Apresente primeiro e planeje depois

Apresente primeiro e planeje depois

A sequência correta é ter uma apresentação perfeita e só depois fazer o plano de negócios.

A dica de hoje foi dada por Guy Kawasaki em seu blog.

A maioria das pessoas cria um plano de negócios que é uma porcaria: 60 páginas de plano, 50 páginas de anexos, cheios de chavões, siglas e superficialidades como “Tudo que precisamos é de 1% do mercado”. Então é criada uma apresentação a partir disso.

A sequência correta é ter uma apresentação perfeita e só depois fazer o plano de negócios.

Um bom plano de negócios é consequência de uma boa apresentação, mas uma boa apresentação não é consequência de um bom plano de negócios. Por que?

Porque é muito mais fácil revisar uma apresentação do que um plano de negócios. Apresente sua empresa algumas vezes, veja o que funciona e o que não funciona, altere a apresentação e só então faça o plano de negócios.

Pense na sua apresentação como o rascunho e o plano como o texto inteiro. Quantas pessoas escrevem um texto inteiro e só depois o rascunho?

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  • Victor Alves

    Muito bom Millor!!

    • Denis

      falando de projetos e apresentação e muitas destas coisa, tenho uma pergunta para todos aqui, quando temos uma idéia, a valido desenvolve-la em escala menor para sentir o potencial como se fosse um rascunho prático, pois tenho uma idéia já fiz as pesquisas e tudo deu positivo, agora montar este projeto em escala menor de que o do papel para sentir mercado é valido, não com menos qualidade nem menos dedicação, mais só menor entendem o que quero dizer. como um projeto piloto na pratica. me respondam isso.

    • Denis,

      Com certeza testar em uma escala melhor é uma ótima opção para validar o conceito e diminuir o seu risco.

      Te recomendo conferir uma metodologia de desenvolvimento de produtos chamada Lean Startup. Tem bastante coisa em inglês, mas em português recomendo o blog http://manualdastartup.com.br

      Abraços

      Em 25/10/2010, às 17:23, “Disqus” escreveu:

  • Muito bom Millor!!

  • Laura

    Millor, entendo sua abordagem, e concordo em partes. Acho que a vantagem do planejamento é forçar o empreendedor a um “check list’ de seu negócio. Sem isso, pode ser que ele apresente informações que na prática não poderão ser executadas. Acho que um meio termo é adequado: um planejamento simples, sem se aprofundar nos méritos técnicos, mais dando atenção aos aspectos de mercado, investimento, retorno do capital, infra-estrutura…. e por aí vai!

  • Laura

    Millor, entendo sua abordagem, e concordo em partes. Acho que a vantagem do planejamento é forçar o empreendedor a um “check list’ de seu negócio. Sem isso, pode ser que ele apresente informações que na prática não poderão ser executadas. Acho que um meio termo é adequado: um planejamento simples, sem se aprofundar nos méritos técnicos, mais dando atenção aos aspectos de mercado, investimento, retorno do capital, infra-estrutura…. e por aí vai!

  • Concordo com a apresentação da ideia para outras pessoas, como uma forma de refinar e validar melhor a ideia. Mas cuidado: dois pontos essenciais nisso são, o primeiro, que nível da ideia você vai apresentar e, segundo, para quem.
    O nível que me refiro é se é muito técnico e específico. O “para quem” serve para não “entregar as ovelhas para serem cuidadas pelo lobo”. Infelizmente temos que tomar cuidado com isso para evitar que a ideia seja roubada e implementada antes, tirando vantagem de todo seu planejamento e estudo.

  • Crisitano,
    Concordo com você, é preciso tomar cuidado no nível de aprofundamento, mas também não podemos proteger demais a ideia e não conseguir receber os feedbacks certos.

    No geral, pessoas boas que tem um potencial de roubar sua ideia já estão trabalhando em projetos próprios. Dificilmente irão largar o que estão fazendo para roubar uma ideia que ainda está em fase muito inicial.

    Do outro lado, existem as pessoas que vão querer roubar sua ideia, mas dificilmente conseguirão fazer isso direito. Não há necessidade de se preocupar com essas pessoas.

    Tem também um outro ponto importante, se em uma conversa rápida a ideia consegue ser roubada e alguém faz um produto melhor que o seu, provavelmente a ideia não é tão boa assim.

    Que acha desses pontos de vista?

    Abraços!

  • Show de bola Millor. Acho que esses pontos de vista estão bem citados. Principalmente o último sobre a ideia não ser muito boa.
    Para contornar isso tudo, eu tenho 3 pessoas que consulto para apresentação de ideias. São uma espécie de conselho da empresa. São pessoas de áreas distintas, com experiência, com perfil diferente (um é sistêmico, outro é criativo, outro é analítico).
    Comecei a fazer isso quando era do Supervisory Group da AIESEC aqui da cidade. Vi a importância de uma empresa possuir um grupo externo, que analisa de forma mais macro o negócio. Nada mais é que um conselho de administração que as grandes têm.
    Vale muito a pena construir um networking forte para ter com que discutir projetos e novas ideias.

  • Cristiano,
    Muito legal saber que você tem tido essa experiência com esse grupo. Nós sempre consultamos algumas pessoas antes de lançar algo novo, tem sido ótimo pra nós.

    O Supervisory Group da AIESEC é algo bem interessante. Na época que eu era da AIESEC não conseguimos implementar em Campinas, mas com certeza teria ajudado muito.

    Por sinal, que acha de contar essa história dessas 3 pessoas na nossa sessão casos de leitores?

    Abraços!

  • Claro Millor. Seria bem interessante. O que eu puder colaborar, estou a disposição.
    Só preciso saber que tipo de informação gostaria que eu escrevesse (perfil, área de negócio deles etc.)
    Se quiser, acrescento também a experiência dos 2 anos no Supervisory Group que tive também!
    Abraço e sucesso!

  • A idéia de uma apresentação antes do plano de negócios parece-me bastante válida, principalmente quando comparada a redação de um texto: primeiro rascunhamos, depois passamos a limpo, formatando o texto por inteiro.
    O blog Guy Kawasaki tem sido muito utilizado como fonte de boas idéias.

  • É bem assim que penso. Não adianta ter toneladas de teoria em “papel” (ou num arquivo no computador) se não tiver um feedback real de possíveis clientes e parceiros.