O guia em 3 passos para montar e imprimir seu material gráfico

O guia em 3 passos para montar e imprimir seu material gráfico

Saiba os cuidados que devem ser tomados antes de enviar seus arquivos para a gráfica para garantir uma boa impressão dos seus materiais gráficos.

Não é mais segredo pra ninguém que uma identidade visual bem construída e um bom material gráfico são muito importantes para quem quer passar uma imagem mais profissional para os clientes e vender mais. Já até escrevemos sobre isso em outro post: “Vender mais: o grande segredo do material de escritório”.

Por isso sempre recomendamos a contratação de bons profissionais da área para elaboração e impressão do seu material.

Mas se no momento realmente não é possível contratar alguém para cuidar disso ou você quer saber mais do assunto, preparamos algumas dicas básicas para garantir qualidade na impressão de material gráfico.

Use um programa adequado para elaborar seu material
Prefira programas que constroem imagens vetoriais como Adobe Illustrator ou Corel Draw para evitar problemas na hora de impressão. Esses tipos de imagens e textos podem ser impressos em qualquer tamanho sem perder a qualidade na impressão. O importante é não usar programas como Paint ou Powerpoint para construir materiais que serão impressos porque a chance de a qualidade ficar bem ruim é grande.

Um detalhe importante a se fazer nesses programas é “converter textos em curvas”. Essa conversão consiste basicamente em transformar o texto em uma imagem vetorial. Isso é essencial na hora de enviar para a gráfica porque ela pode não ter a mesma fonte que você usou no seu computador, e ai tudo fica diferente do que você fez. Ao transformar em curvas, você evita qualquer tipo de incompatibilidade na gráfica e garante que todos os textos fiquem do jeito que você planejou.

Detalhe: uma vez convertido o texto em curvas, não dá pra fazer o processo contrário depois. Por isso é recomendado deixar essa etapa por último, depois de conferir tudo.

Configure bem cores e tamanhos
Esse é um tópico que costuma dar dor de cabeça até para os mais experientes. O primeiro passo é garantir o uso do sistema de cores certo. Caso contrário, pode proporcionar grandes diferenças de cor do seu arquivo para a versão impressa. Os dois sistemas que lidamos mais no dia a dia são o RGB e o CMYK. O RGB conta com 3 cores básicas (vermelho, verde e azul), e é usado em meios digitais (monitores, Tvs). Já o CMYK é um sistema baseado em 4 cores básicas (ciano, magenta, amarelo e preto), e é usado nas impressoras.

Para garantir então maior fidelidade de cores na impressão, é necessário ter certeza que ao enviar o arquivo para a gráfica, as cores já estão no padrão CMYK. Ainda assim pode haver pouca variação nas cores, mas você já evita grandes surpresas.

Outro detalhe importante é o tamanho da arte e suas margens. A área de impressão é aquilo que você realmente quer imprimir. A sangria é a margem externa à área de impressão, onde a arte “vaza” para fora, evitando bordas brancas. Normalmente se usa 3 a 5mm em cada margem. E a margem de segurança é uma margem interna, uma distância segura dentro da área de impressão para garantir que os elementos gráficos não sejam cortados na hora do corte.

Com isso você evita que cortes irregulares prejudiquem a sua arte.

Vale a pena pedir uma amostra física da impressão para ter certeza que as cores e tamanhos estão bem definidos. Talvez você tenha que pagar um pouco a mais por essa prova, mas vale a pena.

Escolha o papel adequado
A escolha do tipo do papel e da sua gramatura dependem da mensagem que você quer passar com aquele material gráfico e o orçamento disponível para a impressão.

Existe uma infinidade de papéis e é impossível nos aprofundar em cada um deles. Mas os tipos de papel mais comum são o offset, couchê, supremo e especiais. O offset é um papel muito simples, muito usado em panfletos de rua, livros e receituários.

O couchê é o papel comum de melhor qualidade. É usado em panfletos, folders, cartão de visitas, capas, etc. Atualmente praticamente todas as gráficas usam. O supremo é um intermediário entre o offset e o couchê, enquanto os especiais são para usos muitos específicos, e por isso costumam ser melhores e muito mais caros que os outros.

Um outro detalhe do papel é sua gramatura, que consiste basicamente em sua densidade (“peso” do papel). Simplificando, quanto maior a gramatura, mais grosso o papel.  As gramaturas mais comuns são:

  • 75-90 g/m²: uso doméstico ou panfletos de menor qualidade
  • 120-150 g/m²: uso em panfletos
  • 180 g/m²: cartolinas e cartões de visita de menor qualidade
  • 210-300 g/m²: cartões de visita, catálogos, capas de livros

Conclusão

Cuidando desses 3 detalhes já é possível evitar surpresas desagradáveis com a gráfica. Entretanto, de nada adianta fazer uma arte bacana, preparar o material certinho para impressão e escolher uma gráfica ruim. A impressão vai ficar sem qualidade de qualquer maneira.

Abraços,

Gabriel (fazendo o possível para que nossos leitores tenham excelentes materiais de venda)

  • Bald Gus

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