o fim do boleto sem registroempreendedores. Mas, convenhamos, o importante é saber que esta providência é necessária e correr atrás das informações e procedimentos, antes que seja tarde!

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O fim do boleto sem registro: 7 coisas que você precisa saber

A notícia sobre o fim do boleto sem registro pegou muita gente de surpresa.

A notícia sobre o fim do boleto sem registro pegou muita gente de surpresa.

Para quem ainda não sabe, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) vem trabalhando há algum tempo no Projeto Nova Plataforma de Cobrança, que prevê alterações sensíveis na modalidade.

O essencial que você precisa saber sobre o fim do boleto sem registro:

#01 – Pagar boleto sem registro só no banco emissor

A Febraban informa que “os boletos de cobrança oriundos de cobrança sem registro somente poderão ser recebidos pelo Banco Beneficiário (emissor)”.

Então é assim: a cobrança sem registro não deixará de existir para quem tem o convênio. Mas o boleto só poderá ser pago no banco onde foi emitido. Em outras palavras, se você emitiu pelo Bradesco, seu cliente só poderá pagar o boleto no Bradesco. É… nada prático, né?

#02 – Os bancos não oferecem para mais ninguém

Já que citei no item anterior sobre quem já tem o convênio, é importante dizer que desde junho de 2015 os bancos não oferecem mais a cobrança sem registro para clientes novos.

E que o início da operação da base centralizadora de títulos tem início em janeiro de 2017. Até lá, sua empresa, se ainda usa a carteira sem registro, vai receber alguns e-mails e ligações do seu gerente, tentando te fazer migrar o mais rápido possível.

#03 – Por que o boleto sem registro vai acabar?

O argumento da Febraban é que o projeto Nova Plataforma de Cobrança visa trazer mais transparência e segurança ao mercado de pagamento. Um dos principais objetivos é reduzir as fraudes de boleto, muito comuns ainda.

Este golpe consiste em alterar o código de barras da cobrança, desviando, assim, o pagamento para outra conta bancária. O golpe costuma ser feito através de um vírus instalado na máquina do consumidor final – que altera o código do boleto.

Os bancos alegam também que sofrem com inconsistências advindas desta modalidade sem registro. Isso acontece quando o cliente muda o valor do boleto ou mesmo a data de vencimento.

De acordo com a Febraban, mais de 1 bilhão deste tipo de ocorrência é registrado por ano.

#04 – Vai ficar mais caro?

A resposta é: sim, é muito provável que sim. A carteira com registro sempre foi e deve continuar mais cara que a sem registro.

Se o boleto sem registro era amplamente usado por só ter uma taxa (a de liquidação), na modalidade com registro o banco pode taxar de várias formas: na emissão (geração), na liquidação, por permanência, por baixa manual (cancelamento), alteração de dados e por protesto.

Portanto, negocie muito bem com o seu banco e conheça todas as taxas cobradas!

#05 – Mais burocracia

Além de mais caro, vai ficar também mais burocrático. Isto porque as cobranças precisam ser registradas no banco – na modalidade sem registro isso não é necessário. Então, funciona assim, se você usa um sistema de gestão: é preciso enviar um arquivo ao banco informando e registrando as cobranças (este arquivo é chamado de remessa).

Mas existem alternativas para evitar essa burocracia. Sistemas de gestão como o Superlógica Assinaturas (ERP para gestão de pagamentos recorrentes) estão integrados a soluções de pagamento – e tudo fica automatizado, tanto o envio da remessa quanto a leitura do retorno. Não é preciso nem enviar e nem receber arquivos do banco. O software se encarrega deste trabalho manual.

Outro ponto importante: nos boletos registrados, é obrigatório constar CPF ou CNPJ do pagador. Se você ainda não tem esses dados de todos os clientes, é bom já correr atrás, para não ter problemas lá na frente.

#06 – Já pensou em usar cartão de crédito para receber?

Muita gente já está bastante acostumada a pagar várias contas no cartão de crédito, certo? Eu mesmo pago diversos serviços como TV a cabo, Netflix, Spotify e até academia direto no cartão. E isso deve ganhar corpo cada vez mais – especialmente se as taxas tornarem-se mais atrativas para as empresas.

Por processar de forma automática o pagamento, a inadimplência em negócios que utilizam apenas o cartão de crédito para receber é bem menor. É claro que isso tem um custo – as taxas variam de 2% a 5%, dependendo do volume transacionado. Faça as contas e veja o que é mais interessante. Aproveite para ler este artigo que fala sobre os prós e contras do cartão de crédito e do boleto bancário.

#07 – Você sabe quantos boletos são gerados no Brasil?

E, pra finalizar, você sabe o montante de títulos emitidos no Brasil? De acordo com a Febraban, são emitidos cerca de 3,6 bilhões de boletos por ano. Destes, 40% são boleto sem registro.

Carlos Eduardo Moura –Empreendedor, fã de David Bowie e Chief Growth Officer da Superlógica