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13 erros mais comuns de gerentes que afastam colaboradores brilhantes

Colaboradores são afastados pelos erros de gerentes e o índice de turnover pode ser elevado a patamares extremos, trazendo grandes problemas de produtividade e prejuízos financeiros para a empresa.

O comportamento adequado de um gerente pode ajudar a reter colaboradores e a empresa pode até usar isso como um diferencial competitivo, mas quando acontece o contrário – colaboradores são afastados pelos erros de gerentes – o índice de turnover (rotatividade) pode ser elevado a patamares extremos, trazendo grandes problemas de produtividade e prejuízos financeiros para a empresa.

Ocupar uma posição de liderança exige altas responsabilidades e um envolvimento profundo com as pessoas que gerencia. Se não houver um equilíbrio entre o que a empresa precisa e o que os colaboradores almejam, bem como o reconhecimento dos melhores profissionais, dificilmente alcançará o potencial produtivo da equipe de trabalho e a empresa afastará os colaboradores mais promissores, perdendo a chance de progredir com a ajuda deles.

Se a sua empresa possui um alto índice de turnover, talvez esse seja o problema. Quer ter certeza? Então, descubra agora os 13 principais erros de gerente que afastam os profissionais brilhantes.

1. Cobrar tarefas que não são de responsabilidade do profissional

Existem duas situações aqui. A primeira é quando um gerente divide a carga de um profissional sobrecarregado com outro apenas para ajudá-lo a concluir as tarefas mais urgentes. Se isso acontecer de forma esporádica, não tem problema. Será até compreensível pelo colaborador.

A segunda hipótese acontece quando o gerente enxerga o potencial produtivo do colaborador e começa a delegar tarefas oriundas de outros colaboradores e departamentos até sufocá-lo. Acredite, essa não é a melhor maneira de reconhecer o potencial de alguém. Se fizer isso, logo ele se cansará, se sentirá injustiçado e abandonará a empresa.

2. Impedir os profissionais de fazerem o que gostam

Todo mundo tem uma paixão e a busca por ela é natural. Em muitas empresas, é possível identificar essa busca quando um profissional começa a se envolver em operações que não são de sua responsabilidade no seu setor ou em outros departamentos da empresa. Só que aqui isso acontece de forma proativa e voluntária.

Além de deixar o colaborador mais feliz com o trabalho, pode mostrar serviço com suas habilidades e manifestar o desejo de se especializar na área. Quando reconhecida, essa pode ser uma oportunidade para ambos: colaboradores e empresas.

O problema é que muitos gerentes, identificando ou não essas características, impedem os colaboradores de continuarem. A frustração pode ser tão grande que, além de reduzir os níveis de produtividade, ele pode deixar a empresa. Na pior das hipóteses, o profissional pode até boicotar a produção e prejudicar os resultados do negócio.

3. Contratar e promover os profissionais errados

Ainda é muito comum ver gerentes contratando e promovendo colaboradores só porque são parentes ou amigos. Isso pode prejudicar amplamente a imagem da empresa perante os colaboradores e não gerar os resultados que o negócio precisa.

Mesmo que ele seja qualificado para o cargo, passa uma impressão de favorecimento e gera uma sensação de injustiça nos outros profissionais que também lutavam pela vaga, causando descrença no processo de recrutamento e seleção da empresa.

Como consequência, os melhores profissionais são os primeiros a tomarem uma atitude. Eles começam a buscar oportunidades em outras empresas.

4. Não desafiar intelectualmente os profissionais

Os colaboradores mais brilhantes são motivados por desafios, principalmente os intelectuais. Não adianta só desafiá-los em metas que envolvem tarefas repetitivas e que bloqueiam a criatividade. Ele quer se destacar por ser um solucionador de problemas, por trazer grandes ideias para o negócio e, claro, ser reconhecido por isso.

Os gerentes ruins podem encarar esses profissionais como uma ameaça ao seu cargo e limitá-los as tarefas mais simples e nada empolgantes. Em pouco tempo, o nível de motivação será tão baixo que o colaborador não aguentará mais e pedirá demissão da empresa.

5. Não estimular o desenvolvimento profissional

Além do desafio intelectual, os colaboradores realmente compromissados com sua carreira desejam e buscam por aperfeiçoamento contínuo. Isso inclui realizar cursos presenciais e online, participar de palestras, fazer treinamentos práticos e muitas outras ações que o levem a um desenvolvimento sustentável na carreira.

Por outro lado, muitos gerentes acreditam que isso é uma desculpa para terem folgas do trabalho. Como dito antes, o gerente também pode associar a especialização do colaborador à possibilidade dele tomar a sua vaga, dificultando a participação deles em treinamentos internos e externos oferecidos pela empresa. Não será fácil manter a motivação de um colaborador nessas condições.

6. Não se preocupar com seus funcionários

O relacionamento ruim com o gerente é um dos principais motivos que levam as pessoas a deixarem seus empregos. Mas, o que gera esse relacionamento ruim? Muitas vezes, acontece por causa da falta de capacidade que o gerente tem para equilibrar o lado profissional do humano.

Os colaboradores são vistos como meras peças que compõem as engrenagens da produção, quando, na verdade, deveriam ser tratados como seres humanos, sujeitos ao erro e com necessidades que precisam ser atendidas. Problemas financeiros, de saúde e de relacionamento impactam fortemente suas emoções, refletindo nos resultados.

Se o gerente não for capaz de usar o seu lado humanitário para auxiliá-los nesses momentos, os melhores colaboradores se sentirão ainda pior e não conseguirão mais permanecer na empresa por muito tempo.

7. Não engajar, limitando a criatividade

A comunicação e a cooperação representam os dois principais fatores geradores do engajamento entre os profissionais com a empresa. Porém, muitos gerentes ainda criam um ambiente centralizador, estimulando o contrário. Os profissionais são forçados a trabalharem de forma individual e competitiva. Esse sistema pode ser desastroso para os colaboradores e para a empresa.

Os profissionais mais talentosos também procuram melhorar tudo o que tocam, mas se o gerente interferir de forma negativa, impedindo-os de mudar e melhorar as coisas, terão a sua criatividade limitada. Nada pode ser mais decepcionante para um colaborador brilhante do que isso.

8. Não honrar com seus compromissos

Muitos gerentes fazem promessas que não podem ser cumpridas, decepcionando os seus melhores colaboradores e colocando em dúvida as capacidades que tem para ocupar um cargo desse nível. Ou seja: perde a moral diante dos seus subordinados. Quando isso acontece, fica muito difícil recuperar o respeito.

Além de não realizar o que promete, o ato de chegar atrasado, marcar reuniões e cancelar em cima da hora ou mesmo não comparecer a um encontro marcado, alegando qualquer motivo, causará o mesmo efeito moral citado acima. Profissionais competentes não toleram esse tipo de coisa.

9. Não reconhecer um bom trabalho

Uma das coisas que mais motiva um colaborador é o reconhecimento por seu trabalho e os resultados alcançados por ele. Aliás, a maioria das pessoas trabalha duro esperando por esse reconhecimento algum dia, mas, mesmo diante de resultados incríveis, ele pode nunca acontecer.

Isso vai depender do gerente que supervisiona a equipe de trabalho. Enquanto o reconhecimento tem o poder de estimular o colaborador a superar seus desafios diariamente, a falta dele pode gerar o pensamento de que qualquer esforço adicional dedicado ao trabalho não vale a pena.

10. Sobrecarregar os profissionais

O trabalho na medida certa pode fazer com que os profissionais sejam mais produtivos e capazes de gerarem os melhores resultados para a empresa. O problema é que muitos gerentes ainda confundem o aumento da produtividade com o excesso de tarefas delegadas. Estão enganados.

O excesso de trabalho, além de deixar os colaboradores sempre cansados, confunde, desmotiva e pode até provocar doenças físicas e mentais. Os colaboradores mais brilhantes identificam esse cenário mais rapidamente do que os outros e, quando menos se espera, ele deixa a empresa para não voltar mais.

11. Envergonhar seus profissionais

Uma das ações mais comuns entre os gerentes arcaicos e ruins é a forma como entregam feedbacks aos seus subordinados. Para eles, chamar a atenção dos colaboradores em público é uma forma de ganhar respeito entre todos os outros membros da equipe e reconhecer um bom trabalho é um sinal de fraqueza, sendo feito em particular.

Com essas atitudes contrárias, os melhores profissionais percebem logo de cara que estão lidando com um gerente centralizador e sem as habilidades de um líder e começam a procurar por outro emprego imediatamente.

12. Não compartilhar informações

Reter informações também é uma atitude comum entre os gerentes centralizadores e sem confiança no próprio papel que desempenha. Isso acontece principalmente com as informações que vem de cima (diretoria).

Enquanto um líder compartilha todas as informações que pode, a fim de ajudar a equipe a alcançar os objetivos propostos pela diretoria, o gerente ruim repassa somente as informações que considera importante para ele, mantendo outas sobre o seu domínio.

Eles acreditam que o privilégio de ter algumas informações de nível gerencial vai garantir a permanência deles no cargo por mais tempo, mas só o que estão fazendo é dificultando a melhora dos resultados e limitando o potencial da sua equipe de trabalho.

13. Falta de controle emocional

Não tem nada mais complicado do que ter que lidar com uma pessoa descontrolada emocionalmente no trabalho. Os colaboradores nunca sabem quando o gerente está de bom ou mau humor, calmo ou agitado e, por isso, evitam ao máximo falar com ele.

Diante de fortes pressões e altos níveis de ansiedade e estresse, não são capazes de se controlarem e perdem a cabeça com facilidade, tendo comportamentos que amedrontam as pessoas mais próximas.

Sentimentos a flor da pele é bom, mas até certo ponto. No trabalho as coisas precisam ser mais bem dosadas, principalmente quando se ocupa um cargo de nível gerencial. Se o gerente não for capaz de fazer isso, perderá os melhores colaboradores por medo das respostas que terão ao se comunicarem ou até mesmo de serem agredidos.

Esses são os erros de gerentes mais comuns que costumam afastar rapidamente os colaboradores brilhantes da empresa. Para mudar esse cenário, o gerente precisa se atualizar e desenvolver habilidades de liderança o mais rápido possível. Caso contrário, reter o talento humano continuará sendo uma tarefa difícil.

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