Relacionamento entre sócios

7 tiros no pé no relacionamento entre sócios

Itens extremamente importantes para que o relacionamento entre sócios seja produtivo e faça a empresa crescer, ao invés de ser uma fonte de problemas

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Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Meus caros, já abordamos nos nossos textos a importância e a complexidade envolvida na escolha e construção do relacionamento entre sócios.

Em meio a riscos naturais do processo e o êxito nas boas escolhas, uma certeza: é impossível crescer sozinho e os sócios são fundamentais.

Desta forma, o tema que abordamos hoje está mais ligado na manutenção do modelo societário no que necessariamente na sua estruturação. Sim, você pode trazer o melhor parceiro, e dentro das mais transparentes e pacificadas condições, mas nada sobreviverá se uma conduta construtiva não estiver presente no dia a dia de trabalho, ou se cuidados especiais para gerenciar as diferenças (quase sempre muito bem vindas) não forem adotados.

Sabemos que neste campo há sempre muito o que se fazer, e no fundo, todos os “sócios” sabem bem como proceder para garantir uma parceria profissional saudável, então para contribuir com o processo (talvez de forma ainda mais objetiva), hoje navegaremos pelo caminho inverso, apresentando tudo aquilo que não se deve fazer.

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Vamos lá:

  1. Deixar a vaidade dar o tom do relacionamento societário. Por mais natural que seja a vaidade entre humanos, não condicioná-la a um patamar razoável pode ser muito destrutivo;
  2. Não atuar com transparência e clareza do que diz respeito as suas atividades e/ou informações apuradas ou controladas que sejam inerentes ao seu escopo de atividades. Uma sociedade se constrói pelo compartilhamento constante;
  3. Exercer uma atitude excessivamente controladora e asfixiante. É o tipo de atitude , que geralmente movida por pura insegurança, resulta no estrangulamento das melhores relações profissionais;
  4. Alimentar a concepção de que a sua maneira de ser e de agir são as mais corretas e de que nada que seja alheio ou diferente disso possa funcionar. Você pode perfeitamente ter total confiança no seu próprio modelo de conduta, mas assumir que este seja o único viável pode ser um erro fatal.
  5. Não trabalhar com escopos definidos de responsabilidade e apostar na crença de que o caos constrói. O problema aqui é que o caos, geralmente, só produz o próprio caos.
  6. Não praticar o diálogo constante para tratar as diferenças. Pode até tomar um certo tempo, e pode também consumir muito da sua escassa paciência, mas tenha a certeza de que problemas escondidos para baixo do tapete, acabam por consumir muito mais tempo e energia do que se pode imaginar, e pior, de forma silenciosa e sem alarmes.
  7. Discussões pesadas e desautorização pública diante dos outros colaboradores entre sócios. Poucas atitudes poderiam ser mais destrutivas (para sócios e para a equipe). Tratem as diferenças em conversas reservadas e dotados de frieza e muita paciência.

Por último, destaco que tudo o que recomendo realmente consome tempo e trabalho, mas experimente viver uma sociedade problemática e ai sim verá o que é tempo consumido e energia para solucionar complicações.

Boa sorte

Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

Obs.: Créditos da imagem Shutterstock