metas smart

Metas SMART: Como criar metas inteligentes em seu planejamento

Te ensinamos aqui o método de metas SMART para quem quer saber mais sobre como criar metas em seu planejamento empresarial. Confira!

“Dividir para conquistar”

Apesar de não termos citado essa frase épica quando falamos sobre os fundamentos do Planejamento, explicamos sobre a importância de quebrar os objetivos do plano em pedaços menores, ajudando a:

  1. Acompanhar o progresso da empresa
  2. Definir as tarefas de cada dia

Estes pequenos objetivos, quebrados em partes menores, são as famosas metas.

Matematicamente:

Metas alcançadas = objetivo final alcançado = empresário felizão

Para que ‘bater metas’ realmente influencie a felicidade final do empresário, é essencial conseguir defini-las de uma maneira inteligente.

Pela utilidade (e também pelo trocadilho), utilizamos o método SMART de criação de metas.

Entendendo as metas SMART:

Para representar o progresso, um planejamento smart deve ser:

  1. Específica;
  2. Mensurável;
  3. Alcançável;
  4. Relevante;
  5. Temporal;

Agora que já sabe quais são os pontos que devem ser avaliados, vejamos cada uma deles de forma mais detalhadas:

1. Específica (Specific)

Especificar uma meta significa tirar quaisquer possibilidades de ambiguidade ou mal entendimento dela, a fim de facilitar a criação de atividades e a avaliação da meta no futuro.

A equipe responsável por bater essa meta deverá saber: o quê é esperado, o porquê da existência dela (seu propósito, para quê ela servirá), quem são os envolvidos, o lugar e quais são os requisitos e limitações (ex.: R$50.000 de faturamento vs. aumentar as vendas).

2. Mensurável (Measurable)

O que não se mede não é gerenciável.

Essa frase mostra a importância de uma meta não só ter um critério para definir se ela de fato foi alcançada, como também desse critério poder ser medido.

Por exemplo, uma meta ruim nesse caso é “melhorar as nossas propostas para clientes”; já a versão bacana dela seria “diminuir em 50% o tempo de atendimento/construção de nova proposta”.

E não custa deduzir que “uma meta que não é mensurável nunca será alcançada”.

3. Alcançável (Attainable)

Nem fácil, nem difícil demais – evite os extremos.

De nada adianta uma meta tão alta que é impossível de ser alcançada, pois desmotiva a equipe e faz que a meta se torne inútil. Também não é nada frutífera uma meta tão baixa que não exigirá nada da equipe e trará uma falsa sensação de dever cumprido.

Claro, acertar na mosca é muito difícil e, por isso, defendemos bastante aqui a agressividade nas metas, já que quanto mais importantes elas são, mais maneiras você descobrirá para torná-las realidade. Ou seja, é melhor errar atirando um pouco mais pra cima, do que mirando para o chão.

4. Relevante (Relevant)

Uma boa meta é aquela cujo propósito trará progresso à empresa.

Usando o exemplo anterior “diminuir em 50% o tempo de construção de novas propostas”. Essa meta só será relevante caso a demora em entregar novas propostas esteja segurando novas vendas; ou se ao diminuir esse tempo você conseguirá economizar consideravelmente os seus custos sem prejudicar qualidade ou faturamento.

Alguns critérios para avaliar a relevância de uma meta são: impacto nas métricas principais (faturamento, nº de clientes etc.), momento (timing) e se faz sentido em conjunto com as demais metas.

Na prática, só você, caro(a) empreendedor(a), saberá se a meta é relevante para a sua empresa.

5. Temporal (Time-bound)

É tudo uma questão de prazo. Como metas smart são passos intermediários no planejamento, se você não organizá-las por tempo, com certeza o seu plano final será diretamente prejudicado.

Para ilustrar, coloco um trecho de um artigo chamado “Uma tarefa sem prazo é uma tarefa que nunca será feita”, escrito por Jeremy Wright:

Existe uma coisa do mundo dos negócios que é importante ser aprendida cedo por um empreendedor: “O trabalho se expande para preencher o tempo disponível para ser concluído”. Isso é conhecido como a Lei de Parkinson e significa que prazos nos motivam.

Sem prazos, o esforço para completar uma tarefa é ou superestimado ou ignorado. Com isso, o empreendedor fica enrolando ao invés de sentar a bunda na cadeira e fazer o projeto sair.

Quando um prazo razoável é definido, ele cria uma referência psicológica. No fundo de sua mente, o empreendedor sabe que se deixar passar aquele prazo será necessário assumir o erro e explicar para os outros membros da equipe o porquê daquela tarefa não ter sido feita. Isso é uma experiência vergonhosa e desconfortável.

Use prazos a seu favor e nunca aceite a mentalidade “Vou fazer isso quando tiver tempo”. Como Parkinson nos lembra, uma tarefa sem prazo nunca será feita.

Pensando no progresso da sua empresa, para ser produtivo nas tarefas que você e sua equipe realizam no dia a dia, garanta que elas correspondam a metas bem construídas do seu planejamento.

Abraços,
Luiz Piovesana (porque planejamento não é nada sem metas inteligentes)

p.S.: recomendo também o artigo As 2 lições de planejamento que aprendi com Garrincha.