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Dicas e artigos sobre desenvolvimento de produtos, desde o projeto até a formação de preços.

Como começar empresa: As vantagens de se começar pequeno

Como começar empresa: As vantagens de se começar pequeno

Uma nova forma de enxergar o desenvolvimento de produtos. Começar pequeno pode trazer resultados muito melhores do que planos grandiosos

O artigo de hoje foi escrito por Bruno Pazzim no blog da CodeLand

Existe um conceito de desenvolvimento de projetos em geral que tende a não ser seguido pelo mercado brasileiro. A grande maioria dos empreendedores daqui parece não saber de algo importante: A sua idéia milionária na verdade não vale nada.

O que agrega valor a uma idéia são as pessoas que estão por trás dela e a forma que a aplicação soluciona um problema existente. Quando descobrimos algum produto ou serviço está fazendo sucesso na web, não é incomum nos depararmos pensando “Putz, por quê eu não fiz isso antes?”. A questão é: Será que ele teria esse sucesso, se você fosse o responsável pela idéia? Talvez não. Ou quem sabe seria ainda mais bem sucedido. São as pessoas fazem toda a diferença no sucesso ou no fracasso de uma idéia.

Cada vez mais surgem empreendedores no Brasil com ideias para serem testadas na web. Essa “startup fever” que já acontece nos Estados Unidos e em alguns pontos da Europa há algum tempo está cada vez mais perto daqui. O problema é que, em maior parte, a nossa realidade de empresas de tecnologia no Brasil hoje não mudou da que tínhamos há 4 ou 5 anos atrás.

Empresas desenvolvem projetos supervalorizados, “super alongados” e com escopo totalmente fechado. São projetos feitos em moldes antigos para novos tempos. Empreendedores desavisados acreditam que só com um produto completo vão conseguir chamar a atenção no meio de tantos outros. Eles desconhecem ou subestimam as vantagens de começar pequeno.

Começar pequeno não significa começar medíocre. Não confunda um produto enxuto, que faz muito bem o que propõe, com aquele feio e mal feito. Nós chamamos esse tipo de produto de MVP, Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável. Tenho trabalhado bastante focado no desenvolvimento de MVPs, e tenho me inteirado bastante desses primeiros passos de um empreendimento na web.

Ter um MVP significa ter um produto com o mínimo de funcionalidades possíveis para recolher o máximo de feeback dos seus usuários. Desenvolver o núcleo da sua idéia e lançar para o mundo o quanto antes. Nada de desenvolver um projeto de 2, 3 ou 6 meses (isso se não se extender para um ano) com 30 funcionalidades distintas e lançar.

Não é bem melhor começar com um projeto feito em dias ou semanas, lançar logo e descobrir sobre ele com seus usuários? Você pode lançar um produto que guarda uma coleção de livros, e então descobrir na primeira semana depois do lançamento que na verdade os usuários querem colecionar músicas. Melhor aprender isso logo de cara, ao invés de só descobrir quando você lançar o sistema que coleciona livros, jornais, revistas e editoriais.

Algumas vantagens de começar pequeno

Eu poderia fazer um post inteiro só citando as vantagens que são trazidas ao começar dessa maneira, mas vou me deter em apenas algumas:

  • Curto tempo de desenvolvimento: Desenvolver um produto enxuto custa muito menos tempo do que um produto completo. Você pode lançar com rapidez e colher o máximo de feedback que conseguir.
  • Pivotar: É o ato de mudar a direção do seu negócio se baseando em feedback colhido dos usuários. Você estava fazendo um serviço de encontro online com streaming de vídeo, quando descobre que na verdade os usuários do seu aplicativo usam ele para gravar músicas e compartilhar com seus amigos. Hora de pivotar e mudar o rumo do empreendimento.
  • Construção do aplicativo com o que é realmente importante para os usuários: Lançando enxuto e colhendo feedback constante, você vai ter a certeza de que as próximas features desenvolvidas serão as que realmente fazem falta para o usuário. É como se você construísse um sistema com uma base sólida, sabendo o que precisa ser feito. Se você desenvolver um projeto em 6 meses e lançar ele completo, não vai saber se as features que estão lá realmente fazem sentido. O que é essencial para você talvez não seja tão importante assim para o usuário, que é quem será seu cliente, no final.
  • Investidores: Encontrar alguém disposto a investir no seu produto é muito mais viável dessa maneira. Ao invés de mostrar o seu negócio e um plano de desenvolvimento longo e burocrático, você mostra seu MVP online, já funcionando e com usuários ativos. Além disso, imagine o cenário: você solucionou um problema, lançou seu aplicativo no mercado e recebe os primeiros feedbacks de usuários e de potenciais investidores. Se a idéia não for bem recebida pelo mercado, ainda há tempo para pivotar ou começar algo novo do 0. Evita a frustração de você ver um projeto que lhe tomou um grande período de tempo fracassando.

Mundo real

Você não tem como ter certeza que a sua idéia será bem recebida. Isso é certo. Talvez você a mude completamente, e pouco tempo depois de lançar.

O Twitter, por exemplo, começou como algo que era definido como “envio de sms para grupos de pessoas”.

Twitter no início

A primeira versão do YouTube até lembra a rede social gigante dos vídeos que temos hoje. Mas se olhar bem a imagem, vai ver que a busca era um tanto diferente. Você não procurava vídeos, mas sim pessoas. Pessoas para marcar encontros. Bem diferente do que é hoje, não é?

Youtube no começo

 

Exemplos de grandes sites como esses servem de inspiração para nós. Nenhuma idéía deve ser tomada como garantida. Pode ser que seja necessário aceitar que uma funcionalidade que achamos crucial para o sistema não seja importante assim, ou que algo não vai dar certo.

Começando pequeno, temos a certeza de que podemos nos tornar grandes da maneira certa: sempre construindo nos baseando nas necessidades dos nossos usuários. Além disso, temos a segurança de que se for necessário mudar (até mesmo radicalmente), podemos fazer de forma rápida e sem grande impacto.

Lembre-se: Menos é mais.

Abraços,
Bruno Pazzim

Obs.: Créditos da imagem ShutterStock

Nota do editor: Esse conceito que o Bruno passou é bastante baseado na filosofia Lean Startup, criada pelo americano Eric Ries. Se quiser se aprofundar no tema, recomendo o artigo Desenvolvimento de produtos: Metodologia de projeto, Lean Startups

Além disso, se você está no momento de começar sua empresa e já pensa em tirar o CNPJ, veja como fazer isso de forma simples e prática através do Abra Sua PJ.

Ideias de negócios: 3 oportunidades para a pequena indústria

Ideias de negócios: 3 oportunidades para a pequena indústria

Há muito espaço para crescer com a pequena indústria: veja aqui 3 grandes oportunidades de atuação industrial no Brasil

O Banco Mundial estima que o nosso país tenha crescido 2,2% no ano de 2013. Isso significa um crescimento abaixo da média mundial (2,4%), muito mais próximo do nível dos países ricos saindo de recessão do que os dos países ditos emergentes. De país em franco desenvolvimento, estamos voltando a nos tornar o país do futuro, do futuro distante.

Dentre as várias correntes que estudam este desempenho abaixo do nosso potencial, há quem diga que isto prova que o modelo de desenvolvimento baseado na expansão do consumo chegou ao fim. Certa ou não, esta corrente apresenta pontos de vista coerentes e levanta a questão: mas e aí, se este ciclo de desenvolvimento está minguando, como podemos prosperar nos próximos anos?

Se por um lado este modelo está em xeque, por outro lado nossa infraestrutura parece ser um poço de oportunidades de crescimento. Obras da copa, jogos olímpicos, novos portos, pré-sal, ferrovias, aeroportos e muitas outras obras vão movimentar bastante nossa economia nos próximos anos.

Com tanta oportunidade a gente, da pequena indústria, tem também um mundo de opções para montar o próprio negócio e ir pra frente.

Aqui vão então 3 dicas pra você que quer sair do lugar e gerar ideias de negócios na área industrial:

1 – As montadoras estão chegando com tudo e precisarão de componentes para nacionalizar seus produtos. É verdade, muitas empresas também virão de fora, mas algumas coisas ainda assim continuarão sendo produzidas por aqui. Pense na possibilidade de fabricar peças pra estas empresas. Arruelas, parafusos, eixos ou até mesmo partes um pouco mais complexas, caso sua habilidade técnica permita isto. Não se esqueça, assim como as montadoras precisarão de equipamentos, todas as fornecedoras delas também precisarão!

2 – A nova classe média não para de comprar imóveis. Isto significa oportunidades pra quem fabrica pisos, tijolos, portões, calhas, tanques, mesas e tudo o mais que se possa colocar numa casa. Pense se sua habilidade de carpinteiro não te permite fazer móveis para algum destes novos proprietários. Apesar de este ciclo já estar em pleno vapor, ainda há um tempo para aproveitar o avanço das obras de construção civil.

3 – Equipamentos. A idade média dos parques industriais brasileiros é bem avançada. Uma modernização neste sentido para dar mais produtividade ao país se fará necessária seja qual for o nosso futuro. Muito do trabalho que hoje é manual precisará em breve ser modificado e, pelo menos, assistido por equipamentos. Equipamentos para movimentação de carga, dispositivos para agilizar a produção, mesas e bancadas para melhor utilização dos espaços nas fábricas, tudo isto tem sua contribuição para a produtividade e precisará ser feito pra melhorar as fábricas de todo o país. Se você tem uma ideia pra isto, esta é uma boa hora pra começar a investir.

Com certeza ainda temos muitos desafios na indústria. Falta de mão de obra qualificada, produtos chineses como fortes concorrentes, sistema tributário sufocante, excesso de burocracia e muitas outras coisas. Mas se tivesse que apostar em algo pra ser meu daqui a dez anos, começaria hoje minha pequena indústria, como de fato já começamos. Porque nos próximos anos, esta será a necessidade a ser suprida para continuar a fazer do nosso Brasil um país melhor.

Alessandro Okagawa Falleiros é fundador e presidente da Kyodai Engenharia.

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Crédito da foto: shutterstock.

Cuidado com os 4 piores tipos de assassinos da inovaçãoHarvard Business Review

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Cuidado com os 4 piores tipos de assassinos da inovação

Conheça 4 perfis de pessoas que, sem querer, podem destruir a inovação na sua empresa

O artigo de hoje foi escrito originalmente por Scott Anthony no blog da Harvard Business Review

Algumas vezes, as coisas que os líderes fazem para estimular a inovação podem matá-la. Fique de olho se sua empresa não tem algum desses 4 perfis.

1. O cowboy
Doido para criar uma cultura de inovação criativa, o cowboy fala algo como “Sem fronteiras! Apenas grandes ideias!”.

Lógico que empresas precisam sempre reavaliar e expandir suas fronteiras, mas tem algumas coisas que uma empresa simplesmente não fará. Dizer que a inovação não tem limites pode levar pessoas a trabalhar em ideias que, convenhamos, não têm chance de serem comercializadas.

Ao invés disso, considere correr atrás de desafios altamente focados. Por exemplo, há alguns anos a Netflix ofereceu um prêmio de $1 milhão para um time que conseguisse melhorar a performance do seu algoritmo de recomendações em pelo menos 10%. Mais de 250 times participaram e 2 deles conseguiram ir além do objetivo.

Foco é um dos melhores amigos da inovação.

2. O paga-pau do Google
Inspirado por histórias de como o Google e a 3M pedem aos engenheiros para investir 15% do tempo em novas ideias, esse cara pede pra todo mundo investir um pouco tempo em inovação. Talvez, tirar um período todo mês para todo mundo focar em inovação.

Essa abordagem parece participatória e inclusiva, mas dificilmente funciona, a não ser que a empresa tenha ótimos sistemas para selecionar e criar novas ideias. Normalmente esses esforços levam a uma longa lista de sugestões que nunca são colocadas em prática. Isso faz com que a credibilidade vá embora e cada vez mais pessoas deixem de participar dessas reuniões de inovação.

Como alternativa, empreendedores devem pedir para um pequeno número de pessoas investir um tempo significativo em inovação. Uma pessoa trabalhando full-time em inovação normalmente é melhor do que mil pessoas investindo 10% do seu tempo nisso. Apesar da matemática não faz muito sentido, é o que acontece na prática.

3. O astronauta
Esse é o cara que invoca o espírito americano de colocar o homem na lua “Pessoal, precisamos de algo grande! Qual é nosso tiro para a lua?”.

Lógico que é bom pensar grande, mas focar só em ideias grandes traz riscos muito altos.  Como é algo que nunca foi feito antes, é difícil existir um expertise anterior, o que faz com que muitas vezes a inovação não saia do papel.

Ao invés de mirar na lua, empreendedores devem incentivar o que o autor Peter Sims chama de “pequenas apostas”. Acadêmicos e empreendedores concordam que as melhores ideias aparecem em um processo de tentativa de erro.

Pendure na parede posters de Thomas Edison e sua famosa frase “Genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”. Comece logo a transpirar.

4. O pirata
O pirata diz “Não temos um orçamento fixo para inovação, mas não precisamos dele. Iremos conseguir dinheiro quando precisarmos”.

Apesar dessa frase parecer empreendedora, ela pode transformar a vida da empresa em um inferno, já que mostra um sinal de que não existe um plano para conseguir recursos. Isso normalmente leva a infinitas reuniões com infinitas pessoas. Ninguém diz “sim”, mas também não chegam a dizer “não”.

As melhores empresas gerenciam a inovação de forma disciplinada, com uma noção de orçamentos e regras para conseguir financiamento.

Conclusão
E agora temos a parte boa. Como esses assassinos de inovação são fáceis de identificar, eles são fáceis de se lidar. Limite um pouco o cowboy, crie fronteiras para o paga-pau do Google, traga o astronauta de volta para a terra e faça o pirata andar na prancha. Com isso, sua inovação irá para o alto e avante.

Nota do editor:
Apesar desses perfis serem muito comuns em grandes empresas querendo inovar, também vemos muito esses comportamentos dentro de startups.

Para se aprofundar no tema, recomendo o artigo O segredo por trás das ideias geniais.

Abraços,
Millor Machado (fugindo dos assassinos da inovação)

Desenvolvimento de produtos

10 mentiras que você ouvirá ao começar sua empresa

Começar uma empresa é complicado. Pra deixar ainda mais complicado, pessoas próximas te dirão que não vale a pena, que é arriscado, etc. E elas estão certas.

Começar uma empresa é complicado. Pra deixar ainda mais complicado, pessoas próximas te dirão que não vale a pena, que é arriscado, etc. E elas estão certas.

Porém, se você tem um sonho, o risco vale a pena e isso é algo que dificilmente essas pessoas irão entender. Seguem então algumas coisas que você provavelmente ouvirá, mas que não podem te impedir de seguir o seu sonho.

Essas dicas são uma tradução do artigo Ten Lies You’ll Hear Before Pursuing Your Dream.

Desenvolvimento de produtos

Sempre tem alguém pra atrapalhar

1. Você pode seguir seus sonhos depois, mas agora você precisa de estabilidade e aprendizado
Depois? Quando é “depois”? “Depois” não é um dia, é uma generalização de um tempo que nunca chegará.

Hoje é único dia que você tem garantia. Hoje é o único dia que você pode começar a fazer alguma diferença na sua vida e correr atrás dos sonhos é o que a vida se trata.

Portanto, não seja irresponsável. Não espere até “depois”. Faça de hoje o primeiro dia do resto da sua nova vida.

2. Você está completamente ferrado se não der certo
Errado! Essa é uma grande pilha de m****. Você não chega nem perto de se ferrar.

Na verdade, o pior que pode te acontecer se não der certo é você voltar a fazer exatamente o que está fazendo agora.

3. É mais seguro seguir no seu emprego
Com certeza, mas sabe o que é ainda mais seguro? Ficar em casa, se trancar no quarto e nunca mais sair de lá. Mesmo assim, você acabou de desperdiçar sua vida e deu descarga nos seus sonhos.

Lembre-se, mais seguro nem sempre quer dizer melhor.

4. Isso é impossível!
Algo só é impossível se você não fizer nada sobre isso.

A razão pra algumas coisas parecerem impossíveis é o fato de ninguém ainda ter feito. Mas isso não significa que com você isso não será possível no futuro.

Se você se dedicar ao resultado, QUASE tudo é possível. Porém você precisa querer o suficiente pra fazer acontecer.

5. Só poucos sortudos conseguem
Isso porque poucos sortudos soltaram o freio de mão e fizeram algo! Eles tiveram coragem, determinação e força de vontade que você tem agora. Você pode ser um deles. Isso depende de você. Só de você.

6. Você pode falhar e falhar é ruim
Falhas são etapas para o sucesso. Ou você é bem sucedido ou você aprende algo, é um ganha-ganha.

O maior erro é não fazer nada por medo de cometer erros. Se você não sabe lidar com a falha, provavelmente não conseguirá lidar com o sucesso.

7. Você não tem acesso aos recursos certos
Não é uma questão de ter recursos, é uma questão de usar os recursos que você já tem.

Stevie Wonder é cego, então ele usou sua audição na paixão pela música e agora tem 24 Grammys pra provar isso. Sacou?

8. Você precisa guardar mais grana antes de começar
Você não precisa de mais dinheiro. Precisa de um plano e um orçamento.

Elimine TODOS os custos não-essenciais da sua vida. Se correr atrás do sonho requer que você largue seu emprego, descubra o mínimo que você realmente precisa pra viver.

Estudar aqueles que tiveram sucesso também ajuda, mas acima de tudo, vá com calma.

Não seja tolo e assuma que já tem o dinheiro necessário ou que precisa sair hoje do emprego. Ao invés disso, pergunte a si mesmo “O que eu preciso fazer com o dinheiro e recursos que já tenho que vão me deixar mais perto da minha meta?”.

9. Você não precisa de ajuda, é mais esperto ir sozinho
Você é a soma das pessoas que você passa mais tempo. Se você anda com as pessoas erradas, isso te afetará negativamente. Porém, se você anda com as pessoas certas, você ficará muito mais capaz e poderoso do que sozinho.

Encontre sua tribo e trabalhe com essas pessoas pra fazer a diferença na vida de todos.

10. Isso parece que vai dar muito trabalho
Pode ter certeza que sim! Mas isso não quer dizer que não vale a pena.

Eu acho que sucesso depende de um fator principal: achar um trabalho árduo que você goste de fazer.

Enquanto você seguir seus objetivos, interesses, valores e sonhos, você encontrará o sucesso através da paixão. Talvez o mais importante, você não acordará daqui a alguns anos, na carreira errada, pensando “Como que eu vou conseguir trabalhar nisso pelos próximos 30 anos?!?

Portanto, se você tiver trabalhando muito e gostando disso, não pare, você está no caminho de algo grandioso. Trabalho não parece trabalho quando você se foca nas suas paixões e sonhos.

Conclusão
Existem muitos mitos sobre empreendedorismo. Por isso, mais importante do que ouvir a “opinião popular”, ter contato com empreendedores mais experientes pode fazer muita diferença.

Por sinal, dia 28/05/2011 começa o Mockup, nosso curso online sobre como começar sua empresa.

O curso será dado por nós e contaremos como foi nosso aprendizado desde a concepção da ideia da Empreendemia até dicas de sobrevivência pro dia-a-dia.

Se você quer começar sua empresa de base tecnológica ou quer reavaliar estratégias de crescimento, aproveite a chance de aprender com nossa experiência. Confira a grade do curso aqui.

Caso tenha alguma dúvida, veja mais informações ou mande um e-mail pra millor@empreendemia.com.br.

Abraços,
Millor Machado (sem medo de seguir meu sonho)

Como se inserir no mercado

Desenvolvimento de produtos: Como se inserir no mercado

Digamos que você tenha desenvolvido um megaultramaster produto, a pergunta que fica é: Como fazer com que esse produto seja conhecido e comprado por um trilhão de pessoas?

Digamos que você tenha desenvolvido um megaultramaster produto, a pergunta que fica é: Como fazer com que esse produto seja conhecido e comprado por um trilhão de pessoas?

No caso da Empreendemia, começamos a empresa sem conhecer absolutamente ninguém do mercado de redes sociais e em pouco menos de um ano conseguimos criar uma marca forte, o que facilitou muito a entrada do nosso produto no mercado.

Pra aproveitar o momento nostalgia, confira uma foto do primeiro dia de trabalho da Empreendemia.

Como se inserir no mercado

Muitos tentam, poucos conseguem

Sua reputação é tudo que você tem
Apesar das diversas teorias sobre o que é uma marca, para nós marca = reputação. Ou seja, a marca representa a percepção que as pessoas (mercado) têm sobre sua empresa.

Como bom empreendedor alça-de-botas, você precisa ter em mente a seguinte frase:

“Minha reputação irá me seguir onde eu for, investirei nela todos os dias e a protegerei ferozmente.” Seth Godin

Acima de qualquer campanha publicitária, sua marca é construída a partir do seu trabalho no dia-a-dia.

Pegue uma carona com quem já tem reputação
Além de colher feedbacks sobre o conceito do nosso produto, sabíamos que os experts do mercado poderiam nos apresentar a outros experts e ajudar muito na construção da marca.

Para conseguir o contato desses seres de outro mundo chamados de experts, usamos a boa e velha cara de pau. “Oi Sr. Norris! Tudo bem? Temos um projeto e queremos ouvir seus feedbacks. Podemos marcar uma conversa para te apresentar a ideia?“.

Depois de conquistar a simpatia de um expert, pedíamos indicações de outras pessoas que poderíamos conversar. Essas indicações facilitaram muito todo o processo. Veja mais no artigo A importância do contato com os experts.

Comece a vender o mais rápido o possível
Olhando pra trás, uma das poucas coisas que posso dizer que poderíamos ter feito diferente foi a escolha do momento em que começamos a vender. Podíamos ter começado muito antes.

Mesmo que a empresa tenha capital suficiente para sobreviver sem vendas, ter clientes pagantes é o maior indicador de que seu produto está indo no caminho certo. Anda digo mais, você não precisa esperar seu produto estar pronto para começar a vendê-lo.

Nossa primeira venda foi feita na época em que tudo que tínhamos era um desenho de como seria o Empreendemia Premium. Nosso trabalho anterior de construção de marca foi essencial para que Rafael Zatti, nosso primeiro cliente, confiasse em nosso produto mesmo antes dele estar pronto. Além disso, ainda fez questão de registrar que foi nosso primeiro cliente (confira). Valeu Rafael!

Conclusão: Construa sua marca muito antes do lançamento do produto
Uma coisa é fato: seu produto vai demorar mais do que você esperava para ficar pronto. Sabendo disso, comece a conversar com o maior número possível de pessoas e construa sua marca o mais rápido o possível. Isso facilitará muito seu lançamento.

Abraços,
Millor Machado (com licença, quero entrar no mercado)

Obs.: Esse artigo faz parte da série Desenvolvimento de Produtos sem enrolação. Confira os outros artigos da série aqui.

Ideias inovadoras mudam o mundo

Desenvolvimento de produtos: Como comunicar seu produto

Exceto Tempestade dos X-Men e o Super-homem fazendo a Terra girar ao contrário, ninguém tem o poder de sozinho alterar a natureza. Isso quer dizer que por mais genial que seja seu produto, seus clientes não largarão seus hábitos e o usarão seu produto do dia pra noite.

Exceto Tempestade dos X-Men e o Super-homem fazendo a Terra girar ao contrário, ninguém tem o poder de sozinho alterar a natureza. Isso quer dizer que por mais genial que seja seu produto, seus clientes não largarão seus hábitos e o usarão seu produto do dia pra noite.

Se um produto é realmente inovador, ele exige uma mudança de hábito no cliente, tanto para aprender a usá-lo como no seu uso no dia-a-dia. Se tem uma coisa que as pessoas valorizam são os seus hábitos. Por isso comunicar o produto de forma eficiente é obrigatório para que ele seja adotado pelo mercado.

Ideias inovadoras mudam o mundo

Não é qualquer um que tem o poder de alterar a natureza

Aprenda a comunicar os benefícios do seu produto
Como vimos ontem, a primeira pergunta que seu cliente fará ao ouvir falar da ideia inovadora é: “E como isso me beneficia?“.

Por isso, a primeira coisa que você precisa aprender na hora de vender o produto é como comunicar seus benefícios. Muito mais importante do que suas características técnicas, mostrar como o produto tem impacto no dia-a-dia do cliente é o que diferencia as ideais inovadoras “bacanas” daquelas que realmente dominam o mercado.

Domine o seu funil de vendas
Do ponto em que a pessoa não te conhece até a compra em si, existe um processo chamado funil de vendas. O nome vem do fato de que sempre uma parte das pessoas não passará para a próxima etapa. Veja mais em As 5 etapas que o cliente passa antes de comprar seu produto.

Entender esse processo é fundamental para fazer seu planejamento de marketing e avaliar se suas vendas estão acontecendo de acordo com o esperado. Quanto mais domínio você tiver, mais conscientes serão suas decisões.

Por exemplo, no Empreendemia temos muito claro que a maioria dos nossos novos usuários aparecem a partir das buscas do Google. Desses, 2% fazem o test-drive do Empreendemia Premium. Desses, cerca de 20% finaliza a compra.

Conhecer esses números faz muita diferença no nosso planejamento.

Conheça seus canais de distribuição
Conhecer os canais de distribuição significa definir muito bem como você fará para que o cliente te conheça, passe por todas as etapas do funil, faça a compra e torne-se seu freguês (cliente que compra sempre).

No nosso caso, vimos que era necessário ligar para as pessoas que estavam fazendo o test-drive. Em alguns casos é possível que o cliente compre sem necessidade de interação com a equipe de vendas. Entender como você venderá o seu produto é essencial para analisar se sua empresa é viável ou não.

Conclusão: Sempre melhore seu processo de vendas
Desde os canais de divulgação até como sua equipe dará suporte ao produto, essa relação com o cliente é o que vai fazer seu produto vender, não a tecnologia em si. Por isso, além de um ótimo produto, você precisa de um excelente planejamento de marketing e um processo de vendas muito bem definido.

Além disso, se você quiser se aprofundar no tema e contar com nossa ajuda para desenvolver seu produto, faremos agora em dezembro o curso online Mockup – Desenvolvimento de Produtos sem enrolação em que contaremos como foi o processo de desenvolvimento do Empreendemia e compartilharemos as lições aprendidas.

Se você ainda não se convenceu, confira os depoimentos sobre a primeira turma do Mockup.

Para dar uma atenção especial a todos, as vagas são limitadas. Por isso, inscreva-se já! Confira mais informações sobre o curso.

Abraços,
Millor Machado (comunicando freneticamente)

Obs.: Esse artigo faz parte da série Desenvolvimento de Produtos sem enrolação. Confira os outros artigos da série aqui.

Desenvolvimento de produtos: Metodologia de projeto, Lean Startups

Quando pensamos em empreender, é normal pensar nesse processo:

Quando pensamos em empreender, é normal pensar nesse processo:

  1. Ter uma ideia genial
  2. Manter a ideia em segredo durante o desenvolvimento do produto
  3. Lançar o produto no mercado
  4. Magicamente os clientes vão aparecer procurando pelo produto genial
  5. Dinheiro e fama infinitos

Talvez isso funcione em 0.000000143% dos casos. Porém, convenhamos que você não quer depender da sorte pra ter sucesso no seu produto.

Para diminuir o fator sorte, existe uma metodologia chamada Lean Startups, focada em organizar as etapas do desenvolvimento de produtos inovadores. Apesar de ser consideravelmente conhecida na área de internet, ela se aplica a qualquer tipo de produto em que não existe certeza absoluta se os clientes realmente querem o que você vai desenvolver (quase todos).

Desenvolvimento de Produtos

Velocidade é fundamental no desenvolvimento de produtos

Objetivo da metodologia: Reduzir o achismo
Meus pais me acham lindo e me amam independentemente do que eu faça, mas será que o “mercado” também acha o mesmo? Será que posso depender só dessas opiniões para tomar minhas decisões? Provavelmente não.

Basear o desenvolvimento do seu produto apenas no que você (papai/mamãe) acha é pedir para criar um produto que o mercado não queira. Por isso o objetivo da metodologia é te ajudar a conseguir o máximo possível de informações para guiar suas decisões.

Ir rápido não adianta nada se você está no caminho errado
O pensamento de muitos empreendedores é “Sei tudo sobre meu produto e vou desenvolvê-lo o mais rápido o possível. Planejamento é perda de tempo, eu quero mesmo é colocar a mão na massa“.

O único problema desse pensamento é que se você está indo na direção errada, ir mais rápido só serve pra te deixar ainda mais longe do seu caminho ideal.

Pra ir mais rápido, a melhor opção é ir pelo caminho certo. É nesse ponto que um processo bem organizado e sem “achismos” vai te ajudar. Como diria o sábio Ricky Martin “Para dos pasitos adelante, un pasito para atras! Maria!“.

“Tá bom, mas como eu aplico esse negócio no dia-a-dia?”
A primeira recomendação é ler o blog Manual da Startup.  Lá tem muito conteúdo bacana sobre essa metodologia.

A segunda coisa é saber que sua empresa precisa se basear em 3 grandes pilares:

  1. Ouvir o cliente – Para criar algo que o cliente queira, a melhor forma é perguntar pra ele suas demandas e criar o produto a partir disso (leia mais).
  2. Desenvolvimento ágil – Técnicas como SCRUM ajudarão muito a gestão de projetos no dia-a-dia.
  3. Baixo custo na plataforma tecnológica – Existem diversas ferramentas gratuitas (Google Docs, Google Sites, WordPress, Basecamp, etc.) que podem te ajudar a criar uma estrutura muito boa de tecnologia da informação gastando pouco.

Além disso, se você quiser se aprofundar no tema e contar com nossa ajuda para desenvolver seu produto, você pode conferir nosso e-book Desenvolvimento de Produtos sem enrolação, em que contamos como foi o processo de desenvolvimento do Empreendemia e compartilharemos as lições aprendidas.

Abraços,
Millor Machado (sem medo de fazer propaganda do nosso livro)

Obs.: Esse artigo faz parte da série Desenvolvimento de Produtos sem enrolação. Confira os outros artigos da série aqui.

A importância de ideias inovadoras

Desenvolvimento de Produtos: Introdução à inovação

Como inovar ao desenvolver um novo produto

Nunca na história desse país se falou tanto sobre inovação. Se fala tanto, que já não é mais nem um pouco inovador dizer que uma empresa é inovadora. Porém, o que isso significa na prática?

Algumas pessoas definem inovação como uma forma nova de resolver problemas, mas a definição que mais gosto é a de Silvio Meira que diz que inovação é igual a emitir nota fiscal. Aprofundando nesse ponto, penso em inovação como:

“Fazer algo novo, que me leve a emitir mais notas fiscais do que o cara do lado.”

A importância de ideias inovadoras

A felicidade de quem inovou com sucesso

Por um lado, inovar é fácil
A principal vantagem de inovar é fazer algo que ninguém faz e ter um oceano azul todo pra você, sem concorrentes.

Por exemplo, tenho muito orgulho de afirmar que o Empreendemia é a melhor rede social brasileira cujo mascote é um ovo de gravata. Mas o que isso quer dizer?

Por outro, inovar é MUITO difícil
Por mais que seja tentador dizer “Ninguém faz o que nós fazemos“, esse fato normalmente vem acompanhado por “Só temos meia-dúzia (ou menos) de clientes“.

Para superar esse problema, entenda como o cliente reagirá ao seu produto:

  1. O que seu produto faz?” – Podemos descrever o Empreendemia como “Uma plataforma web para acelerar o relacionamento business-to-business” ou dizer “É um Orkut de empresas“. Apesar de botar menos pressão, o 2o discurso é essencial pra que as pessoas consigam nos entender.
  2. Pra que serve isso?” – Você espera que a reação ao seu produto seja “Uau! Que ideia genial!“. Porém, a reação normalmente é “E daí?“. Para vencer isso, mostre de forma clara qual demanda você atende (no nosso caso, aproximar clientes e fornecedores).
  3. “Como isso é diferente do que já existe?” – Se o cliente acha que seu produto é útil (poucos inovadores chegam à essa etapa), ele pensará imediatamente no que já existe. Isso é bom sinal, já que agora sim você pode destacar seu diferencial.
  4. Funciona mesmo?” – Já ouviu falar que quando a esmola é demais o santo desconfia? Seu cliente também. Mesmo que ele se impressione com sua ideia inovadora, é fundamental ter dados e casos de sucesso para mostrar que você consegue entregar o que promete.
  5. Uh-hú! Quero comprar!” – Venda fechada, dinheiro na conta e sorrisos para todos os lados.

Ou seja, superar todas essas barreiras é difícil pacas!

Conheça muito bem o mercado que você quer entrar
Todo empreendedor acha que sua ideia é tão genial que magicamente os clientes baterão na porta e os concorrentes farão de tudo para copiar essa ideia. Na realidade, não é bem assim.

Quanto mais inovadora é a ideia, mais barreiras ela terá que superar. Por isso, conhecer as referências do mercado e entender muito bem qual a necessidade do cliente é mais do que importante, é obrigatório.

Se você tem uma ideia genial para um mercado em que tem pouca experiência, boa sorte!

Conclusão: Inovação é um meio, não o fim
Do mesmo jeito que com um grande poder vem uma grande responsabilidade, com uma grande inovação vem uma grande barreira de entrada. Por isso, tenha consciência de que da ideia inovadora até a riqueza o caminho é longo e cheio de obstáculos.

Abraços,
Millor Machado (lutando para a cada dia emitir mais notas fiscais do que o cara do lado)

Obs.: Esse artigo faz parte da série Desenvolvimento de Produtos sem enrolação. Confira os outros artigos da série aqui.

Os 3 passos para alcançar o “estado da arte”

Ser capaz de desenvolver um produto tão avançado tecnicamente a ponto de falar que ele é “o estado da arte em sua área” é o sonho de muitos empreendedores.

Ser capaz de desenvolver um produto tão avançado tecnicamente a ponto de falar que ele é “o estado da arte em sua área” é o sonho de muitos empreendedores.

O grande problema disso é que muitas vezes o inventor do produto constrói algo tão complexo que acaba sendo útil só pra quem tem o aprofundamento técnico de um especialista. Porém, o mercado que esse produto alcançará será bastante limitado e vai tudo por água abaixo.

Definitivamente “estado da arte” é diferente de “complexo”. Por isso listamos aqui 3 passos para ajudar empreendedores que querem alcançar o estado da arte em suas áreas, mas também não querem complicar a vida do seu cliente.

1- Desenvolva uma tecnologia para resolver um problema (e não que crie um novo)

Pelo menos 97,83% dos seus clientes não se importarão com a tecnologia utilizada pelo seu produto, desde que ele resolva o seu problema e não dê dores de cabeça a ele ou o faça gastar tempo aprendendo como usar o produto.

Algo com uso não intuitivo, por exemplo, tem grandes chances de não ir pra frente. Por isso, sempre tenha seu potencial cliente perto de você na hora de desenvolver um novo produto.

Pra variar, é uma questão de criar uma boa experiência ao seu cliente.

2- Saiba comunicá-lo de forma simples

Conseguir comunicar o seu produto (e pra quê ele serve) de uma maneira simples tem basicamente 3 vantagens:

  • Você gasta menos dinheiro depois orientando sobre o uso ou com devoluções;
  • As pessoas se lembrarão de você como uma solução ‘óbvia’ para aquele determinado problema e;
  • Um cliente que entende e usa facilmente o produto é um cliente feliz, que se torna um cliente fiel e, possivelmente, um entusiasta.

3- Invista muito tecnicamente

A tela do iPhone é o estado da arte em tecnologia de touch-screen e com certeza isso não foi desenvolvido do dia pra noite por qualquer pessoa.

Além de precisar de pessoas com um grande expertise técnico, é preciso também investir em pesquisas e testes para que a tecnologia “estado da arte” vire uma realidade.

Se quiser se aprofundar no assunto, dia 28/05/2011 começa o Mockup, nosso curso online sobre como começar sua empresa.

O curso será dado por nós e contaremos como foi nosso aprendizado desde a concepção da ideia da Empreendemia até dicas de sobrevivência pro dia-a-dia.

Se você quer começar sua empresa de base tecnológica ou quer reavaliar estratégias de crescimento, aproveite a chance de aprender com nossa experiência. Confira a grade do curso aqui.

Caso tenha alguma dúvida, veja mais informações ou mande um e-mail pra millor@empreendemia.com.br.

Abraços,

Luiz Piovesana (trabalhando pra manter o Empreendemia sempre o mais simples e intuitivo possível)

Tire do Papelempreendedorismo no Brasil, queríamos um lugar para demonstração de novos produtos, que provassem que o Brasil é capaz de produzir tecnologias bacanas. Esse é o nosso objetivo na organização do Tire do Papel.

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O que diferencia os empreendedores dos loucos

Como bons entusiastas do empreendedorismo no Brasil, queríamos um lugar para demonstração de novos produtos, que provassem que o Brasil é capaz de produzir tecnologias bacanas. Esse é o nosso objetivo na organização do Tire do Papel.

Como bons entusiastas do empreendedorismo no Brasil, queríamos um lugar para demonstração de novos produtos, que provassem que o Brasil é capaz de produzir tecnologias bacanas. Esse é o nosso objetivo na organização do Tire do Papel.

A única questão é que ver algo que ninguém vê é uma característica em comum que empreendedores inovadores têm em comum com pessoas que não são bem vistas na sociedade, os loucos.

Tire do Papel

Responda a pergunta: “E daí?”
Um fenômeno interessante do mercado de TI é que 97.83% das empresas fala que entrega soluções inteligentes baseadas em plataforma YT4 (ou outra sigla parecida) focadas em otimizar os processos de seus clientes.

O problema é que apesar desse discurso impressionar as pessoas, ele não responde à pergunta “E daí?”, que é o que leva alguém a comprar de você.

Se você quer convencer as pessoas que seu produto é útil, mostre o problema específico que ele resolve e como isso é feito. Confira por exemplo a ótima descrição da Pronto Casei, ganhadora do Tire do Papel 2009:

Plataforma para criação de websites personalizados para casais que estão planejando seu casamento. Mais de 4.000 casais no Brasil todo já usam o Pronto Casei para compartilhar emoções, aproximar pessoas e usufruir diversos serviços e facilidades. Buscamos explorar melhor esse potencial de negócios.

Só acredito vendo!
Existe uma frase que vem na cabeça das pessoas depois delas entenderem os benefícios do seu produto: “Quando a esmola é demais o santo desconfia”.

Para reduzir essa desconfiança, uma boa demonstração do produto faz muita diferença. Por isso é fundamental que você permita test-drives ou pelo menos mostre de forma interativa seu produto funcionando.

Esse é o objetivo da apresentação no Tire do Papel: nada de Power Points cheios de gráficos e estimativas, queremos ver o produto funcionando.

Inovação = emitir nota fiscal
Um produto viável é conhecido popularmente por ser: Bom, Bonito e Barato. Nos passos anteriores você convenceu as pessoas que seu produto é bom e bonito, agora falta mostrar que existem pessoas que o considerem barato o suficiente para pagar por isso.

Como “barato” é uma questão de percepção, o que seu produto precisa é ser comercialmente viável. Quantas inovações muito interessantes não morrem na praia por causa do seu alto custo de produção?

Quanto mais concretas forem as provas de que existem pessoas dispostas a pagar por seus produtos, melhor. Se você ainda não emitiu nenhuma nota fiscal, pelo menos tenha depoimentos de clientes mostrando intenção clara de comprar seu produto quando ele estiver pronto.

Conclusão
A Apple tem uma frase que diz “As pessoas que são loucas ao ponto de achar que podem mudar o mundo, são as que o fazem”. Porém, essa ideia serve apenas para o momento de conceber novas ideias. Na hora de vender, ser considerado louco dificilmente te ajudará.

Se você ainda não tem um produto a ser demonstrado, compre agora seu exemplar do nosso e-book Desenvolvimento de Produtos sem enrolação e comece a desenvolvê-lo.

Abraços,
Millor Machado (lutando a cada dia para não ser considerado louco)

Obs.: Para se aprofundar no tema, confira a metodologia que usamos para desenvolvimento de produtos.