Entrevista: Gustavo Caeatano sobre a experiência de empreender no Brasil

Entrevista: Gustavo Caeatano sobre a experiência de empreender no Brasil

Formado em Marketing pela ESPM, pós-graduando em Marketing pela London School of Marketing e especialista em inovação pelo MIT, Gustavo Caetano tem passagem pelo Departamento de Marketing da Unimed e atualmente é executivo-chefe (CEO) da Samba Tech.

Formado em Marketing pela ESPM, pós-graduando em Marketing pela London School of Marketing e especialista em inovação pelo MIT, Gustavo Caetano tem passagem pelo Departamento de Marketing da Unimed e atualmente é executivo-chefe (CEO) da Samba Tech.

A Samba Tech foi campeã da terceira edição do prêmio Empreendedor de Sucesso e Gustavo está na capa da edição de dezembro da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech

Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech

1. Fala-se muito sobre a dificuldade de empreender no Brasil. Como você fez para superar essas dificuldades e ter sucesso na área de tecnologia?
Por ter uma formação na área de negócios acabei montando uma empresa de tecnologia focada nas necessidades do mercado. Vejo na maioria das startups brasileiras um foco inicial grande na tecnologia e depois no problema que ele resolve. Pensei de maneira inversa e acho que isso foi crucial para o crescimento rápido da empresa.

2. Qual a importância de ter um investidor desde o início da empresa?
A SambaTech nasceu com dinheiro de investidores pequenos e, por isso, sempre tivemos que prestar contas e manter a empresa organizada. Isso foi importante porque exigiu maturidade e profissionalismo de uma equipe muito jovem.

Mais tarde, quando recebemos dinheiro de um grande grupo de Venture Capital, já estávamos preparados para as regras de Governança Corporativas exigidas pelo fundo e pela CVM. Hoje somos uma empresa completamente transparente.

3. Principalmente em tecnologia, é importantíssimo ter as melhores cabeças na organização. Como você faz para atrair e reter as pessoas mais brilhantes?
É preciso vender um sonho para que os talentos deixem seus empregos confortáveis e venham trabalhar duro numa startup. Fiz isso desde o começo e hoje consegui atrair jovens brilhantes que trabalhavam em grandes empresas. Hoje recebemos mais de 200 currículos por mês de pessoas de todo o país que querem vir trabalhar na Samba.

4. No início, ser pequeno era um problema? Como você fez para se inserir em um mercado regido por gigantes?
Sempre buscamos atuar com inteligência no mercado. É preciso pensar que as grandes empresas não conseguem conquistar todos os nichos de mercado. Sempre existiram oportunidades e nós buscamos entender onde os gigantes não conseguiam pisar. Focamos em nichos específicos do mercado e nos especializamos neles. Aí montamos a melhor solução possível para essas empresas. Isso deu muito certo.

5. Que conhecimento você tem hoje e que se tivesse na época que começou facilitaria sua vida de empreendedor?
Busque montar aplicações que escalem sozinhas. Sistemas que podem ser comprados por pessoas em qualquer lugar do mundo pela internet. Ninguém me deu essa dica quando montei a Samba. Mas isso é algo que respiramos no nosso dia-a-dia.

Confira também a apresentação que Gustavo fez sobre os 10 segredos de uma startup vencedora