10 lições de Vicente Falconi para o seu negócio!

Na lista dos notórios serviços prestados pelo brilhante profissional, encontramos nomes como Gerdau, Ambev, Correios, Infraero, Ministérios, Governos Estaduais e Federal. Entretanto, os resultados por ele obtidos são ainda mais importantes.

Quer descobrir o que Falconi tem a acrescentar ao seu negócio? Elaboramos um post especial para lhe mostrar algumas dicas. Acompanhe!

Quem é Vicente Falconi?

Nascido em 1940, na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, o guru da gestão empresarial — Vicente Falconi Campos — iniciou a trajetória da sua carreira no curso de graduação em engenharia, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde posteriormente atuou como professor deste curso durante 28 anos.

Falconi especializou-se em engenharia (M.Sc e Ph.D) pela universidade Colorado School of Mines, nos Estados Unidos. Entretanto, sua influência no cenário corporativo ganha força na década de 80, quando trabalhou na Fundação Cristiano Ottoni, vinculada à UFMG. Na época, ele recebeu uma bolsa de estudos da Organização dos Estados Americanos, situada no Japão.

Como começou a história da Falconi Consultoria?

No Oriente, Falconi teve a oportunidade de conhecer várias universidades e indústrias, especialmente a Toyota. E encontrou a partir daí um segredo para alcançar a eficiência na gestão de qualquer negócio, aprendizado este que carregaria ao longo da sua carreira: a qualidade total.

O poder global da indústria japonesa começava pelo incentivo ao alto nível de educação dos colaboradores. Independente do ofício exercido, todos operários eram estimulados a aprimorar seus conhecimentos.

Somado a isso, os valores sociais cultivados no país eram bastante rígidos, baseados em:

  • disciplina;
  • hierarquia;
  • respeito às tradições.

A partir dessa experiência estrangeira, Falconi ponderou sobre o sistema de gestão ideal para que as empresas brasileiras conseguissem melhorar de desempenho, e passou a rodar o país implementando o seu modelo.

Que lições podemos aprender com essa personalidade?

1. Evitar a rotatividade de funcionários

Para Falconi, um alto fluxo de funcionários abandonando os postos de trabalho é um sinal bastante negativo. Chega a ser inaceitável aos que buscam o sucesso do seu empreendimento.

Uma grande rotatividade exprime a insatisfação dos seus funcionários. As condições de trabalho estão muito abaixo das expectativas dessas pessoas e elas não se sentem motivadas a entregar o seu melhor desempenho para o alcance das metas.

Além de não ser simples o processo de seleção de novos trabalhadores — encontrar indivíduos qualificados e que se encaixem à cultura da organização — ainda será preciso gastar algum tempo treinando essa nova mão de obra; o que também reflete na diminuição da produtividade.

O ideal para uma empresa é manter a taxa de rotatividade ou “turnover” em torno dos 4%. Quanto maior o número de operários saindo, maiores as chances do vazamento de informações valiosas.

2. Não se acomodar com os bons resultados

Acomodar-se é um comportamento que pode colocar em risco o futuro de uma organização. As circunstâncias do mercado, as expectativas e necessidades dos consumidores estão em um processo de frequente modificação. Portanto o que vale hoje,* pode não fazer o mesmo sucesso amanhã.*

Em seus ensinamentos, Falconi alerta sobre a necessidade de questionar os resultados do negócio, é preciso observar se eles realmente continuam sendo efetivos. E a melhor maneira de se fazer isso é questionando.

Quando deixamos de perguntar, há uma grande possibilidade de insistir em uma coisa que já não funciona mais, ou que não justifica ser feita.

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Para ilustrar essa premissa, no livro de Vicente Falconi — O que importa é o resultado — é citado a experiência do executivo Luiz Fernando Furlan, à época presidente da Sadia. Durante o período em que ele serviu o exército, certa vez em uma cidade do interior de São Paulo, um sargento resolveu pintar o banco de uma praça.

Então foi pedido aos soldados que tomasse conta para que ninguém ali sentasse. A questão, porém, é que mesmo depois de a tinta já estar seca, o banco permanecia sendo vigiado pelos soldados. Nenhum deles havia perguntado o motivo da vigília, não tinham a consciência que estavam desperdiçando esforços.

3. Buscar sócios com perfis complementares

A ideia de que não existe uma receita de sucesso aplicável a todos os modelos de negócio já foi muito debatida e encontra-se pacificada no ambiente empresarial. A necessidade de encontrar estratégias próprias e que funcione para atender às peculiaridades de cada caso é real.

Contudo, algumas atitudes são universais e contribuem positivamente para todos os tipos de empreendimentos — a exemplo da formação de um time heterogêneo, em que os fundadores, sócios, funcionários, possuam habilidades complementares.

Não adianta todos apresentarem um grande poder de persuasão para negociar com fornecedores ou parceiros, se não há uma peça na equipe capaz de planejar e executar um modelo de gestão adequado aos objetivos e metas da empresa.

4. Reduzir custos

Assim como revisar o plano de negócios e os resultados obtidos periodicamente, inspecionar o fluxo de caixa e buscar mecanismos aptos a reduzirem as despesas também é uma providência de extrema relevância.

Sempre há ajustes a fazer. Então corte os excessos que roubam as chances de maior percentual de lucratividade, como:

Quando Falconi foi convidado para assessorar o estado de Minas Gerais, no ano de 2003, o ente federativo vivia uma situação de caos financeiro — um déficit orçamentário de aproximadamente 12%.

Conforme o plano de metas do consultor, mais de 3.000 funções e cargos públicos foram extintos; representando uma queda de 15% das despesas, referentes apenas a folha de pagamento. E após três anos de consultoria, o governo de Minas já estava com saldo positivo para realizar investimentos.

5. Assumir e incentivar a tomada de riscos

Se você sonha com a prosperidade do seu negócio e o alcance de resultados extraordinários, assumir riscos será indispensável para conseguir êxito nesse objetivo. Quem pensa pequeno e não está disposto a se aventurar em busca de crescer cada vez mais, fica limitado ao que a sua zona de conforto pode lhe proporcionar.

A ambição deve ser um valor cultivado não somente pelos donos, seus colaboradores também precisam de estímulos para aprender a sonhar grande. Assim eles se sentirão motivados a avançar junto com a empresa, e certamente terão muito mais a contribuir.

6. Praticar a humildade na liderança

O espírito de liderança muitas vezes não é entendido por aqueles que estão no comando das organizações. Ao contrário do que muitos possam imaginar, o verdadeiro líder não é aquele que apenas dá ordens, mas o que é humilde o suficiente para admitir que sempre é possível aprender mais.

Os gestores humildes têm a consciência de que esse conhecimento é fundamental para atingir melhores resultados, sabem o quão importante é o trabalho em grupo e que as metas não são batidas com talentos individuais, mas com os esforços da equipe.

7. Adotar a política da meritocracia

A cultura da meritocracia diz respeito a escolha dos indivíduos certos para o ocupar as posições certas, ou seja, mais compatível com as respectivas habilidades.

É também uma maneira de promover aqueles que realmente merecem — reconhecer o bom desempenho de um colaborador para determinada função e conceder a ele a oportunidade de brilhar naquela posição.

Algumas funções são a chave para a harmonia do andamento de toda a atividade empresarial, e não seria prudente arriscá-las em mãos de quem não tem competência para assegurar as boas práticas e reproduzi-las.

O conceito pode ser aplicado por meio da metodologia 20-70-10:

  • promoção de 20% dos funcionários de melhor desempenho;
  • manutenção de 70% dos funcionários medianos;
  • demissão de 10% dos piores funcionários.

8. Enxugar as hierarquias

O conceito de qualidade total e gestão eficiente não comporta um sistema de extrema burocracia e hierarquização. A empresa que contém um número elevado de chefes tendem a apresentar mais conflitos e perdem a agilidade nas tomadas de decisões.

No mundo empresarial moderno, inclusive, os ambientes de trabalho estão cada vez mais democratizados — escritórios sem paredes, onde todos compartilham os mesmos espaços e recursos.

Não são raras as histórias de empresas que pelo excesso de pessoas participando das decisões, acabaram sendo prejudicadas e atravessaram situações bem complicadas.

9. Priorizar a educação

O fato do sucesso de uma empresa ou gestor ser medido através de resultados práticos alcançados talvez esconda um elemento fundamental para se alçar voo os maiores: a base educacional.

Nesse contexto, Falconi defende que a educação não apenas pode garantir o crescimento de qualidade da própria empresa, mas da vida social como um todo. Por essa razão, os empresários devem manter a preocupação de cumprir com essa responsabilidade.

É preciso adotar essa filosofia de incentivo aos estudos não só para os membros da sua equipe, mas investir em outras oportunidades para a sociedade. Afinal, no futuro ele poderão ser seus clientes ou parceiros.

10. Valorizar as metodologias

A adoção de uma metodologia de gestão funciona como um roteiro para todas as operações que precisam ser cumpridas, o caminho que será percorrido a fim de se atingir as metas que foram traçadas na etapa de planejamento.

Para Falconi, seja criada ou copiada, ter uma boa metodologia é uma condição imperiosa!

Isto posto, apesar da importância de se observar as especificidades do seu negócio, alguns métodos podem ser aprendidos de outras organizações, até mesmo dos seus concorrentes, e replicados de forma bem-sucedida no seu negócio, tais como:

  • premiação dos funcionários pelo bom desempenho;
  • enxugar o orçamento periodicamente;
  • utilizar métricas para medir os resultados de cada ação, dentre outros.

Conhecer o trabalho de Vicente Falconi é uma experiência bastante enriquecedora, principalmente pelo fato de que suas práticas podem ser adotadas com sucesso em negócios de todos os gêneros e tamanhos. Portanto, aos que buscam inspiração e novas estratégias para otimizar a própria empresa, acompanhar os trabalhos do renomado profissional é uma atitude mais que urgente.

Gostou de conhecer a história de uma das lendas vivas da gestão empresarial? Então o que está esperando para compartilhar as lições que você aprendeu pelas redes sociais?

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