Sócios servem para construirempreendedor de sucesso dos demais? Essa é uma pergunta a qual muitos se fazem e a resposta está justamente no empreendedorismo dessas pessoas. Sim, aquela disposição e iniciativa para mudar a realidade ao seu redor com otimismo e determinação!

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Sócios servem para construir

Sim, sociedade é um casamento que pode sair muito caro. Mas também pode ser fonte de satisfação. Então, tenha sempre em mente que sócios servem para construir.

Caros leitores, este texto é dedicado àqueles que se preocupam em construir relações societárias saudáveis.

Estes, antes de tudo, sabem como poucos, que não cuidar disso é a certeza do fracasso.

Sim, sociedade é um casamento que pode sair muito caro. Mas também pode ser fonte de satisfação. Depende de você.

Em resumo, estar em uma sociedade implica na maioria das vezes em ter de navegar nas armadilhas e nos obstáculos naturais que o gênio humano carrega.

O fato é que, em geral, mesmo que a incidência desta realidade seja extremamente corriqueira, poucas vezes nos preparamos pragmaticamente para lidar com ela.

Equívocos recorrentes

Eventualmente, transformamos o cenário de convívio profissional em uma arena de conflitos, que muitas resulta em rompimentos desnecessários e contraproducentes.

Hoje vamos disponibilizar um roteiro que objetiva:

  • Amortecer o stress em relacionamentos complicados de trabalho, e
  • Destacar alguns paradigmas e equívocos recorrentes que podem desestimular boas parcerias de trabalho.

Amortecendo o stress:

  • Não se esqueça, pessoas extremamente competentes e inteligentes, geralmente não são de fácil convívio;
  • Procure manter o máximo de registros sobre as decisões e posicionamentos comuns diante das várias questões do dia a dia, com especial atenção para os temas estratégicos ou de grande impacto operacional;

Não dramatize desnecessariamente

  • Aprenda a tratar discussões acaloradas como algo normal, sem impactos para o lado pessoal. Passada a discussão atue com o máximo de naturalidade;
  • Não exija comportamentos e posturas perfeitas, sacadas dos manuais do bobajal corporativo. Fuja de decepções desnecessárias.

Filtro e sensibilidade para uma boa percepção

Saiba segregar aquilo que é inaceitável para você, daquilo que entende como normal, ou mesmo recomendável e ideal. Agindo assim, conseguirá abrir mão de “pontos” que estejam em conflito de forma muito mais natural.

Seres humanos são vaidosos na maioria dos casos. Aceite isso

  • Reconheça os êxitos e o sucesso da outra parte;
  • Divida o êxito em comum;
  • Saiba reconhecer os próprios erros, e esteja disposto a se desculpar sempre que necessário;
  • Nunca, em hipótese alguma perca a calma, e nem eleve o tom de voz;
  • Tenha sempre a consciência de que certamente não será o único no seu quadro societário a empenhar esforços. Ou seja, compreenda que para o “outro lado” o difícil talvez seja você mesmo.

Algumas posturas e comportamentos, podem desestimular a mais sinérgica das sociedades:

Sabemos que uma boa sociedade não necessita apenas de uma boa gestão de stress nas relações, mas essencialmente de bom estímulo – sócios servem para construir. E é obvio que isso passa por uma boa calibragem de posturas, comportamentos e interpretação dos fatos.

Neste campo há sempre muito o que se fazer, e no fundo, todos os sócios sabem bem como proceder para garantir uma parceria profissional estimulante. Mas antes disso é importante compreendermos algumas armadilhas, que podem acabar com o seu casamento profissional.

Vamos lá:

  • Deixar a vaidade dar o tom do relacionamento societário. Por mais natural que seja, não condicioná-la a um patamar razoável pode ser muito destrutivo;
  • Não atuar com transparência e clareza do que diz respeito às suas atividades e/ou informações apuradas/controladas diretamente ligadas ao seu escopo de atividades. Uma sociedade se constrói pelo compartilhamento constante;
  • Uma atitude excessivamente controladora e asfixiante. É a típica postura, que geralmente movida por insegurança, resulta no estrangulamento das melhores relações profissionais;
  • Alimentar a concepção de que a sua maneira de ser e de agir são as mais corretas e de que nada que seja alheio ou diferente disso possa funcionar. Você pode perfeitamente ter total confiança no seu próprio modelo de conduta, mas assumir que este seja o único viável pode ser um erro fatal;
  • Não trabalhar com escopos definidos de responsabilidade e apostar na crença de que o caos constrói. O problema aqui é que o caos, geralmente, só produz o próprio caos;
  • Não praticar o diálogo constante para tratar as diferenças. Pode até tomar um certo tempo, e pode também consumir muito da sua escassa paciência, mas tenha a certeza de que problemas escondidos para baixo do tapete, acabam por consumir muito, mas muito mais do que isso;
  • Discussões pesadas e desautorização pública diante dos outros colaboradores. Poucas atitudes poderiam ser mais destrutivas. Tratem as diferenças em conversas reservadas, e dotados de frieza e muita paciência;

Por último, destaco que uma composição societária saudável e produtiva realmente demanda dedicação, paciência, estratégia e maturidade, mas o esforço vale a pena.

Caso não esteja convencido, experimente viver uma sociedade problemática. Aí verá o que é tempo consumido, dinheiro jogado fora, e energia dispendida para solucionar complicações.

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Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial.