pedras representando a balança do crescimento e estresse

Crescimento e estresse: saiba como balancear esse processo difícil para todo gerente

Preparado para entender o delicado equilíbrio entre o crescimento e estresse no cenário corporativo? Então acompanhe!

Os desafios para alcançar a consolidação de uma empresa no mercado não são poucos, mas manter-se no topo pode trazer obstáculos ainda maiores, especialmente para competir em condições de igualdade com a concorrência.

Nesse sentido, uma das maiores causas de atrito dentro das organizações tem sido equilibrar crescimento e estresse — quando estamos crescendo, temos a propensão de concentrar ainda mais energia naquele projeto e, com isso, aumentar a pressão sobre o que está sendo realizado.

A grande questão consiste em estimular o discernimento para aproveitar os pontos positivos desse impulso. Entretanto, caso os trabalhadores não sejam treinados para se alinharem à cultura empresarial, todo o planejamento pode sortir efeito contrário; afetando a saúde, motivação e, principalmente, o desempenho desses funcionários.

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Use a ajuda de dados

A coleta de dados tem um papel importante na descoberta do nível de estresse dos colaboradores e gestores de uma organização.

Sabemos que o crescimento está diretamente relacionado com maiores esforços para atingir metas. Porém, algumas vezes a desestrutura emocional e física causada pela sobrecarga de trabalho acaba passando despercebida; refletindo nos resultados da empresa.

Dessa forma, acompanhar regularmente o feedback dos funcionários sobre os ânimos no ambiente corporativo é um excelente caminho para mantê-los motivados e também garantir a convivência harmônica do grupo.

Para tanto, a simples elaboração de pesquisas de envolvimento o ajudarão a obter respostas interessantes sobre os aspectos responsáveis pelo nível de estresse atual, abordando, por exemplo:

  • se a quantidade de trabalho é razoável;
  • se o trabalho exige eficiência do profissional.

Essas são perguntas típicas que exprimem o quanto os seus colaboradores se sentem desafiados no exercício de suas atribuições, bem como a capacidade de cada um deles em produzir mais, sem a necessidade aumentar a sua jornada.

Avalie o estresse positivo e negativo

Normalmente, o estresse é associado a um elemento negativo, que só atrapalha a vida das pessoas. Mas ao contrário do que muita gente pode imaginar, estudos realizados na Universidade da Califórnia, São Francisco, apontam uma perspectiva diferenciada a respeito desse tema.

De acordo com a pesquisa, quando encaramos a fonte do estresse como algo saudável e positivo, ocorre a dilatação dos vasos e o consequente aumento do fluxo sanguíneo, favorecendo, portanto a oxigenação das células. Trata-se de um processo semelhante ao funcionamento das plantas.

Mas qual a vantagem de todo esse mecanismo no nosso corpo? O aumento do fluxo sanguíneo contribui para que o cérebro e músculos assumam novos desafios e elevem o grau de envolvimento para executar as tarefas do dia a dia.

A maior dúvida talvez seja o quão longe essa disposição pode chegar. Nesses casos, as características do perfil de cada colaborador certamente influenciarão na obtenção de diferentes resultados.

Contudo, quando consideramos a causa do estresse como algo negativo, o organismo humano reage de uma maneira totalmente prejudicial, o efeito é justamente o oposto ao da primeira situação.

  • os vasos sanguíneos se retraem;
  • a pressão arterial aumenta;
  • os batimentos cardíacos ficam irregulares;
  • o cérebro concentra em pensamentos negativos.

Tais sintomas levam a pessoa a um estágio de irritação e instabilidade emocional que refletem em todo o grupo. Parece que o indivíduo está sempre com raiva de tudo e de todos, seu comportamento é agressivo, alterando a voz por uma situação mínima.

Em consequência disso, é bastante provável que haja mais falhas no desempenho das tarefas, assim como a tomada de decisões equivocadas.

Para ilustrar melhor a situação, imaginemos um balão de festa de aniversário — o objetivo é mantê-lo inflado, para tanto, é fundamental exercer sobre ele uma pressão, a fim de que expanda seus limites elásticos.

Se a pressão for insuficiente, teremos um balão murcho, que não foi aproveitado todo o seu potencial, nem tão pouco corresponde às expectativas das crianças. Por outro lado, se a pressão ultrapassa as limitações do material, ele fatalmente vai estourar e provocar irritação.

O estresse não é um fator absolutamente negativo, se soubermos encontrar um equilíbrio, reconhecendo os aspectos positivos de qualquer situação, ele é capaz de motivar muitas ações bem-sucedidas.

Encare a sua mente como um balão

A melhor representação da mente dos empregados e gestores sob a pressão da rotina de trabalho é um balão — quando submetidos ao crescimento e desafios, são compelidos a expandir, ampliar sua visão ou atuação.

E dessa expansão, o estresse positivo ou negativo pode vir associado. Ao experimentarmos desse evento, nosso cérebro indica às glândulas suprarrenais a necessidade da produção dos hormônios cortisol e adrenalina, enviando-as para a corrente sanguínea e estimulando, dessa forma, a dilatação dos músculos, somados ao aumento da frequência cardíaca e fluxo respiratório.

Todavia, a reação de cada indivíduo é que determina se o estresse se tornará saudável ou prejudicial. Se benéfico, ele nos instiga a alcança e entregar uma melhor performance e, com isso, crescemos.

Na outra mão, o estresse maléfico nos mantém estagnados ou até mesmo em estágio de retrocesso, pois danifica as relações interpessoais e a capacidade de enxergar além, aproveitar boas oportunidades.

Nesse sentido, o endocrinologista Hans Selye traçou os seguintes parâmetros para diferenciar o estresse saudável do prejudicial:

  • o primeiro deles é marcado pelo entusiasmo e sentimento de competência, a exemplo da sensação experimentada por um atleta que vencedor de alguma competição;
  • o segundo está relacionado com ansiedade, depressão e a perda do engajamento com a cultura da empresa. O Dr. Selye o exemplifica como um balão escapando ar lentamente.

A abrangência do estresse bom ou ruim vai muito além do simples resultado de uma ação específica, ela depende, especialmente, de como a pessoa submetida a esse fator encara a situação concreta e as lições tiradas de tal experiência. Por esse motivo, conclui-se que, crescimento e estresse são elementos complementares. Então, cabe aos líderes treinar os seus comandados para saberem usar as pressões do dia a dia no intuito de potencializar as atividades.

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