vale do silício: prédios aleatórios

Vale do silício: uma máquina de sucessos

Se você visitasse cidades como Palo Alto e San José em meados da década de 40, não poderia imaginar o quão promissora era aquela região.

Se você visitasse cidades como Palo Alto e San José em meados da década de 40, não poderia imaginar o quão promissora era aquela região.

Afinal, era difícil prever que os arredores de São Francisco, na Califórnia, se tornariam um dos maiores pólos tecnológicos do mundo.

Menos ainda que dali sairiam empresas como Google, Apple, Yahoo!, Twitter, Netflix, Facebook, Microsoft, Oracle, Nvidia, Adobe, Intel, Evernote e Hewlett-Packard.

Foi exatamente nesse local que se instaurou o berço das maiores empresas de tecnologia mundiais na atualidade.

Apesar de hoje serem gigantes de mercado, a história do Vale do Silício nos leva a um período anterior a todas essas organizações, durante a Segunda Guerra.

O governo dos Estados Unidos fazia grandes investimentos financeiros em tecnologia, tendo como objetivo derrotar os alemães.

Foram criados laboratórios e centros de inteligência ao redor do país, incluindo a região onde hoje fica o Vale do Silício.

Mesmo com o fim dos combates, eles não cessaram a iniciativa, pois teve a Guerra Fria. Portanto, as aplicações prosseguiram a fim de superar a Rússia na corrida armamentista e econômica.

Esse período ficou conhecido como um marco na história da revolução industrial, e o governo norte-americano decidiu impulsionar o setor privado, com a redução de impostos.

Graças a isso, surgiram diversas empresas nos arredores de São Francisco.

Nesse cenário, destacam-se dois nomes. Primeiro, Frederik Terman, reitor da Universidade de Stanford e grande incentivador da criação de novos negócios.

E também Willian Shockley, que havia sido congratulado com o Prêmio Nobel de Física. Ele decidiu instalar naquele local sua empresa de microcondutores, levando consigo oito jovens pesquisadores.

Apesar do fracasso nos negócios, Shockley deixou um legado que transformaria para sempre a história da região.

Desempregados, seus pesquisadores fundaram uma empresa chamada Fairchild Semiconductor, que na década de 60 já tinha um faturamento invejável.

Mais tarde, dois deles fundariam a Intel – Robert Noyce e Gordon Moore.

Posteriormente, aqueles oito visionários seriam considerados – não oficialmente – como os fundadores do Vale do Silício, nome que remete ao principal elemento químico para os processadores ali fabricados.

Com o surgimento da microinformática, alguns empreendedores começaram a se destacar,entre eles Steve Jobs e Bill Gates.

Hoje, a concentração de em empresas de tecnologia fazem com que o local seja considerado o maior centro de inovação em âmbito global.

Grande parte das novidades científicas, como hardwares, softwares, aplicativos, produtos e serviços relacionados saem de lá direto para o mundo.

Há também uma ampla concentração de pequenas, médias e grandes empresas, fazendo com que o local seja considerado o coração tecnológico da humanidade.

Além das já citadas Palo Alto e San José, compõem o Vale do Silício cidades como Santa Clara, Saratoga, Cupertino, Campbell, Los Altos, Menlo Park, Los Gatos, Fremont, Mountain View, Newark, Milpitas, Union City, Sunnyvale e Redwood City.

Mas, afinal, por que o Vale do Silício é um lugar tão especial?

Com o crescimento econômico da região, estar no Vale do Silício tornou-se o sonho de muitos empreendedores.

Todos os anos, desde as mais promissoras startups a organizações consolidadas no mercado movem-se para lá.

Além disso, o local é sede de eventos de tecnologia recorrentes, que visam facilitar o desenvolvimento e compartilhar experiências entre desenvolvedores, pesquisadores, investidores e profissionais do ramo.

Devido a isso, as oportunidades são muitas, e há facilidade para encontrar parceiros de negócio.

Investidores-anjo, aceleradores, universidades, tudo isso propicia um ecossistema perfeito para empreendedores.

Os temas discutidos nas muitas reuniões, congressos, palestras e cursos são pioneiros em resolver problemas modernos dos consumidores.

Além disso, criou-se uma cultura de empreendedorismo, e é raro encontrar um jovem que não pretenda alçar voos mais altos através do próprio negócio.

Essa cultura é incentivada pelo fato de que o Estado da Califórnia incentiva iniciativas promissoras.

Por lá, é possível abrir e fechar uma empresa rapidamente e os insumos são reduzidos para negócios iniciantes, diferente de outros países, como o Brasil, onde os processos burocráticos progridem lentamente.

Casos de sucesso

Comprovando a tese de que a região é o centro da tecnologia mundial, algumas das maiores empresas do mundo – e algumas das mais promissoras – residem, hoje, no Vale do Silício.

E, sem dúvidas, há ainda muitas empresas em estágio embrionário que aparecerão com tudo no mercado daqui para frente.

Google

Fonte: Tecmundo

Larry Page e Sergey Brin eram estudantes da Universidade de Stanford, até que idealizaram um recurso que faltava na internet: uma ferramenta para organizar as páginas diante do vasto número de informações produzidas.

Nascia o sistema de localização de conteúdo conhecido como Google, a maior plataforma de buscas do planeta, que possui também um sistema de publicidade, redes sociais e uma gama de aplicações voltadas ao webconsumidor.

Facebook

Fonte: Terra

A rede social de Mark Zuckerberg contou com o brasileiro Eduardo Saverin em sua fundação.

Enquanto estudava em Harvard, o empresário baseou-se em uma plataforma para alunos, que tinha como princípio básico avaliar quais eram os estudantes mais atraentes.

Mas pequenas ideias podem se tornar geniais. Hoje a rede possui mais de 1,71 bilhão de usuários ativos mensalmente, e conta também com um sistema de anúncios para empresas, o Facebook Ads.

Além disso, Zuckerber é proprietário dos aplicativos WhatsApp e Instagram.

Microsoft

Fonte: Tecmundo

Em 1979, dois jovens empreendedores chamado Bill Gates e Paul Allen compravam a Q-DOS, um sistema operacional da Seattle Computer Products. Juntos, eles o aprimoraram e o transformaram no MS-DOS, que foi por muito tempo o principal suporte da gigante IBM. Mais tarde, eles desenvolveriam o Windows e o restante dessa história todos nós sabemos.

Apple

Fonte: Tecmundo

Steve Jobs e Steve Wozniak eram dois hippies que fabricavam computadores artesanais em um escritório improvisado na garagem, em 1976.

A tecnologia desenvolvida pela recém-criada Apple Computers Inc. chegou a ser recusada por empresas como HP e Atari.

Embora o Apple I não tenha tido tanto sucesso, deixou um legado e seu sucessor, o Apple II, obteve um bom número de vendas.

Em 1984, surgia o sistema operacional Macintosh, que visava trazer conforto ao consumidor, incluindo um agradável design, interface amigável e mouse.

Depois disso, as novas versões sofreram consideráveis melhoras, e hoje a Apple é uma das mais consagradas empresas do mundo, principalmente no que se refere a dispositivos móveis.

Netflix

Fonte: Oficina da Net

Muitos especialistas decretam que sistemas de streaming podem acabar com a televisão como a temos hoje.

Uma das maiores responsáveis por essa assombrosa previsão é a Netflix, que fornece tanto o serviço – uma plataforma que transmite filmes, desenhos e séries online – quanto o produto – produções originais, como Narcos, Making a Murderer e House of Cards.

Fundada por Reed Hastings e Marc Randolph, tudo começou quando o primeiro teve que pagar uma multa devido ao atraso no aluguel de um filme em uma locadora.

Ele percebeu, então, que aquele era um método antiquado.

A velocidade de transmissão de dados à época não era suficiente, então eles iniciaram com um sistema de locação de filmes por internet: bastava solicitá-lo online e o DVD chegava pelo correio.

Mais tarde, foi implementado o sistema de assinatura. Hoje, a Netflix é uma das empresas de melhor reputação no mundo e destaca-se pelo baixo custo e o bom suporte prestado a seus assinantes.

Brasileiros no Vale do Silício

Com tanto sucesso, é comum que vários estrangeiros se aventurem pelas adjacências de São Francisco.

Há, inclusive, brasileiros que fazem bastante sucesso em suas respectivas áreas. Abaixo, veja alguns deles:

Google – Android

Hugo Barra é um belorizontino revolucionário. Antes de completar 40 anos, tornou-se diretor mundial de um dos maiores softwares do mundo: o Android.

O rapaz cursava engenharia elétrica até que ouviu falar no MIT (Massachussets Institute of Technology), um dos maiores centros de tecnologia do mundo.

Esforçado, mudou o rumo para ciências da computação e foi chamado para trabalhar na Google, empresa detentora do Android, onde galgou posições até onde se encontra.

Microsoft – X-box

Em 2007, em uma chácara, Alex Kipman refletia o quanto a tecnologia escraviza as pessoas, obrigando-as a permanecerem juntas à aparelhagem.

Naquele dia, ele idealizou uma iniciativa que chamou de Projeto Natal, que mais tarde se tornaria o Kinect.

O sensor de movimento do console X-Box já superou as 18 milhões de unidades vendidas.

Grooveshark

Interessado em tecnologia desde a infância, Paulo da Silva logo começou a desenvolver programas pequenos para pessoas próximas e pequenas empresas.

Mais tarde, mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou engenharia da computação.

Buscando visibilidade de mercado, foi contratado pela Grooveshark, um site de músicas online, que à época tinha apenas o próprio Paulo como funcionário.

Hoje a plataforma possui mais de 30 milhões de usuários e o brasileiro ocupa o cargo de engenheiro sênior.

Instagram

Formado na universidade de Stanford, Mike Krieger um dia teve uma ideia despretenciosa: um aplicativo que dava um visual de filme às fotos tiradas pelo usuário.

Logo no primeiro dia de vendas, o Instagram obteve 20 mil downloads e hoje é uma das redes sociais mais utilizadas no mundo.

Lemon

Graduada pelo MIT, Isabel Pesce é fundadora da Lemon, uma carteira virtual que é capaz de controlar os gastos em cartões diversos. Mas não é só isso.

O aplicativo também visa organizar recibos e notas fiscais, e é um dos mais baixados nas lojas de apps.

PlayPhone

Fundador da empresa, Ron Czerny é um paranaense que tem seu negócio focado em entretenimento para smartphones.

Somente em 2009, a companhia obteve um faturamento de U$ 100 milhões.

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