calculando a análise de viabilidadeSaia do Lugar.

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Não fuja da análise de viabilidade

Com a necessidade de formar, cada vez mais e melhores empreendedores, preparamos este conteúdo sobre análise de viabilidade!

Sempre que converso com empresários iniciantes e de pequeno porte, escuto sobre seus planos e perspectivas de negócios.

Fala-se sobre economia, mercados, práticas de gestão, mas a principal pauta são os novos e futuros projetos.

A verdade é que não há veia empreendedora, que não fique entusiasmada com o futuro, aliado a própria confiança no alcance do êxito.

Sem dúvida trata-se de uma autopercepção importante e necessária. Considerando a importância dessa cultura para o avanço digital e econômico e a conquista de espaço nas fatias do progresso econômico.

E esta relevância se fortalece nas próprias estatísticas.

Segundo levantamentos do Sebrae, mais de 80% dos empregos formais são gerados por micro e pequenas empresas.

Não há combate ao desemprego, sem as micro e pequenas empresas. Elas são responsáveis por mais de 80% dos empregos formais.

Um cenário impactante, que confirma a necessidade de se formar, com o devido cuidado, cada vez mais e melhores empreendedores.

Dentre os cuidados:

  1. Evitando o empreendedorismo de palco, onde a performance vale mais do que a realidade;
  2. Sem cursos de empreendedorismo, nos quais a maioria dos seus instrutores que nunca abriram um CNPJ;
  3. Sem ideologias de gestão, ou academicismos desnecessários

Na esteira desta formação, uma boa dose de cautela calculada, pode servir como forte aliado para evitar a mortalidade precoce de negócios ainda em fase de amadurecimento.

É nesse contexto, que hoje destacaremos o imenso valor agregado que uma boa análise de viabilidade econômico-financeiro pode representar.

Antecipando tropeços, ajudando a corrigir rotas preconcebidas, e salvando corajosos empreendedores de roubadas perfeitamente evitáveis.

Assim, destacaremos abaixo alguns passos e componentes necessários para este processo, que em algum momento exigirá um certo conhecimento de engenharia financeira.

Mas nada que um bom tutor, alguns livros, e em última hipótese, um bom curso vacinado de “lero leros” não possam oferecer.

O esforço vale a pena

1º Ato. Estabeleça um levantamento detalhado sobre os principais eixos geradores de receita e em seguida faça o mesmo segregando o custeio nas suas categorias;

2º Ato. Tente projetar as informações do item anterior no horizonte de cinco anos. Utilize uma boa e velha planilha eletrônica;

3º Ato. Separe os investimentos necessários para a viabilização do projeto, pois estes terão um lugar apropriado no modelo. O mesmo cuidado terá que ser adotado, caso exista a decisão de financiar o projeto;

4º Ato. Com estas informações construa um fluxo de caixa projetado para os cinco anos, alocando corretamente cada conjunto de informações;

5º Ato. Crie meios de atribuir choques ao processo, estressando as variáveis e com isso possibilitando uma análise de sensibilidades. Desta forma, o desempenho do negócio poderá ser avaliado em diferentes cenários;

6º Ato. Adote um enfoque conservador. Deixe o entusiasmo de lado e tente pensar como se estivesse estudando um projeto alheio, para o qual foi convidado a aportar o seu caro e suado dinheiro;

7º Ato. Identifique os principais resultados na planilha, incluindo a implacável “TIR” (Taxa Interna de Retorno);

8º Ato. Com o modelo construído mantenha-o atualizado, de forma que a mesma análise possa ser efetivada ao longo do tempo, mas já contando com parte as sérias históricas do “realizado”.

9º Ato. Seja frio e saiba cortar para ajustar os custos do projeto, ou mesmo para abortá-lo;

10º Ato. Adote a ótica de um investidor.

Contudo não se esqueça. As planilhas aceitam qualquer coisa. Para se proteger disto, conserve o seu senso crítico.

Você mantém o seu senso crítico ativo quando:

Empreendendo com senso crítico 1

Você é confiante na própria capacidade, mas sabe que não é nada difícil errar e tropeçar;

Empreendendo com senso crítico 2

É ciente de que opera em um ambiente hostil aos negócios e ao livre mercado (sim estamos nos referindo ao Brasil);

Empreendendo com senso crítico 3

Não se esquece nunca de que o cenário jurídico é de imensa insegurança e eventualmente pode trazer impactos avassaladores;

Empreendendo com senso crítico 4

Possui pleno conhecimento das complicações fiscais;

Empreendendo com senso crítico 5

Está nítido na sua cabeça que o cenário político-econômico é volátil e, eventualmente, desestabilizador;

Por último, não se esqueça de que empreender pode ser fascinante e libertador, mas é também muito perigoso.

Gostou de conhecer melhor sobre a análise de viabilidade? O que acha então de entender por que é importante ter um mentor?

Boa sorte e até o próximo!

Conteúdo produzido por Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial.