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Conheça os fatores dos ambientes de marketing que influenciam o seu negócio

Saiba tudo sobre os ambientes de marketing que é um assunto relevante e que pode impactar positiva ou negativamente a vida do seu negócio.

Você já ouviu falar nos ambientes de marketing? Se a sua resposta for não, mas você é um empreendedor, saiba que é um assunto relevante e que pode impactar positiva ou negativamente o seu negócio.

Basicamente, essa ideia advém do fato de que a gestão de marketing está relacionada a três perspectivas diferentes: o macroambiente, o microambiente e o ambiente interno.

Para entender melhor sobre eles, vamos ver quais são suas características e de que forma eles se relacionam com esta área.

O que são os ambientes de marketing?

De modo geral, podemos definir esse conceito como sendo elementos externos e internos que impactam a sua empresa, influenciando o setor de marketing.

A compreensão desses fatores permite analisar como você pode melhorar a comunicação entre a sua marca e o público-alvo, atendendo de maneira mais efetiva as expectativas e os desejos dos consumidores e, consequentemente, vendendo e lucrando mais.

Nesse sentido, também podemos dizer que entender como esses ambientes estão relacionados a sua empresa também ajuda a fidelizar o consumidor, tornando-o um porta-voz da marca e preferindo adquirir os produtos da sua organização e não da concorrência.

Já vimos, então, que existem três perspectivas básicas: o macroambiente, o microambiente e o ambiente interno. Vamos entender como elas funcionam.

Macroambiente

O macroambiente é externo à organização. Portanto, os fatores relacionados a essa perspectiva influenciam o marketing da empresa, mas não podem ser controlados.

Podemos entender, então, que o macroambiente são forças sociais.

Assim, os fatores que interferem são políticos, econômicos, naturais, demográficos, culturais e tecnológicos.

Políticos:

São as leis vigentes e aquelas que podem ser criadas e que devem ser obrigatoriamente seguidas pela empresa.

Por exemplo: uma lei pode ser criada para regulamentar um demonstrativo contábil.

Isso impacta a organização de maneira direta e ela precisa se ajustar à nova situação, independentemente de concordar ou não com a legislação implantada.

Econômicos: 

Não precisa nem dizer que a economia afeta qualquer negócio. Se ela vai bem, a taxa de juros e a inflação tendem a ser menores, o que significa que a sua empresa pode comprar mais matéria-prima com menos dinheiro.

Ao mesmo tempo, consegue fornecer os produtos finais com um preço mais atrativo para o consumidor.

No entanto, se o país está em época de crise, o resultado pode ser drástico, já que a tendência é de que menos supérfluos sejam adquiridos.

Além disso, a economia pode afetar o preço do dólar, moeda utilizada na maioria das transações internacionais.

Assim, fica menos viável importar e exportar quando o valor do dólar está alto.

Naturais: 

Muitos empreendedores ignoram os aspectos naturais, acreditando que eles não impactam o negócio.

Porém, isso não é verdade. Os elementos naturais podem favorecer ou prejudicar o seu negócio.

Por exemplo: se a matéria-prima utilizada para fabricar os seus produtos começa a ficar escassa ou é afetada devido a algum imprevisto natural (como uma enchente), seu valor encarecer e isso é repassado à sua empresa.

Por sua vez, o produto final ficará mais caro para o consumidor e você precisa pensar e traçar estratégias para tentar reduzir o impacto negativo.

Demográficos: 

Esses são aspectos ligados à naturalidade, gênero, densidade, ocupação etc.

Os aspectos demográficos influenciam o negócio porque podem facilitar a venda dos produtos.

Por exemplo: um brinquedo terá mais saída em uma localidade com grande quantidade de crianças. Já em uma cidade ou bairro essencialmente universitário, no qual a maioria das pessoas é jovem, o brinquedo não terá tanta aceitação.

Por isso, esses elementos são fundamentais para conhecer o público-alvo e compreender as demandas que ele possui.

Culturais: 

A cultura do ambiente em que a empresa está inserida ou do mercado no qual pretende atuar é essencial para traçar as estratégias de marketing.

A partir dos aspectos culturais é possível traçar estratégias adequadas ao público-alvo, fazendo o posicionamento da marca de acordo com os elementos observados.

Isso é bastante claro quando pensamos na cultura do Brasil e da Arábia Saudita, por exemplo.

O choque cultural é gritante entre esses países e é preciso respeitar as diferenças.

Por isso, empresas do setor alimentício que exportam para os países árabes, por exemplo, precisam fazer a oração virada para Meca antes de alguns procedimentos, conforme determina a religião daquele local.

Tecnológicos: 

É claro que a tecnologia impacta a vida de todas as pessoas, inclusive das empresas.

Por isso, sempre que uma nova tecnologia é criada, a organização pode começar a utilizá-la e os gestores começam a pensar em estratégias que facilitem a otimização da estratégia.

Além disso, é possível fazer pesquisas, modificar processos e até mesmo mudar a forma de distribuição e logística do produto.

Por exemplo: fazer o controle de estoque sem um software para a gestão das mercadorias é muito mais difícil.

Sem a tecnologia, é comum esquecer algum produto, não ter noção de quanto é preciso comprar, gastar muito dinheiro com armazenamento etc.

Já o uso de um software de gestão de estoque permite fazer um controle mais efetivo e trabalhar com uma margem de estoque mínima.

Microambiente

O microambiente está inserido no macro e, portanto, é afetado por ele.

Mas quais elementos compõem o microambiente? Como ele é interno à empresa, estão inseridos os clientes, os fornecedores, os intermediários, os concorrentes e o público.

Vamos entender melhor sobre eles.

Empresa: 

Se o microambiente é interno à organização, é claro que a empresa em si o influencia.

Assim, a empresa é um fator que deve ser levado em consideração pela equipe de marketing, já que, ao traçar uma estratégia, todos os outros setores e departamentos devem ser analisados e estar alinhados.

A situação é bastante simples: uma empresa deve funcionar como uma engrenagem, em que todos estão trabalhando para chegar a um objetivo comum.

Por isso, de nada adianta o marketing criar uma estratégia promocional para determinado produto se a empresa não possui estoque suficiente para atender à demanda dos compradores.

Clientes: 

Sem clientes, a empresa não sobrevive. É por causa disso que existe aquele ditado: “o cliente sempre tem razão”.

Independentemente de você concordar com essa frase, a empresa deve analisar seu público-alvo, identificando demandas e necessidades que não estão sendo atendidas.

Assim, é possível determinar uma persona e uma estratégia.

Por exemplo: se o público-alvo da sua empresa são mulheres de 40 a 50 anos, criar uma linha de roupas rosa pink pode ser um pouco exagerado, já que geralmente as adolescentes é que estão mais adequadas a essa estratégia.

Fornecedores: 

São importantes para a empresa porque fornecem os materiais e produtos necessários para que a empresa fabrique suas mercadorias e/ou venda-as.

O problema em relação a esse aspecto é que nem sempre os fornecedores são os melhores.

Por isso, é preciso ter cuidado para selecionar um que tenha um bom custo-benefício, que atenda aos prazos estipulados e esteja alinhado às necessidades da organização.

Para entender a importância dos fornecedores e como eles impactam o negócio, imagine que a sua equipe de marketing traça uma estratégia promocional para vender determinado produto com 50% de desconto.

É combinado com os fornecedores que a entrega desse produto deve ser feita em uma data pré-acordada, mas o fornecedor acaba não cumprindo esse prazo.

Nesse caso, quem vai arcar com os custos é a sua empresa, que não poderá fazer a promoção e poderá ficar com uma má reputação devido a isso.

Intermediários: 

Nem toda empresa trabalha com os intermediários, que são representantes que ajudam a vender, promover e distribuir os produtos aos consumidores finais.

No entanto, eles são fundamentais para os negócios que atuam dessa forma.

Por exemplo: um representante que trata os clientes de forma desrespeitosa, acaba manchando a reputação da marca como um todo, porque o consumidor não faz a distinção entre o profissional e a empresa.

Afinal de contas, ele está representando o negócio. Também se encaixam como intermediários os serviços terceirizados, como os de água, luz, telefone e internet.

Nesse caso, se a sua empresa realiza atendimento por um chat online, mas a empresa interrompe o serviço por algum problema, o seu negócio é que será afetado.

Concorrentes:

A concorrência é um dos elementos do microambiente que mais trazem transtorno para o empreendedor. Por isso, é recomendado fazer uma análise aprofundada do mercado, estudando muito bem os concorrentes diretos e os indiretos.

Os concorrentes diretos são aqueles que atuam no mesmo segmento que o seu negócio.

Um exemplo de concorrência direta ocorre entre Sadia, Perdigão e Seara. Já os concorrentes indiretos são de outro segmento, mas acabam chamando a atenção dos consumidores e, por isso, interferem no seu negócio.

Isso ocorre, por exemplo, no Dia das Mães, quando o consumidor ainda está em dúvida se vai adquirir um chocolate da Cacau Show ou uma bolsa da Le Postiche.

Público:

É composto por pessoas que podem melhorar ou prejudicar a imagem da sua empresa.

Alguns exemplos são a imprensa, os influenciadores (como os youtubers), os acionistas, o representante de uma entidade pública (por exemplo, um agente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa) etc.

Ambiente interno

Como você viu, o microambiente é um ambiente interno. Então, por que fazer essa distinção? Porque existem alguns teóricos que separam os elementos dos 5 Ms, delimitando-os como sendo ambiente interno.

Os 5 Ms são os seguintes: homens, ou mão de obra (men); dinheiro (money); máquinas; mercado; e materiais.

A partir dessa definição, a equipe de marketing pode atuar diretamente com esses elementos, traçando estratégias para aumentar a produtividade, por exemplo.

Esse é o chamado marketing interno, que é tão importante quanto o externo, já que se as pessoas estiverem trabalhando felizes, elas tendem a produzir mais e melhor.

O que é a miopia de marketing?

Considerando os ambientes que já apresentamos, também precisamos falar sobre a miopia de marketing, situação que ocorre quando a empresa não consegue enxergar um ou mais elementos que compões os ambientes que vimos anteriormente.

Isso significa que a empresa em si acaba fazendo uma interpretação errônea dos elementos que influenciam a situação pela qual está passando ou até mesmo ignora os sinais enviados.

O resultado é uma marca que perde força no mercado e pode, inclusive, chegar à falência.

Agora, você deve estar pensando: “isso nunca acontecerá comigo”.

Na verdade, a história mostra que grandes empresas já passam pela miopia de marketing e tiveram seus negócios profundamente abalados por ela. Confira os exemplos a seguir.

Mesbla

A Mesbla era uma das principais lojas de departamento dos anos 1980.

Tendo sido fundada em 1912, a marca era bastante conhecida no Brasil inteiro e chegou a ser considerada uma das empresas “Maiores e melhores”, título oferecido pela revista Exame.

Vendendo desde móveis e eletrodomésticos até peças e acessórios para automóveis, a Mesbla tinha um negócio bem consolidado até ter 23 milhões de dólares de prejuízo em 1990.

A estratégia foi demitir funcionários, mas os resultados negativos continuaram a aparecer e a Mesbla acabou fechando as portas.

Muito do problema ocorreu justamente pela diversidade da empresa, que não tinha um foco de atuação específico. Portanto, a Mesbla não tinha uma orientação de mercado delimitada.

Com o tempo e os prejuízos, a marca também começou a comprar de fornecedores com baixa qualidade, oferecendo produtos ruins.

A própria gestão da Mesbla também era complexa, já que havia muitos diretores, causando lentidão na tomada de decisões.

Assim, a Mesbla se sustentou enquanto não havia concorrência no mercado, mas não enxergou de que forma poderia se reestruturar para continuar sendo uma gigante.

Nintendo

A Nintendo é uma marca de videogames que marcou gerações e até hoje tem muitos adeptos.

A empresa começou em 1889 na área de jogos, mas também diversificou seus investimentos, criando uma emissora de TV, uma rede de motéis, uma frota de táxis e uma empresa de produção de arroz instantâneo.

Foi somente depois das Olimpíadas de Tóquio, em 1964, que a empresa começou a fabricar os jogos eletrônicos Atari e Bandai.

O objetivo da organização era se adequar às novas tecnologias e demandas do mercado, o que foi uma atitude correta.

Ou seja, enquanto não se atentava ao mercado, a miopia impedia o negócio de prosperar.

No entanto, assim que os empreendedores se atentaram às novas necessidades do mercado, o resultado foi a criação de uma empresa gigante.

Atualmente, a Nintendo não domina mais o mercado de games eletrônico, mas ainda tem uma grande participação.

Orkut

A rede social é outro exemplo de miopia de marketing. O Orkut foi criado em 2004 e fez sucesso no mundo todo por permitir que as pessoas entrassem em comunidades, interagissem, mandassem scraps e deixassem depoimentos.

No entanto, a empresa não percebeu que a interação na rede social era bastante limitada.

Por isso, com a entrada do Facebook no mercado, que previa uma interação muito maior, o Orkut acabou perdendo espaço e, aos poucos, as pessoas migraram para a nova rede social.

Dessa forma, você pôde perceber que os ambientes de marketing influenciam decisivamente nas empresas e a miopia pode causar prejuízos gigantes ao seu negócio.

Se você quiser evitar essa situação, precisa ficar atento e gerir muito bem o seu negócio. Por isso, indicamos a você a leitura do post: Dicas para uma invejável gestão de recursos humanos.