temer produtividade

Acredite, não precisamos temer a produtividade!

“Precisamos ser mais produtivos”. Esta frase, que há tempos ecoa dentro das corporações, se repete cada vez mais.

“Precisamos ser mais produtivos”. Esta frase, que há tempos ecoa dentro das corporações, se repete cada vez mais.

Diante da necessidade de se trabalhar com equipes cada vez menores, a cobrança se torna inevitável.

Para alguns a frase causa arrepios e, na maioria das vezes, soa impositiva, causa a sensação terrível de que somos lentos, ineficientes e que precisamos trabalhar mais rápido… trabalhar mais!

Tudo isso não é à toa. Há muita confusão quando falamos em produtividade. Muitos pensam somente na equação “mais com menos”, “mais em menos tempo”, e se esquecem que – segundo encontrei em algumas pesquisas – a possível origem da palavra em latim também sugere que produtividade é “avançar”.

Neste sentido, gosto de encarar a produtividade sob outra perspectiva. Prefiro ir além quando penso nos motivos que me levam a querer ser mais produtiva e a desejar o mesmo para minha equipe.

Quero ser produtiva para viver melhor, para ter mais tempo livre, para concluir uma tarefa (independente do grau de complexidade e importância) no tempo exatamente necessário.

Quero ser produtiva para manter um bom fluxo de energia, sem baixas causadas por fadiga ou pelo estresse de um prazo não cumprido. E quero que todos à minha volta sejam produtivos, para que o trabalho em equipe flua tranquilo.

Pensar a eficiência por essa ótica – a meu ver – é libertador. Evita aquele frio na barriga ao imaginar que meu empregador deseja que eu trabalhe mais, que passe horas me dedicando, num ritmo frenético.

Isto só é possível porque consigo transpor antigas convicções e enxergar a produtividade como algo capaz de possibilitar o que tanto buscamos: qualidade de vida.

Ainda, a ideia de que as novas tecnologias nos poupam tempo e são sinônimo de eficiência, pode ser enganosa. É cada vez mais comum nos depararmos com a falta de foco em virtude da tecnologia.

Nem sempre estar constantemente conectado, mesmo nas férias, é sinal de produtividade. Estar disponível, respeitando limites, ou ser real timing, sem ficar irreparavelmente ansiosos, é o grande desafio de profissionais dos tempos modernos.

Diante disso, a produtividade encontra seus aliados:

  • Na captura e coleta de informações
  • Na organização
  • Na classificação
  • No acesso
  • No compartilhamento

Este “fluxo” já acontece continuamente no nosso dia a dia. O problema é que muitas vezes tentamos concluí-lo sem qualquer automação, sem ajuda da tecnologia (mesmo com recursos incríveis à disposição!), e, quando há ruptura no processo, sequer notamos. Nos perdemos, perdemos informações, tempo, e nos tornamos improdutivos.

Por isso, volto à questão do início. Não é preciso temer a produtividade. Vamos assumir que a possível origem da palavra revela o seu real intuito: avançar, evoluir.

É preciso encará-la como uma atitude capaz de nos tornar mais felizes, seja isso o que for – até mesmo trabalhar de frente para o mar, por que não?

*Júlia Figueiredo é Partner Marketing Manager no Evernote e membro do conselho da ONG “Latinas in Tech“, comunidade de mulheres latinas que atuam em empresas de tecnologia do Vale do Silício.