as relações distorcidas entre fornecedores e
    montadoras. A passividade e concordância com as políticas de preço e
    “concorrência” estabelecidas pela indústria automobilística não atingem
    apenas as empresas de autopeças; também transformam em reféns os
    consumidores, o mais importante e, ao mesmo tempo, vulnerável elo de toda
    essa cadeia de suprimentos.

    Está se substituindo a saudável equação de equilíbrio e justiça econômica na
    qual todos devem ganhar, por uma subserviente regra de perde-ganha, nociva
    para o setor, aos compradores finais de veículos, à economia brasileira e,
    portanto, toda a sociedade. É uma estranha e indesejável síndrome.
    Felizmente, não são todas as montadoras e, tampouco, toda a cadeia que está
    contaminada. É importante distinguir os que mantêm a lucidez, para que suas
    práticas estabeleçam um novo referencial ao mercado.

  • Luis

    Ao ler o artigo me veio à mente os vários mercados falidos e os que estão à beira da falência com o efeito massacrante do mercado chinês no Brasil. Estive na 25 de março semana passada eu verifiquei que lá uma grande mudança: (i) houve concentração de itens, onde havia variedade não há mais, e (ii) e concentração de chineses em nível exponencial, tanto que o nome deveria mudar para Chinatow.
    P. ex.:O mercado brasileiro de bolsas, tênis e mídias originais realmente tá fadado à falência, pois toda grande cidade vc vê esses itens sendo vendidos por preços inimagináveis. A exemplo das antigas lojas de cd´s, alguns nichos de mercado, exceto o artesanal, devem sumir dentro em breve.
    Como o artigo diz, se a questão é preço e nada mais, é sinal que aquele mercado já era!

  • Jaqueline

    Gostei muito desse post, estou abrindo uma empresa, e ja trabalhei para outras empresas do mesmo ramo que a minha, uma das empresas que trabalhei deixou muito a desejar com os clientes, e como eu sempre tive muito contato com os clientes e eles sabem da minha seriedade e qualidade do meu trabalho ja avisaram que estão esperando eu iniciar o meu trabalho para comprar comigo, acredito que esse seja meu diferencial. adoro as materias de vocês, para mim que estou começando é otimo todas as dicas.. valeu….

  • Vinicius Menon

    Bom, o que posso dividir com o colega Leandro, é que também conheco bem o ramo de metalurgia no país, estou a 10 anos atuando no mercado e venho de uma familia que está a mais de 35 anos nele, a diferença é que estamos na outra ponta da cadeia, nós fornecemos insumos para fundições. E o que posso dizer é que esse mercado ja foi bom, hoje o cenário mudou muito, as empresas do pais além de enfrentarem uma concorrência feroz entre elas, enfrentam uma concorrência quase desleal de produtos importados de outros países, como a China, o que tirou muita gente do mercado ja.
    Infelizmente o setor tem um inventimento muito baixo, os equipamentos e tecnologias usadas pela maiorias das empresas estão obsoletos e são poucos que tem a visão do nosso colega Leandro que procura uma melhor condição de trabalho focando em um melhor atendimento, em cursos de atualização e etc…
    A pressão por uma melhor eficiência e redução de custos é tão grande que é praticamente impossível mostrar as empresas de que o “barato sai caro”, pois o que as empresas olham primeiro é o preço, e se o valor do seu produto não for competitivo você não tem nem chance de mostrar de que ele tem uma qualidade superior, que seu atendimento é diferenciado ou qualquer outro benefício.
    No fim, para mudar esse cenário o mercado tem que ser competitivo, para que assim os clientes possam comecar a perceber o custo benefício dos produtos de seus fornecedores. E oque podemos fazer é difundir cada vez mais essa cultura e torcer para que o mercado mude sua visão e que o governo nos de uma ajuda também.

  • Danilo

    Tenho uma loja de informática, concordo com tudo lido aqui…mas ainda acredito em oferecer um trabalho de qualidade e cobrar o preço da qualidade, porque o caminho é longo mas no futuro terá clientes diferenciados e fieis.

  • ari

    Eita assunto difícil.
    Faço vendas há trinta anos, conheço alguns clientes ai vai.
    Mentiroso ,vou viajar quando voltar te ligo.
    Falador, quer fazer tudo toma seu tempo e não faz nada
    O falso, fala com você e atende 5 telefonemas ao mesmo tempo e diz vou analisar OK. Que nada!
    Sonhador, pede orçamento para fazer um monte de coisas, depois te pede para fazer um conserto e vai te lugar, nunca liga
    Muquirana, quer pagar 10 por algo que custa 15
    E ainda quer saber qual vai ser seu lucro.
    Só uma pequena lista ,tenho uns 100 desses
    Quando o cara quer comprar, ele compra porque precisa, pode pagar, quer algo melhor, é vaidoso e gosta de coisas boas,
    Não liga para o preço pergunta quando vou receber o serviço, paga o sinal e ponto.
    Isso é venda certa.
    Pode acreditar
    Vendo marcenaria!!