quanto custa abrir uma empresa

Quanto custa abrir uma empresa no Brasil?

Nesse post, vamos falar pode ser um empecilho para empreender de primeira viagem: Quanto custa abrir uma empresa no país. Confira!

Nós sabemos muito bem que abrir uma empresa no Brasil não é das tarefas mais fáceis! Seja pela burocracia, seja pela demora do processo ou até pela ausência de esclarecimentos sobre como ele funciona.

Apesar disso, nós, do Saia do Lugar, estamos trabalhando fortemente para que coisas como essa não sejam motivos para você desistir de empreender, através do acesso à informação que seja relevante.

Sendo assim, já lançamos diversos conteúdos para ajudar nessa questão, tal como abrir o CNPJ pela internet, o que é o MEI, como abrir uma microempresa, dentre outros.

Nesse post, vamos falar de outra questão que também pode ser um empecilho para empreender e ainda há um certo desconhecimento sobre o assunto para os empreendedores de primeira viagem: Quanto custa abrir uma empresa no país.

Isso mesmo! Para abrir um negócio é preciso arcar com algumas despesas durante o processo, além dos seus custos de manutenção ao longo de sua vida.

Saber melhor sobre isso é importante, pois se desde o início você não conseguir se planejar em relação aos gastos, há um sério risco de começar as operações da empresa no vermelho. Você não vai querer começar assim, não é mesmo?

Quer saber mais sobre como isso funciona? Então, acompanhe a leitura conosco para sanar todas as suas dúvidas!

Quais são os principais custos para abrir uma empresa no Brasil?

Saiba que nos dias de hoje, pode ser bem mais simples e barato do que parece colocar o negócio para funcionar e dar os primeiros passos. Porém, é preciso começar com o pé direito, pois em tempos de recessão econômica, otimizar tempo e dinheiro é essencial para o sucesso de qualquer empresa.

Porém, é importante atentar-se aos custos envolvidos para cada tipo de empresa. Por exemplo, se a modalidade escolhida for MEI (Microempreendedor Individual), há um pagamento de uma taxa mensal e não o pagamento para abrir o negócio em si.

Para facilitar o entendimento desse processo, dividimos os custos iniciais por tipo: Custos fiscais, capital social, registro de marca, salários e pró-labore, regime tributário e investimento inicial. Acompanhe a descrição de cada um deles:

1. Custos fiscais

Antes de mais nada, saiba que não há um valor exato de quanto custa abrir uma empresa no Brasil, pois ele será diferente dependendo do estado em que ela será aberta. Pois cada um deles tem as suas taxas e também suas políticas de incentivo.

Então, para não ter erro, vale buscar uma ajuda profissional nesse momento. Pode ser de um contador ou de um advogado (Sim, isso já será um custo, mas vale a pena investir nessa orientação).

Podemos dizer que há 4 custos que são básicos ao abrir uma empresa, são eles:

  • DARE: Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais;
  • DARF: Documento de Arrecadação de Receitas Federais;
  • Junta Comercial: que é a taxa destinada ao registro público da empresa;
  • Certificado Digital: que é exigido dos negócios que emitem nota fiscal eletrônica para confirmar a sua autenticidade.

Essas 4 taxas são obrigatórias e o custo não chega a R$500.

2. Capital Social

O Capital Social nada mais é do que o total que será investido para que a empresa possa se sustentar enquanto não tem faturamento suficiente para isso. Então, ele é essencial para iniciar as atividades e também serve como uma espécie de garantia para terceiros.

Esse investimento varia de acordo com a sua capacidade financeira, juntamente com a dos seus sócios, sendo que ele está diretamente ligado à responsabilidade de cada um perante ao negócio.

Além disso, o valor pode variar conforme o tipo de empresa. Por exemplo, se você optar por abrir uma Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) é exigido um capital social de no mínimo 100 vezes o salário mínimo atual.

Essa informação deverá estar registrada no contrato social (que também acarretará em uma despesa para obter esse documento), que precisa ser registrado na Junta Comercial ou em um cartório de pessoas jurídicas (somente quando se trata do formato de Sociedade Limitada).

3. Registro da Marca

A partir do momento em que se escolhe o nome da empresa, além do seu nome fantasia, é preciso pensar também nas questões de registro de marca, principalmente se você quiser exclusividade no uso desse nome ou tem um planejamento de marketing em cima dele.

Mas saiba que antes de pedir o registro, é preciso pesquisar para saber se já não existe uma marca com ele formalizado. Essa pesquisa tem um custo de cerca de R$200.

Caso dê certo realizar o registro, é preciso então que a empresa pague uma taxa para garantir a exclusividade da marca por 10 anos, o que chamamos de primeiro decênio. Esse custo pode variar também, chegando a mais de mil reais.

Há a possibilidade de existirem outras taxas envolvidas nesse processo de registro da marca. Elas podem ser consultadas diretamente no site do INPI.

4. Salários e pró-labore

Apesar da despesa com salários não ser algo que precisa ser feito imediatamente, pois pode-se começar somente com os sócios do negócio, ela é extremamente necessário para que a empresa possa começar suas operações. Até porque, a folha de pagamento terá uma importância significativa nas suas despesas, principalmente nos primeiros meses.

Então, logo de cara evite descumprir qualquer obrigação trabalhista ou contratar mão-de-obra pouco qualificada e barata para economizar. Há um velho ditado que diz que “o barato sai caro” e ele se aplica nesse aspecto.

Outra decisão importante nessa fase inicial é definir o pró-labore, que nada mais é do que o salário a ser pago aos sócios da empresa. Sabemos que ninguém trabalha de graça, então cheguem em um acordo do quanto é possível reduzir essa despesa.

Sendo assim, evite também retiradas de dinheiro do caixa que não foram previstas e defina com os outros sócios uma quantia mensal que seja ideal para o sustento de vocês. Dessa forma, evita-se comprometer a saúde financeira da empresa.

5. Regime tributário

O regime tributário é outro fator que influencia, e muito, sobre o quanto custa abrir uma empresa no Brasil. Não somente na abertura, mas também na manutenção do negócio.

Afinal, será ele quem determinará quais serão os impostos que serão pagos pela empresa todos os meses e anos.

Hoje, existem 3 tipos de regimes tributários no Brasil:

No geral, o regime mais buscado pelos empreendedores é o Simples Nacional, porém há algumas restrições em relação às atividades e tamanho da empresa que podem ser aceitas nesse regime.

Por exemplo, ele define que o faturamento máximo que o negócio pode ter é de cerca de R$3,6 milhões anuais. Ou seja, se a empresa pretende faturar mais que isso, talvez esta não seja a melhor opção.

Então, nada melhor do que buscar ajuda profissional e estudar os tipos de regimes para entender qual é o melhor formato para a sua empresa.

6. Investimento Inicial

Não tem jeito, na maioria das vezes toda empresa precisa de um investimento inicial para começar as suas atividades. Mas fique tranquilo, ele pode se adequar ao seu orçamento.

O custo relacionado ao investimento inicial está relacionado à compra de recursos necessários para iniciar a sua operação. Essas aquisições podem variar, desde móveis, computadores, licenças de software, criação de estoques, dentre outras.

Por isso, para definir o tamanho do investimento inicial, o mais indicado é buscar apoio de ferramentas, tal como o plano de negócios, que se bem elaborado, ajudará o empreendedor a decidir quais são as prioridades da empresa e fazer as aquisições necessárias para isso acontecer.

Além disso, há também o custo com o aluguel e outras despesas da sede. Saiba que essa despesa vai além do custo para abrir a empresa, pois é uma despesa de manutenção do seu funcionamento.

Quais custos podem ser reduzidos?

Você já deve ter percebido que a maioria dos custos dificilmente poderão ser reduzidos, pois grande parte deles são taxas fixas de procedimentos padrões, tal como os custos fiscais e tributários.

Porém, é possível reduzir esse valor de outras maneiras. Uma delas é adotando o tipo de empresa que tenha um custo mais baixo para ser aberta. Mas tome cuidado, pois muitas vezes essa economia pode inviabilizar o funcionamento da empresa no futuro, exigindo uma troca de formato no futuro.

Outra alternativa é reduzir também alguns custos que não são obrigatórios para a empresa funcionar, tal como o registro da marca e também o investimento inicial. Afinal, muitos empreendedores começam somente com o seu computador trabalhando em um espaço de coworking, por exemplo.

Basta estudar e verificar a viabilidade de fazer essas reduções.

Você percebeu que os custos para abrir um negócio varia muito conforme localização e as características do negócio. Portanto, o melhor a se fazer é estudar bastante sobre isso e buscar ajuda profissional.

Pois dessa forma, as chances de você tomar uma decisão errada em relação a isso será muito menor e o que garante que não tenha custos extras no futuro.

Agora que você já sabe o quanto custa abrir uma empresa no Brasil, saiba mais sobre Como elaborar um funil de vendas para pequenas empresas

  • Mario Approbato

    Seria interessante comentar também a corrupção enfrentada pelas empresas nos três níveis, estaduais, municipais e federal. Interpretação subjetivas de leis abarrotam as empresas de multas que ficam à mercê de fiscais nem sempre honestos. Também falta comentar sobre as barreiras para o fechamento das empresas como por exemplo a obrigatoriedade de pagar o ICMS de todo o estoque restante. Há trabalhos de algum tempo atrás que 80 % das empresas abertas no Brasil fecha em um ano. Uma pena.

    • Letícia Nonato

      Bom complemento, Mario!

  • Alexandra Barcellos

    Estou participando do processo de abertura da filial de uma empresa chinesa no Brasil. A burocracia e a malha de impostos complexa, principalmente a trabalhista, quase chegou a fazer com que desistissem em investir em nosso país.
    Sera que um dia, quando a maquina da corrupção for efetivamemte desacelerada (porque pensar em sua extinção completa seria utópico) conseguiremos mudar esse sistema tributario asqueroso que nos “acostumamos” a viver, a duras penas, promovendo enfim um crescimento acelerado desse “gigante adormecido”?
    Acredito que a minha geração não terá o prazer de assistir esse processo….
    Mas, a cada dia, vejo que a era da informação, onde nada mais se faz por “debaixo dos panos” sem correr o risco de ser rastreado, pode conter um pouco mais esta bagunça, e dar inicio a uma reconstrução nesse país.

    • Letícia Nonato

      Alexandra, esperamos que este cenário mude o mais rápido possível! Desejo que seu processo de abertura ocorra tudo bem. Qualquer dúvida, estaremos aqui 😉 Sucesso para você!

    • Alexandra Barcellos

      Mesmo diante da lentidão e burocracia, estamos seguindo com o processo.
      Muito obrigado Leticia!

  • Israel Jonatas

    Eu abrir uma microempresa no final de 2015, pois necessitava do CNPJ para ter acesso ao insumos e também porque o custo dos serviços somaria mais 60 mil ao ano, porém no primeiro meses tive que desistir do empreendimento, por problemas de relacionamento com meu sócio, fiquei com todo o custo, porém sem capital e desempregado até o momento não dei baixa, gostaria de saber o que pode acarreta já que a “empresa” continua ativa, estou preocupado e também caso eu queira retomar com outro negócio o que poderia fazer?