mediação de conflitos

Entenda como funciona a mediação de conflitos empresariais

Elaboramos um post sobre mediação de conflitos, que vem mostrando potencial em favorecer soluções consensuais aos interesses conflitantes. Acompanhe!

Ao pensar em desentendimentos ou alguma disputa, geralmente a primeira coisa que vem a mente das pessoas é procurar a justiça para ter seus direitos reconhecidos, e com os conflitos empresariais não é diferente. No entanto, a possibilidade de liquidá-los extrajudicialmente não é do conhecimento de todos — a chamada mediação.

Pensando nisso, elaboramos um post sobre esse recurso, que tem previsão legal e vem mostrando potencial em favorecer soluções consensuais aos interesses conflitantes. Acompanhe!

Afinal, o que é a mediação de conflitos?

A mediação de conflitos é um método diferenciado para resolução de controvérsias. Ela surgiu principalmente diante do congestionamento do poder judiciário, que arrasta a marcha processual durante anos. Não são raras as ocasiões em que a demora para a obtenção de uma resposta inviabiliza a efetividade das decisões.

Neste modelo, as partes envolvidas elegem uma terceira pessoa, imparcial à demanda, a fim de auxiliar na identificação das melhores soluções — o mediador. Ele tem capacidade técnica necessária para estar em tal posição, porém não pode ser confundido com a figura do juiz.

O mediador não aponta quem está certo ou errado, pois não há que se falar em vencedor ou perdedor. As partes encontram-se em posição de igualdade e a autocomposição trará benefícios a todos.

A ideia é que as divergências de interesses sejam resolvidas dessa forma mais simples e célere, deixando para o poder judiciário as questões complexas, de grave lesão ou ameaça aos direitos.

Como ela pode ser aplicada nos conflitos empresariais?

Na esfera empresarial, as desavenças podem ser de natureza interna, como o desentendimento entre os sócios, ou externa, quando o problema é com terceiros. Mas, independentemente do tipo de conflito, o fato de enfrentar um processo judicial nem sempre é a melhor opção. Vejamos os benefícios em pacificar as controvérsias:

Mediação entre empresas

O crescimento de qualquer negócio depende de parcerias estratégicas. Entretanto, essas relações entre pessoas jurídicas não estão livres de tropeços em algum momento, podendo acontecer conflitos de diversas origens:

  • créditos;
  • débitos;
  • fornecimento de mão de obra;
  • fornecimento de matéria-prima;
  • transações financeiras;
  • prestação de serviços específicos, dentre outros.

Neste sentido, o foco da autocomposição empresarial consiste na reflexão do presente e nas ações que trarão estabilidade para o futuro, caso haja um interesse de continuidade do relacionamento. Isto posto, a figura do mediador é fundamental para dirimir do modo mais pacífico e benéfico a ambas as partes.

Discussões sem um intermediador imparcial via de regra são pouco produtivas. Todos querem expor suas justificativas ou uma conclusão rápida para a demanda, apresentar propostas que lhes sejam mais vantajosas, acarretando por vezes o agravamento da situação.

O terceiro facilitador sempre atua com soluções criativas, despertando o espírito de cooperação e conscientização dos empresários sobre suas responsabilidades, partindo do princípio de que o passado não pode mais ser mudado.

O objetivo é mostrar que, um complementa a atividade do outro e juntos eles são mais fortes. Destaca-se ainda a relevância de cumprir espontaneamente as obrigações assumidas, o que expressa credibilidade.

Mediação empresarial intraorganizacional

A estrutura organizacional resulta na interação de diversas pessoas que convivem naquele ambiente. Porém desses vínculos é comum que nem todos tenham o mesmo nível de afinidade. São ambientes onde é natural existir competitividade entre funcionários ou departamentos, disputa pela atenção dos seus superiores, surgindo a partir daí os conflitos.

Com isso, os gestores devem levar em consideração que atritos reiterados influenciarão no desempenho de seus colaboradores e, consequentemente, nos resultados da empresa. Assim, a maneira de lidar com esses problemas será determinante para uma solução positiva ou não.

Geralmente, as primeiras atitudes dos chefes são:

A omissão

Consiste em fazer de conta que tudo funciona em perfeita harmonia, o que só alimenta os maus comportamentos, pois os funcionários sentem que ninguém se importa. Então para que mudar?

A imposição hierárquica de regras

Outra estratégia que em nada contribui na dissolução dos conflitos. Apenas ordenar que parem de agir daquela forma, sem fazê-los entender o quanto é importante para o fortalecimento da companhia manter um time unido, alinhado com a sua cultura, não surtirá efeito.

A moderna visão da mediação de conflitos dentro dos ambientes corporativos é o meio mais eficiente não somente para dar fim, mas também como alternativa de prevenção às disputas internas.

Talvez a raiz do problema esteja na falha de intercomunicação e uma terceira pessoa, neutra, agirá como canal facilitador da evolução de mentalidade e atitudes. A abertura ao diálogo proporciona o sentimento de que cada peça tem o seu valor para o andamento das tarefas, possibilitando ainda, maior equilíbrio nas interações no dia a dia dos funcionários.

Mediação entre sócios

Na dinâmica empresarial, o relacionamento entre os sócios também pode passar por momentos conturbados. Nem todos têm o mesmo perfil para conduzir o empreendimento. Mas se pequenas divergências já são capazes de gerar turbulências, imagine um litígio judicial que perdure anos.

Além de criar um clima de insegurança na organização, uma demanda prolongada também envolve:

  • custas processuais;
  • honorários advocatícios;
  • perda de produtividade, pela instabilidade transmitida aos trabalhadores;
  • perda de boas oportunidades, pelo fato de outros parceiros evitarem se relacionar com uma empresa em demanda judicial.

Muitas vezes, a falta de comunicação dos sócios faz com que pequenas coisas se acumulem, ao ponto de chegar em uma situação de rompimento, cujo motivo nem eles próprios conhecem. A mediação permite sair de tal circunstância fragilizada de forma mais rápida e com menor desgaste emocional.

Não significa que a mediação vai resolver todos os problemas de um negócio, contudo, os empreendedores já perceberam os pontos positivos a serem explorados. Inclusive hoje há uma tendência que a modalidade venha prevista nos contratos sociais.

A mediação é um importante instrumento para resolução divergências, especialmente diante da impotência do poder judiciário em socorrer a todos com agilidade e dar efetividade no cumprimento de suas decisões.

Independentemente de se tratar de conflitos empresariais ou de qualquer outra natureza, a solução pacífica só é alcançada quando há uma alteração de mentalidade e postura das partes, tendo em vista que o instituto exige disposição ao diálogo, ouvir as razões de cada um.

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