5 forças de Porter

Analise seu mercado competitivo com as 5 forças de Porter

Alguns fatores são indispensáveis para vitalidade de um empreendimento. Neste sentido, as lições das 5 forças de Porter são valorosos conselhos para empreendedores.

O mundo dos negócios é altamente competitivo, e se tornar um empreendedor de sucesso neste cenário não é uma tarefa que depende exclusivamente de capital para investir.

Além da qualificação para gerir uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, deve-se ter disposição para acompanhar as constantes transformações e as estratégias que podem ser adotadas para se destacar no setor escolhido.

Fazer um bom planejamento, conhecer seu mercado, determinar o público que pretende atingir, pesquisar os concorrentes, tudo isso são ações essenciais para quem deseja conquistar sua independência financeira e tornar-se o próprio patrão.

Entretanto, outros fatores também são indispensáveis para vitalidade de qualquer empreendimento. Dentre eles, as lições das 5 forças de Porter devem ser tidas como valorosos conselhos dentro do ambiente empresarial.

Pensando nisso, elaboramos um post sobre as ideias deste brilhante pensador, para você que tem interesse em alavancar o sucesso da sua empresa. Acompanhe!

Afinal, quem é Michael Porter?

Michael Eugene Porter, renomado professor da mais famosa escola de negócios do mundo – Harvard Business School, e autor do modelo das 5 forças, nasceu em 23 de maio de 1947, na cidade de Ann Arbor, no estado de Michigan, nos Estados Unidos.

Formado em Engenharia Mecânica e Aeroespacial pela universidade de Princeton, mais tarde Porter se especializou em economia empresarial em Harvard, e rapidamente passou a integrar o grupo de professores desta universidade, aos 26 anos.

Fundador de um instituto sobre estratégias de competitividade, dentre outras funções, atualmente o competente profissional atua na preparação de gestores de empresas com faturamento bilionário, na mesma universidade.

Em consequência de suas ideias inovadoras no que diz respeito aos desafios enfrentados pelas grandes organizações, atualmente Michael Porter é um dos nomes de maior influência no setor empresarial, tendo escrito diversos livros e artigos sobre o tema.

Quais são as suas lições?

O modelo das cinco forças está presente em um livro publicado por Michael Porter na década de 70, denominado Estratégia Competitiva/ Técnicas para análise de industrias e da concorrência. Neste trabalho, ele ponderou a respeito dos fatores que são determinantes para a sobrevivência de uma empresa, independente do seu tamanho, diante da competitividade acirrada do mercado.

O objetivo da obra é demonstrar como o uso desses elementos, aliados a uma visão ampla do empreendimento, podem ser eficientes para adotar as melhores estratégias e, consequentemente ter um negócio bem-sucedido.

Na representação gráfica do modelo, encontramos um fluxo contínuo de troca, em que no centro das forças está a rivalidade com os clientes. Ela que impulsionará os demais fatores e, ao mesmo tempo, sofre influência dos mesmos.

Passemos então, a uma observação detalhada a respeito de cada uma das 5 forças:

A Rivalidade com os concorrentes

Como mencionamos anteriormente, a rivalidade com os clientes é a peça-chave do estudo do professor Porter. Sua finalidade é conhecer a fundo os concorrentes: quem são eles? Qual o seu público-alvo? De que forma eles buscam captar e fidelizar os clientes? Quais os seus pontos fortes e fracos?

Aquele que não conhece seus concorrentes não saberá contra o que deve lutar para conseguir seus objetivos.

O poder de negociação dos fornecedores

Esta força está relacionada a lei da oferta e procura de matéria prima dentro de um determinado setor, e isso pode influenciar diretamente no preço e qualidade do seu produto.

Em regra, os fornecedores apresentam grande poder de barganha quando estão em menor quantidade no mercado. A lógica é: quanto mais escasso o meu produto ou serviço, maior a sua importância no mercado, e poderei negociá-lo da forma que me for conveniente.

Se a oferta de insumos é pouca, os empresários ficam à mercê de quem os fornece, não apenas em relação ao preço, como também pelo fato dos concorrentes utilizarem os mesmos produtos.

O poder de barganha dos clientes

Na visão do autor, a análise desta força tem por objetivo demonstrar que, assim como no caso dos fornecedores, é de fundamental importância entender a influência dos compradores para o sucesso da empresa.

Quando se tem um mercado consumidor limitado, maior a dificuldade de lidar com a concorrência, pois o mínimo diferencial pode fazer com que as pessoas prefiram comprar em outras empresas.

Seja pelo preço, qualidade do produto, satisfação no atendimento; o poder está nas mãos dos compradores, e eles são cada vez mais exigentes.

Por esse motivo, saber quais as expectativas dos clientes em relação aos seus produtos, contribui significativamente para o crescimento do negócio.

A concorrência dos produtos substitutos

A ameaça ao seu produto pode estar em outros que não sejam totalmente idênticos, mas que atendam as mesmas necessidades de maneira inovadora.

Essa força se traduz no cuidado que deve ser tomado para que o item não caia em desuso. Para não ser engolido pelo mercado, o empresário deve ficar atento às tendências do futuro, acompanhar e implementar os recursos tecnológicos disponíveis.

Lembre-se que a sociedade está em constante transformação, e o melhor produto hoje pode não ser a solução dos problemas de amanhã.

O que aconteceu com as fabricantes de filme para câmera fotográfica com a tecnologia das fotos digitais, por exemplo? Se não modernizaram o que tinham a oferecer, certamente não conseguiram enfrentar a concorrência.

As barreiras à entrada de novos concorrentes

Segundo Porter, a entrada de concorrentes diretos em qualquer segmento provoca mudanças nas perspectivas de vendas das empresas já consolidadas no mercado, pois fatalmente uma parcela dos consumidores será dividida entre eles.

Embora não haja a possibilidade de proibir que novos empreendimentos sejam estabelecidos, a maneira de dificultar o ingresso de concorrentes é impondo algumas barreiras de entrada e saída em cada setor.

Esses obstáculos podem apresentar cunho legal, ou seja, uma legislação específica com várias restrições, elevação de custos, etc. A seguir, faremos um breve relato sobre algumas barreiras que merecem destaque:

Capital de Giro

O capital de giro é essencial para o bom funcionamento de uma empresa. E, em regra, a capacidade econômica de quem já se encontra consolidado no mercado é superior à dos iniciantes.

Como se observa, não se trata de uma ação por parte dos empresários para criar obstáculos aos novos empreendedores. É como um fator de seleção natural, e, sem dúvidas tem grande peso para quem está começando.

Além de um entrave para a entrada, o investimento de capital será decisivo na saída de algum setor, pois quem já apostou os seus recursos não desistirá tão facilmente.

Legislação

A legislação tem um papel fundamental tanto para regulamentar as atividades empresárias, mantendo um equilíbrio para que todos desenvolvam seus trabalhos, como também é uma forma de proteção para quem já investiu seu capital e está em pleno funcionamento.

Neste sentido, as burocracias para iniciar um negócio, a alternativa do registro de marca, a fiscalização por órgãos competentes, igualmente representam mecanismos de barreiras.

Economia de escala

Michael Porter classifica esse elemento como a eficiência na capacidade de produção. Associa-se a redução de custos aproveitando o máximo dos recursos, ou seja, produzir mais com o mínimo de custos.

De uma forma geral, quando se fabrica em larga escala a tendência é que as despesas diminuam. Assim, com recursos de otimização talvez haja a possibilidade de, utilizando a mesma quantidade de energia, conseguir uma maior quantidade de produtos, por exemplo.

Dificuldade de acesso aos canais de distribuição

Os canais de distribuição são as formas pelas quais os produtos chegarão ao seu público-alvo, e devem ser escolhidos de forma estratégica; não adianta investir em uma remessa rápida, se os consumidores não estão presentes no lugar e momento certos.

O sistema de distribuição pode ser:

  • Direto: quando não há intermediários entre empresa e consumidor final;
  • Exclusivo: quando existe um número limitado de pessoas responsáveis por esse serviço;
  • Intensiva: os produtos são disponibilizados estrategicamente em pontos de venda, e o consumidor vai ao seu encontro.

Independente da configuração adotada, os canais de distribuição possuem o poder de dificultar a entrada de concorrentes em seu território, é uma barreira para evitar que eles conquistem mais espaço no mercado.

Por que é importante adotar as 5 forças de Porter?

Colocar em prática os ensinamentos de Porter auxilia aos empreendedores avaliar os riscos peculiares à atividade que estão desenvolvendo, de maneira que esteja preparado para determinar as melhores medidas para se enfrentar a concorrência.

Para o autor, o ponto de maior relevância é conseguir alinhar a obtenção máxima de resultados, ou seja, aumentar os níveis de produção, com a satisfação que os clientes têm do seu produto.

Começar uma carreira é um desafio a ser superado, uma vez que, ninguém nasce com todas as habilidades necessárias para conquistar os seus objetivos. Por isso, a fórmula para se tornar um administrador vitorioso envolve força de vontade, dedicação e humildade para tentar melhorar com as suas experiências, sejam elas boas ou ruins. Não importa o tamanho do seu negócio, o exercício do modelo das 5 forças de Porter o guiará para o caminho do sucesso.

Gostou do post de hoje? Agora que você aprendeu um pouco sobre as importantes lições do professor Michael Porter, aproveite a oportunidade e veja também nosso artigo 8 coisas que você deveria fazer para ter uma estratégia de social mais efetiva.