Primeiras impressões: segundo psicóloga de Harvard, pessoas te julgam em segundos

“A primeira impressão é a que fica”. Você provavelmente já ouviu essa frase em algum lugar. Mas quando dita por uma das maiores especialistas em psicologia social e comportamento não-verbal, sabe-se que há embasamento.

Amy Cuddy desenvolve pesquisas em algumas das mais renomadas universidades americanas, como Harvard e Princeton. Ela ficou muito conhecida ao redor do mundo após sua palestra no Ted Talks, na qual fala sobre “poses de poder”.

Neste artigo, você saberá o poder das primeiras impressões e como elas podem moldar a sua própria personalidade. Acompanhe o texto a seguir e saiba como isso pode mudar a sua capacidade de se comunicar.

A linguagem corporal

A comunicação é um dos elementos mais importantes para estabelecer relações sociais. Geralmente, associamos essa palavra ao que foi dito, mas as interações não-verbais também são responsáveis pelo sucesso ou o fracasso dos objetivos do diálogo.

Pense um pouco: o que o seu corpo diz quando você está em contato com alguém? E, reciprocamente, o que os gestos e expressões do outro expressam?

Na natureza, é comum que animais em situação de poder e dominação fiquem em posições “abertas”, demonstrando sua soberania. Primatas, aves, répteis, insetos… Não importa. Todos eles seguem esse padrão.

Segundo os estudos de Amy, os humanos reproduzem esse comportamento. Pessoas com altos níveis de testosterona (o hormônio da dominação) geralmente apresentam-se com braços e pernas esticados e queixo elevado.

Em contrapartida, pessoas com altos níveis de cortisol (o hormônio do stress), estão sempre “encolhidas”, de braços e pernas cruzadas, cabisbaixas e comprimidas.

**O ponto principal da teoria da psicóloga afirma que podemos dominar esse tipo de comportamento “forçando” o nosso corpo a entender a nossa posição de dominância. Ou seja, fingindo. **

Desse modo, exercícios simples como manter uma postura ereta e braços e pernas abertas podem, efetivamente, atuar como catalizadores da auto-confiança.

Sendo assim, nas palavras da própria:

“nosso comportamento não-verbal governa nossos sentimentos e pensamentos e, consequentemente, como as pessoas pensam sobre nós”.

Sim, nosso corpo pode moldar nossa mente. Interessantíssimo, né?

A chave para o sucesso

De acordo com o livro “Presença”, manuscrito por Cuddy, nos ambientes corporativo e acadêmico, é comum que as pessoas tentem passar uma imagem de competência. Porém, há um fator muito mais importante no primeiro contato: a confiança.

Quando há a primeira interação, instintivamente o cérebro humano processa a pergunta: eu posso confiar nessa pessoa? E, apenas após algum tempo, surge uma segunda questão: eu posso respeitar essa pessoa?

Perceba que, no primeiro momento, a cordialidade é muito mais importante do que a competência. De um ponto de vista evolucionário, é mais importante para os seres humanos confiarem em alguém do que, de fato, perceber talento e inteligência no indivíduo.

Portanto, quando se trata de primeiras impressões, tão comuns no mundo dos negócios, a forma que o seu corpo se comunica pode ser o diferencial entre fechar um negócio e deixar o seu cliente com uma pulga atrás da orelha.

Então que tal colocar em prática os exercícios propostos por Amy Cuddy no seu dia a dia? Acredite, vale à pena.

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