características de boas ideias

Saiba como identificar se a sua ideia terá potencial no mercado!

O sucesso de um profissional criativo não depende apenas de ter e executar boas ideias, mas também de fazer com que aquelas ideias sejam adotadas pelo público-alvo.

O sucesso de um profissional criativo não depende apenas de ter e executar boas ideias, mas também de fazer com que aquelas ideias sejam adotadas pelo público-alvo.

Qualquer que seja este público, retirar seu trabalho de seu disco rígido (ou de seu atelier, se você é adepto de técnicas manuais) e mostrá-lo ao mundo é a parte mais importante e assustadora de qualquer trabalho criativo.

No Brasil, mais da metade das empresas fundadas fechou as portas após quatro anos de atividade, segundo o IBGE.

Ou seja, das 694 mil empresas nascidas em 2009, apenas 47,5% delas ainda funcionavam em 2013.

158 mil empresas fecharam as portas no primeiro ano de funcionamento, como você pode ver neste infográfico.

Mas o que realmente separa as ideias bem-sucedidas das que irão falhar?

Para investigar esta questão, pesquisamos a origem das boas ideias, o que faz com que elas floresçam e quais são as características de boas ideias. Veja o que descobrimos!

De onde vêm as boas ideias?

Costumamos pensar nos grades ícones da humanidade como gênios de talento nato, que tiravam suas ideias da cartola.

Porém, tão prejudicial quanto a noção de talento (todos nós precisamos desenvolver constantemente as nossas habilidades, independente da facilidade que tenhamos para isto) é o mito de que as inovações vêm de uma epifania, num estalo.

Contrariando este lugar-comum, o apresentador e autor Steven Johnson afirma que as grandes inovações criadas pelo Homem não resultam de talentos prodigiosos ou de mentes superiores isoladas em enigmáticos laboratórios.

Na verdade, elas resultariam do processo de amadurecimento de longas pesquisas, do exercício de pensar carinhosamente sobre o assunto e do ambiente para que elas florescessem.

Quando os momentos eureca acontecem, portanto, são resultado de um processo lento e evolucionário.

No livro “De onde vêm as boas ideias”, o escritor apresenta sete padrões essenciais para investigar o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em todo o mundo. Vamos conferir quais são eles?

  • As ideias evoluem a partir de outras:

Em cada estágio, uma ideia pode ser combinada à outra.

Cada combinação dá origem a diversas variações. Johnson denomina este fenômeno como “adjacente possível”.

  • Redes nas quais as informações se chocam constantemente:

Denominadas por Johnson como Redes Líquidas, estas redes descrevem o quão favorável é o ambiente para que haja conexões e adjacentes possíveis.

Ou seja, para termos boas ideias, é necessário que tenhamos uma grande rede e que ela tenha a capacidade de se adaptar e adotar novas configurações.

Quanto mais os indivíduos se conectam a esta rede, mais inteligentes eles se tornam.

Por isto, cidades maiores são mais propícias a boas ideias: elas reúnem pessoas de diferentes repertórios, recombinando diversos elementos.

  • O processo da descoberta:

Nosso cérebro trabalha em background com todas as decisões que conseguiu acumular, seja elas correlatas ou não, até o momento em que a linha de raciocínio é concluída.

A este momento singular damos o nome de epifania, sem perceber que ele é muito mais lento que se imagina.

Conexões podem levar anos para encontrarem um caminho de se ligarem umas às outras. A todos este processo, Johnson dá o nome de Intuição Lenta.

  • Descobertas acidentais – ou quase:

Você já deve ter ouvido falar sobre a palavra “serendipidade”.

De origem persa, ela descreve o fenômeno de encontrar soluções por acaso.

Para que isto aconteça, é preciso provocar conexões inusitadas e pensar em como elas poderiam ser desdobradas.

Porém, o seu histórico de conexões internas deve estar bem preparado para a sintonia.

Você não pode passar dias e dias rindo de GIFs no Buzzfeed e esperar escrever o novo Harry Potter a partir disto.

  • Aprenda com os seus erros:

Algumas escolas pedem que seus alunos escrevam somente com lápis de cor. Isto é para que elas não apaguem os seus erros e aprendam com eles.

Da mesma forma, um empreendedor necessita se desprender do perfeccionismo: pessoas que têm mais ideias erram mais, e portanto, fazem mais conexões.

  • Aplicando invenções de uma área em outra:

Você sabia que a prensa de Gutemberg foi inspirada nas prensas de uva para fazer vinho?

A exaptação, termo usado na Biologia para descrever organismos otimizados para uma função que passam a cumprir outras com sucesso, é um ótimo caminho para a inovação.

Basta observar a história da internet: a World Wide Web servia como uma plataforma de pesquisa de hipertextos e ganhou funções múltiplas.

  • Camadas superpostas:

você certamente precisou de muito conhecimento para chegar até aqui, não é mesmo? Nenhuma boa ideia começa do zero.

Por isso, disponha-se a compartilhar seus conhecimentos. Você pode evoluir a partir da troca de experiências e garantir o aprendizado de novas gerações.

Disponibilize seus serviços para os que vêm no futuro.

Como você pode observar com as dicas de Johnson, quando você compartilha as suas ideias com as pessoas certas, você ganha a oportunidade de aperfeiçoá-la e complementá-la.

Juntar duas ou mais ideias pode resultar em planos ainda mais interessantes, desde que tudo seja registrado.

Quais são as características de boas ideias?

Obviamente uma ideia que quebre paradigmas ajuda bastante, mas existem algumas características básicas de um produto que já são boas o suficiente para você se sobressair e começar a vender.

O elemento essencial para o sucesso de qualquer negócio é que ele faça alguém feliz, simples assim! Não importa se você vende peças pra foguetes ou pirulitos, você faz seu cliente feliz e é isso que importa.

Se for algo que outras empresas já façam, é bom ter em mente que você deve “corrigir algo errado”.

Mas que seu produto precisa ter para fazer seu cliente feliz? Para responder a esta questão, vamos apresentar a você os Atributos CUS:

  • Credibilidade:

Imagina comprar pão em uma padaria suja? Ou então comprar um serviço de um vendedor que só cospe um texto pronto mas não sabe sobre o que está falando? Não seja ‘tosco’ e você estará bem.

  • Utilidade:

Não seu gaste tempo criando algo inútil e não gaste o tempo das pessoas tentando vender algo que elas não precisam.

  • Simplicidade:

Se o cliente não entende seu produto, por que ele vai gastar o tempo dele tendo que entender? Mostre da forma mais clara o possível qual o benefício em comprar seu produto e isso trará bons resultados.
Ao contrário do que dizem, quem tem CUS não precisa ter medo. Tenha esses 3 atributos no seu produto e nós garantimos que a ideia é boa.

Como vender uma boa ideia?

Em 1962, Everett Rodgers publucou Diffusion of Innovation (em tradução livre, “Difusão da Inovação”), no qual levantou cinco fatores essenciais em nossa decisão de adotar ou rejeitar novas ideias:

  • Vantagem relativa:

É o grau que a ideia tem de se mostrar vantajosa em relação ao que já existe.

Quanto aperfeiçoamento houve em relação ao que já foi feito?

Quanto maior o grau de Vantagem Relativa, maior é a chance de adoção.

Os trabalhos mais reconhecidos no mundo das artes são anunciados pela forma como eles moveram o seu gênero adiante.

É o que as pessoas percebem como “inovador”.

  • Compatibilidade:

Quão facilmente podemos usar nossas experiências para entendermos como as novas funções e significados de um novo trabalho?

Por mais paradoxal que pareça, é preciso que o seu trabalho tenha similaridade com as normas existentes, de modo a provocar co-relações na mente de seu público.

Ideias ou pessoas que falham na Compatibilidade são comumente descritas como “à frente do seu tempo”.

Isto pode ser uma boa característica, mas não facilitará para que uma ideia seja amplamente adotada.

Pense nos fenômenos da moda, que resgatam o repertório cultural que já temos: as calças pantacourt, por exemplo, se consolidaram após o fenômeno das saias mídi, que tinham o mesmo comprimento.

  • Complexidade (ou simplicidade):

Esta característica descreve o quão fácil é para as pessoas entenderem uma nova ideia ou utilizarem um novo produto.

Pense nas maiores qualidades dos produtos Apple: suas formas minimalistas nos remetem rapidamente à sofisticação e à boa usabilidade.

Ou no Instagram, uma rede social que nos propõe somente a publicação de fotos e vídeos curtos.

Se um produto é muito complexo ou de difícil compreensão, as pessoas se intimidam e dificilmente têm a sua atenção capturada.

  • Facilidade para ser testada:

Quanto esforço é necessário para que o público-alvo interaja com os novos conceitos de um serviço ou experimente um novo produto?

Quanto maior for o potencial para que os usuários testem ou vejam o seu trabalho, mais facilmente eles adotarão a sua ideia.

Este é o argumento utilizado por quem defende a disponibilização gratuita de músicas na internet: desta forma, novos artistas se tornariam mais acessíveis, e mais pessoas ficariam engajadas com o seu trabalho, de modo a adquirir álbuns e comprar ingressos para shows.

Quanto mais facilmente as pessoas puderem testar, menos incertas elas estarão em se comprometer com a sua ideia.

  • Capacidade de ser observada:

Assim denominamos a potencialidade que os seus resultados têm de serem demonstrados.

Quando novos produtos ficam mais visíveis, eles levam mais pessoas a compartilhar as experiências de uso e aumentam a sua capacidade de adoção.

Afirma-se que o trabalho de Banksy seja tão bem-sucedido devido à capacidade que seu trabalho tem de ser observado.

Muitos artistas desafiam tantas convenções sociais quanto ele, mas Banksy tornou-se público e facilmente compartilhável.
Como você pode perceber, ideias não são um elemento simples e singular.

Elas são redes complexas que estabelecem conexões umas com as outras em nossos cérebros, bem como nas mentes de nossos públicos. Entenda o que a sua audiência deseja ouvir!

Viu só como um ambiente propício e as atitudes corretas podem favorecer o surgimento boas ideias?

Você não precisa de uma ideia revolucionária para criar uma empresa que dê certo.

Lembre-se também que uma ideia boa não garante o sucesso de uma empresa, como diria o velho Thomas Edison: “Genialidade é 2% de inspiração e 98% de transpiração”.

Agora que você já sabe o que seu produto precisa ter e quais as características de boas ideias, Saia do lugar! Baixe agora o nosso E-Book: Viva Seu Sonho.