Liderança

Ser um grande líder não é nada fácil!

Tenha sempre em mente que a principal função de um líder é realizar a gestão de pessoas e isso afeta diretamente no resultado que toda a equipe entrega para o negócio.

Com o nosso conteúdo, vamos te ajudar a gerir melhor a sua equipe e a lidar melhor com o tipo de liderança que você exerce te mostrando as melhores práticas e ferramentas que vão facilitar a sua gestão.


empreendedorismo, aperto de mão

Empreendedorismo: o pantanoso mundo das sociedades

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial.

Caros leitores, antes de tudo preciso trazer um alento imediato àqueles que se consideram “difíceis”, ou que estejam dentro de uma sociedade composta por relações repletas de arestas.

Lá vai: pessoas competentes, com espírito de iniciativa e liderança, aguerridas pelos seus sonhos e tomadas de senso crítico, são sim, em geral, pessoas difíceis.

Sociedades são relações muito complexas

Em resumo, estar em uma sociedade implica na maioria das vezes em ter de navegar nas armadilhas e nos obstáculos naturais que o gênio humano carrega.

O fato é que, em geral, mesmo que a incidência desta realidade seja extremamente corriqueira, poucas vezes nos preparamos pragmaticamente para lidar com ela.

Um erro recorrente

Transformamos o cenário de convívio profissional em uma arena de conflitos, que muitas vezes tornam-se insuportáveis, resultando em rompimentos desnecessários e contraproducentes.

Neste artigo, vamos começar por um roteiro que objetiva amortecer o stress em relacionamentos complicados de trabalho, e finalizar com uma lista sobre alguns paradigmas e equívocos recorrentes de interpretação e postura que podem desestimular boas parcerias de trabalho.

Amortecendo o stress:

  1. Não se esqueça, pessoas extremamente competentes e inteligentes, geralmente não são de fácil convívio;
  2. Procure manter o máximo de registros sobre as decisões e posicionamentos comuns diante das várias questões do dia-a-dia, com especial atenção para os temas estratégicos ou de grande impacto operacional;

Não dramatize desnecessariamente

  1. Aprenda a tratar discussões acaloradas como algo normal, sem impactos para o lado pessoal. Passada a discussão atue com o máximo de naturalidade;
  2. Não exija comportamentos e posturas perfeitas, sacadas dos manuais do bobajal corporativo. Fuja de decepções desnecessárias.

Filtro e sensibilidade para uma boa percepção

  1. Saiba segregar aquilo que é inaceitável para você, daquilo que entende como normal, ou mesmo recomendável e ideal. Agindo assim, conseguirá abrir mão de “pontos” que estejam em conflito de forma muito mais natural.

Seres humanos são vaidosos na maioria dos casos. Aceite isso.

  1. Reconheça os êxitos e o sucesso da outra parte;
  2. Divida o êxito em comum;
  3. Saiba reconhecer os próprios erros, e esteja disposto a se desculpar sempre que necessário;
  4. Nunca, em hipótese alguma perca a calma, e nem eleve o tom de voz;

Tenha sempre a consciência de que certamente não será o único no seu quadro societário a empenhar esforços.

Ou seja, compreenda que para o “outro lado” o difícil talvez seja você mesmo.

Algumas posturas e comportamentos, podem desestimular a mais sinérgica das sociedades:

Sabemos que uma boa sociedade não necessita apenas de uma boa gestão de stress nas relações, mas essencialmente de bom estímulo.

E é obvio que isso passa por uma boa calibragem de posturas, comportamentos e interpretação dos fatos.

Neste campo há sempre muito o que se fazer, e no fundo, todos os “sócios” sabem bem como proceder para garantir uma parceria profissional estimulante.

Mas antes disso é importante compreendermos algumas armadilhas, que podem acabar com o seu casamento profissional.

Vamos lá:

  1. Deixar a vaidade dar o tom do relacionamento societário.Por mais natural que seja, não condicioná-la a um patamar razoável pode ser muito destrutivo;
  2. Não atuar com transparência e clareza do que diz respeito às suas atividades e/ou informações apuradas/ controladas diretamente ligadas ao seu escopo de atividades.Uma sociedade se constrói pelo compartilhamento constante;
  3. Uma atitude excessivamente controladora e asfixiante.É a típica postura, que geralmente movida por insegurança, resulta no estrangulamento das melhores relações profissionais;
  4. Alimentar a concepção de que a sua maneira de ser e de agir são as mais corretas e de que nada que seja alheio ou diferente disso possa funcionar. Você pode perfeitamente ter total confiança no seu próprio modelo de conduta, mas assumir que este seja o único viável pode ser um erro fatal.
  5. Não trabalhar com escopos definidos de responsabilidade e apostar na crença de que o caos constrói. O problema aqui é que o caos, geralmente, só produz o próprio caos.
  6. Não praticar o diálogo constante para tratar as diferenças.Pode até tomar um certo tempo, e pode também consumir muito da sua escassa paciência, mas tenha a certeza de que problemas escondidos para baixo do tapete, acabam por consumir muito, mas muito mais do que isso.
  7. Discussões pesadas e desautorização pública diante dos outros colaboradores. Poucas atitudes poderiam ser mais destrutivas. Tratem as diferenças em conversas reservadas, e dotados de frieza e muita paciência.

Por último, destaco que uma composição societária saudável e produtiva realmente demanda dedicação, paciência, estratégia e maturidade, mas o esforço vale a pena.

Caso não esteja convencido, experimente viver uma sociedade problemática.

Ai sim verá o que é tempo consumido, dinheiro jogado fora, e energia dispendida para solucionar complicações.

Boa sorte

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8 Lições de empreendedorismo com a série The 100

8 Lições de empreendedorismo com a série The 100

Quem acompanha a série do canal americano CW, The 100, provavelmente já está sofrendo de uma pequena abstinência, já que quinta-feira passada foi a season finale da terceira temporada.

Quem acompanha a série do canal americano CW, The 100, provavelmente já está sofrendo de uma pequena abstinência, já que quinta-feira passada foi a season finale da terceira temporada.

Enquanto aguardamos ansiosamente o começo da próxima temporada, por que não tirar umas boas lições de empreendedorismo da série?

Sim, pode parecer um pouco estranho pensar que um programa de ficção de cientifica, que se passa num futuro muito fora da nossa percepção, possa ajudar a sermos melhores empreendedores.

Mas, acredite, a série é tão completa que fica difícil escolher quais pontos abordar! Veja agora como a série vai tornar você um empreendedor ainda melhor. Confira!

Mas eu não assisti a série

Se você não assistiu, deveria. Mas vou fazer um pequeno resumo para que você entenda melhor as lições que ela passa.

The 100 se situa em um futuro no qual a Terra é inabitável, ou assim se acredita, devido ao alto nível de radiação decorrente de bombas nucleares.

As personagens moram em uma estação espacial chamada Arca que, por 100 anos, vem sendo a casa dos seres humanos que sobreviveram às bombas nucleares.

Porém, com o grande número de pessoas morando na estação espacial, o ar começa a não ser o suficiente para todos os habitantes. O que leva os seus lideres a tomarem uma decisão difícil: enviar 100 pessoas — consideradas marginais — para a Terra.

E é ai que a série começa a ficar muito interessante.

Os enviados à Terra, ou Skaikru como são chamados, passam por inúmeros dilemas, conflitos, desafios e descobertas, que podem e devem servir de exemplo e lição para àqueles que embarcam no novo mundo do empreendedorismo.

Lições de empreendedorismo

Os Skaikru podem nos ensinar muito, então vamos começar com as lições?

1. Não desista fácil, continue lutando

Começar um negócio não é fácil. Não importa se você vai criar uma empresa com poucos funcionários ou se vai voar solo, você terá momentos muito difíceis.

Assim como em The 100, que as personagens sempre são pegas de surpresa — seja por falta de ar na Arca ou por terráqueos que habitavam a terra que eles acreditavam estar vazia —, não desista.

Na série elas estão sempre procurando novas saídas e novas estratégias, já que desistir não está dentro de seu vocabulário.

Você que quer empreender deve seguir a mesma lógica. Nunca desistir.

Se o plano que você fez não está funcionando, faça outro. Se a equipe que você juntou não está rendendo bem, mude. Não importa o que aconteça, não coloque a desistência como uma opção.

Perseverança deve ser o lema de qualquer pessoa que esteja começando a empreender.

2. Tenha iniciativa

Quando os Skaikru chegam à Terra eles têm que praticamente construir uma vila do zero. Nessa hora várias personagens tomam a iniciativa de ir atrás de materiais e comida, e se disponibilizam a construir muros e tendas.

Quando se tem uma ideia e queremos começar a empreender temos que construir nosso negócio do zero também, e é ai que entra a iniciativa.

De nada adianta você ter uma ideia incrível na cabeça mas não fazer nada para que ela saia do papel. Iniciativa é o que faz alguém deixar de ser um sonhador para se tornar um empreendedor.

3. Saiba planejar e gerir

Constantemente vemos os líderes planejando e fazendo uma boa gestão na série. Estão sempre atentos às necessidades dos moradores tanto da Arca quanto dos Skaikru.

Analisando os abastecimentos de comida, medicamentos, peças necessárias para desenvolver novos equipamentos, munição, etc.

Também vemos os comandantes sempre planejando estrategicamente formas de atacar ou se aproximar de inimigos e outros grupos.

No mundo do empreendedorismo também é assim.

O empreendedor deve sempre estar atento às necessidades do seu negócio e formas de supri-las. Assim como, também, deve estar atento à concorrência e possíveis alianças.

Por isso sempre faça um benchmark para conhecer bem o que os seus competidores estão oferecendo para conseguir fazer um bom plano estratégico.

4.Acredite em você mesmo

Durante o seriado a personagem Clarke bate de frente com vários outros personagens, pois tem convicção de que sua opinião está certa, e na maioria dos casos realmente está.

Mas o ponto não é esse. Por acreditar tanto em si mesma Clarke acaba por passar muita confiança e credibilidade aos demais.

O empreendedor também deve agir assim!

Se quer ter sucesso ele deve mostrar a sua equipe que confia em suas opiniões e passar confiança.

Para trabalhar a autoconfiança talvez o empreendedor possa procurar um mentor com quem se sinta confortável para conversar e discutir os dilemas que aparecem.

5. Saiba liderar

Duas das personagens mais queridas da série são as líderes dos respectivos clãs. Dos terráqueos, Lexa e dos Skaikru, Clarke.

Lexa lidera, com muita racionalidade e força, 13 clãs de terráqueos e seus exércitos, sempre lutando para conseguir o melhor para seu povo.

Clarke lidera os Skaikru desde os primeiros passos que deram na terra, tomando decisões e lidando com os temperamentos difíceis dos moradores da Arca.

Tanto Lexa quanto Clarke são líderes natas e mostram que, mesmo em tempos tumultuados é preciso saber tomar decisões com cautela.

Apesar de liderarem grupos opostos e que, em certo ponto, foram inimigos, as líderes souberam quando era hora de juntar forças para lutar contra um inimigo em comum.

Ao se aventurar no mundo do empreendedorismo, os novos navegantes devem ter em mente que saber gerir e liderar uma equipe é o primeiro passo para o sucesso.

O empreendedor precisa desenvolver a liderança e não deve se prender só ao operacional, mesmo que tenha trabalhado a vida inteira para terceiros.

Assim como Clarke e Lexa, ao empreender é necessário saber tomar decisões difíceis em tempos de tempestade, para conseguir a melhor saída para o empreendimento.

É preciso saber fazer alianças certas, escolher bem suas batalhas e saber identificar quanto é necessário mudar a direção da sua estratégia de negócio.

6. Não seja um ditador

Em certo ponto na série um personagem chamado Pike assume, de forma um tanto autoritária, a liderança dos Skaikru. Sua gestão é marcada pelo autoritarismo e pela imposição de normas ditatoriais que acabam prejudicando a convivência do povo Skaikru com os terráqueos.

Por ser um líder ditador, Pike acaba levando por água abaixo todo a harmonia que foi arduamente construída com os terráqueos e prejudica todas as novas alianças que foram feitas.

Um bom líder não deve se comportar como um ditador, que acredita que só a sua visão é correta para seu povo. Às vezes suas convicções podem não ser exatamente o melhor para a sua equipe e podem, inclusive, levá-los a falência.

Por isso o bom empreendedor deve saber considerar a opinião da sua equipe, analisar os insights internos e conseguir tomar decisões baseadas no trabalho de todos envolvidos no seu negócio. não apenas com as certezas da sua cabeça.

7. Coloque o pé no chão

Jaha era o comandante dos Skaikru no espaço, mas quando aterriza na terra ele perde esse posto. Abalado com a perda do filho e com a nova vida na terra, o personagem sai em busca de uma cidade um tanto utópica: a Cidade da Luz. Um lugar onde tudo é perfeito, as pessoas não tem memórias ruins e não sentem dor.

Porém para alcançar esse objetivo de levar todos para a Cidade da Luz, Jaha acaba ficando cego pelo seu sonho e prejudica seu povo por não conseguir colocar o pé no chão. Acaba levando-os à uma guerra desnecessária.

E esse pode ser um dos maiores erros cometidos por novos empreendedores. Não saber colocar o pé no chão.

Empreendedores são sonhadores que resolveram agir, mas as vezes ficam cegos com o objetivo final de alcançar o sucesso e não conseguem enxergar que talvez, as ações que estão sendo tomadas, estão prejudicando mais do que ajudando o empreendimento a crescer.

Então sempre coloque os pés no chão e olhe atentamente ao redor. Analise as decisões tomadas e suas consequências.

Ao contrário do que Maquiavel disse “os fins justificam os meios”, todas as decisões tomadas em um empreendimento devem ser analisadas e bem estruturadas. Não adianta só pensar no sucesso e ignorar as inúmeras consequências.

8. Mulheres no comando

Um ponto visivelmente marcante em The 100 é o fato das mulheres ocuparem lugares de liderança.  Elas são lideres de exércitos, líderes de clãs, cientistas, médicas, soldadas e qualquer outra coisa que desejam ser.

Na série as mulheres são empoderadas e colocadas no mesmo patamar que qualquer personagem masculino.

E não é só na série que as mulheres estão dominando. De acordo com uma pesquisa feita pelo Sebrae o número de mulheres à frente de pequenas e médias empresas é cada vez maior!

Às mulheres que assistem a série: observem todas as personagens femininas e o tamanho da força e determinação que elas carregam, é isso que você precisa para dominar o mundo do empreendedorismo.

Temos um artigo incrível sobre mulheres empreendedoras aqui, não deixe de ler.

Por fim, espero que você que já está empreendendo ou está pensando em embarcar nessa nova aventura tenha se sentido inspirado.

Uma boa leitura para você continuar aprendendo um pouco sobre quais os próximos passos tomar em relação ao empreendedorismo é nosso artigo sobre como atrair investidores para o seu negócio, ou nosso guia completo de como abrir um e-commerce de moda!

May we meet again

Contrate o caráter, treine as habilidades

Contrate o caráter, treine as habilidades

Confira porque é mais vantajoso contratar o caráter e treinar habilidades do que escolher apenas aquele que parece ser o melhor profissional

Esse artigo foi escrito pelo pessoal da Innovia – Consultoria Empresarial

Os processos seletivos de profissionais são cada vez mais completos e complexos. E isso não diz respeito apenas às qualificações técnicas, pois cada vez mais empresas notam a necessidade de contratar uma boa pessoa antes de um bom profissional. Para seguir essa tendência, é preciso pensar nas vantagens de escolher algumas qualidades acima daquilo que parece ser esperado para um profissional — experiência, qualificações e habilidades.

Confira abaixo porque é mais vantajoso contratar o caráter e treinar habilidades do que cair no erro comum de escolher apenas aquele que parece ser o melhor profissional.

Avaliar o alinhamento de valores é crucial
Não há nada pior para uma empresa do que contratar um funcionário que acredita e possui valores totalmente diferentes daqueles pregados pela empresa. É o caso, por exemplo, de um empreendimento que tem abordagem mais humana e que contrata um profissional muito mais focado em resultados — e apenas em resultados.

Além de não desempenhar sua função dentro do esperado, um profissional não alinhado fará com que todos ao seu redor sintam o efeito de um ponto que está fora da curva: atritos, retrabalhos e rixas são apenas alguns dos problemas que surgirão. Com isso, todo o bem-estar do ambiente de trabalho é afetado, trazendo más consequências para a produtividade. Por isso, mais do que fazer um teste de inglês ou de conhecimentos, é preciso conhecer os valores do candidato para ter certeza que tenha a ver com o que a empresa vivencia no cotidiano.

Postura e conduta também são importantes
A ética está muito mais relacionada ao caráter do que a qualquer habilidade ensinada em um curso ou em uma graduação.  A conduta também é importante porque tem a ver com como o funcionário se portará em reuniões, encontros importantes ou almoços com investidores, por exemplo. Uma conduta inadequada pode espantar oportunidades de negócio mesmo que o funcionário não seja responsável pelo contato direto com o público.

Imagine, por exemplo, que o funcionário foi contratado, mas que ao final do expediente use suas redes sociais para reclamar da empresa, da sua conduta e dos seus valores. Embora seja algo feito em sua vida particular, isso pode afetar como as pessoas de seu círculo verão e consumirão a empresa. Por isso, funcionários com uma postura profissional e com uma conduta correta são muito melhores do que os funcionários que usam oportunidades profissionais e colegas de trabalho apenas como degraus de uma escada para o sucesso.

Vá além das qualificações do currículo e das habilidades

Com treinamento, qualquer habilidade pode ser ensinada a um profissional — um novo idioma, a operação de um novo sistema, uma nova linguagem de programação —, mas ter caráter e ética não são passíveis de ensinamento. Por isso, é muito importante ir além do que o currículo apresenta e focar no que o candidato tem a oferecer como pessoa.

O que ele fala, como ele fala e como ele demonstra agir tem muito mais influência no papel que ele desempenhará na empresa do que suas qualificações ou experiências anteriores. Atentar-se a isso significa contratar um profissional de valor para a empresa e que realmente agregará ao local. Portanto, contrate o caráter, treine as habilidades!

Considerando que qualquer técnica pode ser ensinada, é muito mais vantajoso para a empresa contratar um profissional com valores e postura adequados do que o que se mostra apenas mais experiente. Isso porque caráter não pode ser ensinado ou modificado e a falta dele pode resultar em gastos com novos processos de seleção e problemas internos.

Obs.: Créditos da imagem Shutterstock

Perfis para se deletar da sua empresa

Perfis para se deletar da sua empresa

4 perfis que podem atrapalhar muito sua empresa e que valem a pena ser “deletados” da sua equipe

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Todos sabemos sobre a importância das pessoas para qualquer empreendimento ou projeto dignos de serem chamados assim, sabemos também no quanto o mundo corporativo idealiza padrões de comportamento que nada tem haver com seres humanos de carne e osso. Conhecemos também os rótulos que insistem em tornar excessivamente simples, algo complexo como a psicologia humana de um profissional.

Mas neste texto quero fugir de tudo isso, de todo o bobajal corporativo com seus modismos inúteis, e também da perda de tempo em acreditar na existência do profissional perfeito, que só existe nas ficções, filmes e em algumas palestras.

Aqui quero tratar de gente normal e seus respectivos perfis, todos absolutamente reais e fáceis de encontrar no dia-a-dia, mas que devem ser evitados.

Vamos lá:

Perfil 1 – Desonesto Bandidinho
Ele pensa que é muito esperto. Na verdade tem certeza absoluta de que é o mais esperto da empresa. Ele não trabalha, mas faz constantes jogos de performance para provar a necessidade da manutenção do seu emprego. Não só não trabalha com aplicação, mas também não toma decisões, da mesma forma que é desleal com colegas, subordinados e superiores. Ele tem verdadeira adoração pelas iniciativas antiéticas e a dissimulação é o seu modelo operacional cotidiano favorito, repleto de frases feitas e embromação.

Perfil 2 – Alpinista Corporativo
Primo irmão do Desonesto Bandidinho, sua conduta não chega a ser desonesta, mas costumeiramente induz seus contratantes ao erro, uma vez que visa única e exclusivamente a sua ascensão profissional, que em sua ótica se traduz em uma baia melhor, em símbolos corporativos fúteis de status concedidos por seus chefes, ou mesmo no convite cedido pela empresa para participar da palestra de algum guru qualquer.

No lugar de buscar realização e reconhecimento legítimo acompanhado de crescimento profissional sólido e recompensa financeira, ele busca apenas a superficialidade, pois em sua ótica estreita, parecer ser é melhor do que ser efetivamente. As características mais latentes para identifica-lo são a bajulação insistente de superiores hierárquicos e a sua própria instabilidade, uma vez que raramente fica mais de um ano e meio em cada emprego.

Perfil 3 – Enrolador Convicto
Esse, ao menos, não tem nenhum parentesco com o Desonesto Bandidinho, atuando com convicção e lutando para preservar sua condição embromatória. A sua falta de energia produtiva acompanhada de total insegurança para tomar decisões e assumir riscos, acaba por forjar um comportamento dissimulador constante, que objetiva confundir o interlocutor ao longo dos processos de trabalho.

Ele é geralmente bem humorado, sua apresentação pessoal é impecável e sorri com facilidade, sempre desarmando as constantes cobranças de seus pares, subalternos e superiores. Ao contrário do Alpinista Corporativo, costuma trabalhar na mesma empresa e na mesma função por longos períodos de tempo.

Perfil 4 – Bravo Impaciente
Entre estes estão as vítimas do loucura corporativa produzida em alguns ambientes de trabalho. Por conta disso, muitas vezes são vítimas do próprio sistema. Entretanto há os que envergam esse perfil com orgulho e satisfação, na falsa crença de que desta forma serão mais respeitados e ouvidos. Com o tempo são gradativamente deixados de lado, transformando-se de profissionais reconhecidos em problemas a serem resolvidos.

Conclusão
Por fim desejo que sejam cuidadosos na contratação, sem cair na ilusão dos perfis perfeitos e irreais, mas ao mesmo tempo evitando transforma sua empresa em um manicômio.

Boa sorte, e boas escolhas.

Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

Obs.: Créditos da imagem Shutterstock

Engajar a equipePlataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

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6 dicas para engajar sua equipe

Pontos essenciais para engajar sua equipe e garantir que todos do barco estão remando na mesma direção

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Meus caros, não deixa de ser um clichê a afirmativa de que sem engajamento não há produtividade. É óbvio e recorrente. Será mesmo?

O fato é que você pode reunir os melhores, mais comprometidos e inventivos profissionais, contudo, caso não se sintam engajados (de verdade, e sem blá blá blá corporativo) a sua produtividade e consequentemente a performance do seu negócio sofrerá

Pode ser possível que você não perceba esse movimento, caso a sua empresa esteja apresentando bons resultados, mas o questionamento deveria ser: até onde eu poderia ter isso com um engajamento profundo e duradouro?

E é a partir dessa abordagem que elaborei as dicas a seguir para engajar sua equipe:

1. Estabeleça objetivos claros dimensionáveis e com parâmetros de desempenho bem especificados. Isto fornece o “norte”, a direção para a qual a equipe deve rumar. Preocupe-se em desenvolver isso com cuidado e precisão, afinal algo tão importante não pode a todo tempo. É preciso que seja algo mais permanente e por último bem comunicado;

2. Abra um leque de metas e sub metas envolvendo toda a equipe, criando assim uma rede de colaboração, onde a contribuição de cada um é essencial para o êxito do conjunto. Isso cria a sensação de interdependência necessária para o engajamento, além de permitir a implantação de um coerente sistema de bonificação. É também a base operacional para um modelo meritocrático;

3. Ainda sobre meritocracia, não perca tempo para implantar o modelo. Um ambiente onde o mérito é valorizado, confere peso ao esforço individual em benefício do coletivo e evita injustiças onde um camarada acomodado e descompromissado com a operação acesse os mesmos benefícios remuneratórios daqueles engajados e comprometidos. Sem meritocracia não haverá engajamento que perdure;

4. Entendo na largada que por mais compromissadas que estejam as pessoas da sua equipe com o projeto e seus objetivos principais, antes e em primeiro lugar sempre estarão os objetivos pessoais e o legado individual que se constrói. Não caia na tentação do bobajal corporativo, onde candidatos afirmam nas entrevistas – mesmo que com mensagens subliminares – que se anularão em prol da empresa onde querem trabalhar. Isso simplesmente não existe. Sendo assim, facilite ao máximo para interconectar a necessidade de construção de um legado individual com a construção do legado do seu negócios. Não é fácil, mas caso obtenho esse estado, poderá chama-lo de estado da arte do engajamento. Um bom caminho é o reconhecimento moral (mesmo sem remuneração e pelamordedeus sem quadrinhos na parede) pelos feitos e realizações;

5. Construa um ambiente de respeito entre as distintas gerações, onde a diversidade possa coexistir além da retórica do politicamente correto (essa chatice), mas onde o indivíduo é realmente respeitado.

6. Abandone o blá blá blá motivacional e trate os seus colaboradores como adultos preparados e fortes como de fato devem ser, ou deveriam estar tentando ser (a fortaleza interior é uma luta permanente, nunca se está absolutamente pronto).

Até o próximo.

Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

Obs.: Créditos da imagem Shutterstock

Gente talentosaPlataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

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8 situações que gente talentosa não tolera

Quer manter gente talentosa na sua equipe? Garanta que essas situações não aconteçam

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Caros leitores, sejam vocês empreendedores, executivos corporativos que empreendem dentro das empresas onde estejam lotados, ou mesmo profissionais de qualquer outro setor, e independentemente de qualquer rótulo, precisam concordar com este escriba que não há projeto, negócio, trabalho ou qualquer operação digna de ser qualificada de “competente”, ”confiável” ou “eficiente” sem o decisivo impacto do “dedo” de gente competente e talentosa.

Nada que possa gerar algum valor econômico com o mínimo de relevância pode prescindir disso, e muito já se escreveu sobre como atrair, reter e formar gente talentosa, atividade que por si só também demanda grande capacidade. (contrate um selecionador fraco e veja os resultados ao longo de alguns meses, caso queira questionar essa afirmativa). Contudo, pouco se fala das reações a determinadas circunstancias que podem no seu contexto denunciar os falsos talentos. Em resumo, vale a sentença “se está aguentando é porque há algo de errado”.

Então desta vez, listamos algumas situações que gente talentosa (de verdade) não tolera e não suporta por muito tempo. Podem aguentar por um período, alimentados na esperança de tentar provocar alguma mudança, mesmo que em um processo desgastante, mas jamais tolerariam muito mais do que isso.

Assim deixemos bem claro que, profissionais de primeira linha não aceitam:

  1. Remuneração abaixo da sua realidade de mercado, sem perspectivas concretíssimas – além de promessas vagas e jogadas ao vento – de participar de algo maior. (exceção justa para aqueles que estão recomeçando depois de um tombo feio);
  2. Assédios de qualquer ordem, que tragam agressão à dignidade;
  3. Humilhações, desrespeito e destemperos por parte de superiores, sócios ou parceiros descontrolados e dificílimo trato;
  4. A ausência de perspectivas reais de crescimento econômico, ou no mínimo de relevante aprendizado que por sua vez trará ganhos econômicos no futuro;
  5. Se contentar apenas com o reconhecimento;
  6. Incompetentes ou mesmo colocar “panos quentes” na incompetência alheia;
  7. Sacrifícios recorrentes em troca de nada, apenas por lealdade, sem observar a justa recompensa horizonte (desde que não seja apenas uma miragem é óbvio);
  8. Metas totalmente fora da realidade, e cujo (óbvio) não atingimento represente um atestado formal de incapacidade.

A lista poderia até ser mais extensa, mas se considerarmos isso, desrespeitaremos o universo das exceções que sempre precisam ser levadas a sério.

Até o próximo.

Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

Obs.: Créditos da imagem Shutterstock

Todo empreendedor tem momentos de dúvidas: saiba como superá-los

Todo empreendedor tem momentos de dúvidas: saiba como superá-los

Já passou por momentos de dúvidas? Bem vindo, você é um empreendedor completo — agora é trabalhar para superar.

Todo empreendedor, em algum momento de sua jornada, ficará com dúvidas se seguiu o caminho certo. Os auto questionamentos mais comuns são:

  • Será que sou capaz de criar e desenvolver uma empresa?
  • Será que esse negócio vai decolar?
  • Será que eu não deveria ter perseguido uma carreira como executivo em outra empresa?

Então não desanime caso essas perguntas estejam na sua cabeça nesse exato momento. Isso é completamente normal e pode ter certeza que alguns dos maiores empreendedores passaram por essas mesmas dificuldades. Agora o que você não pode é deixar essas dúvidas minarem sua autoconfiança e visão de longo prazo.

Apesar de ser difícil, você deve permanecer focado na recompensa de longo prazo mesmo durante esses momentos de dúvida.

Seguem algumas dicas de como manter a chama acessa:

Leia biografias inspiradoras

Ao ler algumas biografias de empreendedores você vai começar a ver um padrão: alguém muito inteligente tem uma ideia, começa a colocá-la em prática e logo surge um caminhão de problemas. Com muito esforço, essa pessoa supera esses problemas, consegue vencer e escrever seu nome na história.

O que raramente é descrito é que na fase onde muitos problemas aparecem esses empreendedores tiveram milhões de dúvidas sobre a viabilidade da sua ideia (e pode ter certeza que eles tiveram). Mas o desfecho das histórias mostra que eles escolheram, apesar das incertezas, perseverar no caminho do seu empreendimento. Use essas biografias como inspiração para não sucumbir frente às dificuldades e dúvidas.

Conversa com executivos mais experientes

Uma forte injeção de ânimo pode ser uma conversa com alguém mais experiente, que enfrentou dificuldades semelhantes as quais vocês enfrentam hoje. Procure na sua família ou círculo de amigos por pessoas que já tenham passado por situações difíceis enquanto empreendiam e converse com essas pessoas.

Esses relatos de pessoas próximas que já superam adversidades e dúvidas irão te mostrar que é completamente viável que você faça o mesmo. Além disso, eles provavelmente terão conselhos práticos que irão ajuda-lo a sair do buraco com rapidez.

Pare TUDO por um dia

É exatamente quando tudo começa a dar errado e as dúvidas aparecem que empreendedores começam a tomar decisões estúpidas de curto prazo. E essas decisões erradas são caminho sem volta rumo ao fracasso.

Quando você começar a se sentir pressionado, com dúvidas sobre o melhor caminho a tomar, pare tudo por um dia. Vá para um lugar tranquilo e coloque os pensamentos em ordem. Tente se lembrar do porquê iniciou a empresa, quais eram seus objetivos e o que motivava você a acordar toda manhã para trabalhar.

Pensar nesses tópicos força você a lembrar da missão principal de sua empresa, e a tomar decisões que a levem cumprir com seu objetivo.

Uma mente calma consegue raciocinar e elaborar alternativas, pensar em novas hipóteses e sair do padrão. Uma mente ansiosa está pouco oxigenada e as soluções elaboradas por ela são restritas, desesperadas e pouco efetivas. Quando você ouve alguém dizer “calma, não tome nenhuma decisão agora” é exatamente por isso.

Tenha sempre em mente o longo prazo

É isso que motiva um empreendedor a continuar perseverando mesmo quando tudo parece estar indo morro abaixo. A concretização de uma meta desafiadora é o combustível que faz com que ele continue sempre em frente. Perder a visão de longo prazo é o mesmo que perder o combustível, e sem combustível não há como continuar trabalhando.

Tenha sempre em mente o objetivo final de sua organização e as recompensas que virão com o cumprimento desses objetivos. Depois de lembrar disso, sente na cadeira, abaixe a cabeça, esqueça que algum dia você teve dúvidas e continue trabalhando.

Este artigo foi escrito pelo Diego Wagner, CEO do Siga o Rastro.

p.S.: imagem de Shutterstock.

7 dicas para construir um ambiente meritocrático em sua empresaPlataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

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7 dicas para construir um ambiente meritocrático em sua empresa

Ter um ambiente meritocrático é essencial para a motivação de todas as pessoas da empresa. Veja dicas para garantir isso!

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Meus caros, poucas vezes um conceito consistente como a meritocracia foi tão propalado e reconhecido em sua aplicabilidade e capacidade geradora de benefícios. Talvez o motivo esteja na simplicidade do seu significado, mas também pode estar no reconhecimento do óbvio ululante, e isso é muito saudável.

Afinal de contas, não somos mesmo todos iguais, desde que o mundo é mundo existem pessoas e pessoas, profissionais e profissionais. E convenhamos poucas coisas são menos estimulantes do que um ambiente de trabalho onde acomodados, “rodas presas” e preguiçosos são tão considerados e premiados do que aqueles que independentemente das suas questões pessoais ou limitações individuais (acredite, todos temos e todos enfrentamos problemas sérios fora do trabalho) operam com obstinação, empenho absoluto e elevado senso de responsabilidade.

Nesse contexto, onde os “prêmios” sempre se caracterizam como algo restrito, nada mais natural que se estabeleçam regras comuns e justas para o seu acesso, criando com isso uma espiral positiva em benefício da competitividade e da saúde econômica dos negócios.

Em resumo, na meritocracia, pouco importam a sua origem, filiação, raça, credo, onde você estudou, ou mesmo as questões de gênero. Em um ambiente assim, o valor vem dos resultados e da qualidade como estes foram atingidos. É o culto darwiniano na veia. Obviamente não se trata de algo perfeito, mas alguns se adaptam facilmente e jamais vão querer trabalhar em um modelo diferente.

A questão é como implantar esta cultura, considerando os seus desdobramentos operacionais e seu impacto no cotidiano de um grupo de profissionais ainda não acostumados ao processo triturador que o culto ao mérito impõe.

Vamos lá:

1. Elimine a retórica vazia. Ao implantar uma cultura meritocrática seja coerente. Nada será mais importante do que o resultado e sua qualidade. O resto é o resto.

2. Tenha metas claras e exequíveis, para que possam ser distribuídas aos colaboradores. Sem isso, não haverá parâmetros confiáveis e respeitados de avaliação. Tudo nascerá de um planejamento detalhado, possibilitando o encadeamento de objetivos, metas e ações.

3. Crie uma política de premiação, que pode ser gradual e escalonada, envolvendo desde o incremento de remuneração até a participação na sociedade;

4. Premie com dinheiro (ou direitos sobre ativos, como a participação societária). As pessoas querem enriquecer e usufruir do ganho econômico que estão proporcionando ao negócio com seus esforços. Nada mais do que isso.

5. Cuide bem da comunicação. Ela deve refletir um programa claro e dotado de regras cristalinas. Isso vai garantir adesão e comprometimento.

6. Dedique especial atenção ao clima interno. Não permita que a competitividade saudável provocada pela meritocracia desague em agressividade gratuita e processos autofágicos desnecessários. Equipes precisam trabalhar com coesão e coordenação eficiente (concatenada com o planejamento do negócio), sem isso você criará uma terra de ninguém com prejuízos imediatos ao próprio negócio;

7. Tenha em mente que não se trata de um modelo perfeito e à prova de equívocos, e esteja preparado para perder alguns talentos que independentemente de sua capacidade, não estão dispostos a conviver profissionalmente em um ambiente tão duro e difícil (mesmo com todos os “prêmios” disponíveis).

Boa sorte e até o próximo.

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Falando sobre ambiente de trabalho, veja aqui 12 dicas de como NÃO gerenciar sua equipe.

Obs.: Direitos da imagem de Shutterstock.

4 características para identificar um ambiente antiempreendedorPlataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

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4 características para identificar um ambiente antiempreendedor

Sua cultura empresarial incentiva o intra empreendedorismo? Ou o seu é um ambiente antiempreendedor?

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Meus caros, sabemos que nem sempre é necessário desenvolver o próprio negócio para atuar com a mentalidade e com a ação empreendedora.

Este espírito transformador de sonhos e anseios em realidade (e coisas concretas) permeia o imaginário idealizado de qualquer organização que se preze. Não é de outra forma que se desenvolve um corpo de colaboradores comprometidos, dotados de senso de iniciativa e realização, tão necessários para encarar a competitividade, cada vez mais forte e complexa.

Contudo, como sempre, entre o sonho e a realidade existe uma estrada de distância. Muitas vezes esse desejo organizacional, por mais que faça sentido e seja imperioso, pode não passar de simples retórica, daquelas que eventualmente se escutam nas festas de confraternização de final de ano ou em outras comemorações semelhantes.

Transformar colaboradores em empreendedores, nos seus campos de atuação dentro da empresa, demanda mais do que bons propósitos e registros em apresentações corporativas, mas sobretudo exige um clima corporativo fértil para o desenvolvimento de uma mentalidade que pode ser fatalmente massacrada com a falta de alguns cuidados.

Então, caso seja você um executivo ou colaborador que deseja colocar para fora o seu empreendedorismo a serviço da empresa onde trabalha e em benefício da sua própria realização, não se iluda, algumas características corporativas, se não confrontadas e modificadas, podem sepultar para sempre qualquer ambiente digno de um empreendedor.

Vamos lá:

1. Um modelo de liderança disfuncional. Independentemente de uma estrutura vertical com comandos claros, ou matricial com multiplicidade de coordenação, o que interessa mesmo é que líderes, chefes, diretores, encarregados, supervisores, ou qualquer outra coisa semelhante (o título do cargo é absolutamente irrelevante) estejam preparados para lidar com o senso de iniciativa, voluntarismo e autodeterminação típicos das pessoas empreendedoras –  o que significa bom senso, autoconfiança, desprendimento e elevada maturidade profissional;

2. A inexistência de um planejamento claro com objetivos, metas e ações. Essa situação fatalmente transformará o ambiente em uma baderna generalizada, onde a atuação de um colaborador pode se chocar diretamente com a atuação de outro (e ambos sendo bons empreendedores) neutralizando o resultado geral. É necessário que se tenha uma direção clara para ser seguida, possibilitando convergir esforços e energia criadora;

3. Um ambiente dominado pela retórica inflamada (ou o velho blá, blá, blá) pelas modinhas de gestão ou pela ditadura do politicamente correto. O resultado disso é a transformação de um combustível profissional fortemente realizador em pura encenação. Preocupados com a própria sobrevivência no emprego, os colaboradores imersos neste tipo de cenário tendem a atuar como caixa de ressonância da “ordem” vigente. Deixam de lado a originalidade, escondem a criatividade e a iniciativa e, claro, torcem para uma boa oportunidade surgir para que possam cair fora dali o mais rápido possível;

4. Instabilidade excessiva. Não se discute aqui a necessidade de ajustes, adaptações e calibragens recorrentes em função da competitividade e das inevitáveis batalhas mercadológicas, mas a mudança pela mudança, ou o transformar pelo transformar, por si só, acabam por gerar uma rotina cansativa, sugadora de energia e muito chata.

A lista poderia ser bem maior, mas creio que esses são a base de tudo. Cuidado com as suas escolhas profissionais e boa sorte.

Até o próximo.

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Veja mais dicas sobre clima organizacional em nossa seção de artigos de Cultura Empresarial.

7 dicas para atrapalhar a melhor das equipesPlataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

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7 dicas para atrapalhar a melhor das equipes

Atrapalhar sua equipe pode ser mais fácil do que parece. Veja aqui 7 dicas do que NÃO fazer

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Meus caro, você certamente se preocupa em ser um bom líder, ou quem sabe em ser um ótimo chefe. Quer que sua equipe confie na sua capacidade de condução, deseja que comprem as brigas que você elege para encarar, e talvez espere que tenham o mesmo comprometimento, assim como a mesma disposição ao risco que você.

Até aqui tudo perfeito, ou melhor, legítimo, a única questão é que os seus anseios, eventualmente, podem não encontrar correspondência no mundo real. Desejo é uma coisa, realidade é outra que pode estar a quilómetros de distância.

Contudo essa diferença pode ser algo absolutamente natural, refletindo uma certa idealização, ou quem sabe fruto de uma dinâmica comportamental, a saber, a sua.

Então, já rumando para um desfecho, aqui vai um questionamento. Você atrapalha a sua equipe? Vamos ajuda-lo a responder.

Você atrapalha a sua equipe quando:

1. Centraliza excessivamente as atividades, decisões e condutas, condenando eventualmente uma grande equipe de trabalho à apatia;

2. O contrário também é verdadeiro (dependendo da forma como é isso é feito). Você delega tanto e com tanta intensidade, mas também de forma tão bagunçada, que ninguém que esteja assumindo cargas relevantes de responsabilidade consegue ter clareza sobre o que fazer realmente, de que forma agir, ou se está ou não ultrapassando limites perigosos. A consequência é o ativismo de movimentação. Todos atuando de forma performática, tal qual em um teatro cotidiano, mas realizando e concretizando praticamente nada;

3. Você é inseguro e não tem coragem de assumir os seus próprios erros, temendo que tal comportamento o rotule como fraco ou incompetente. Como resultado, uma equipe absolutamente incapaz de assumir responsabilidades.

4. Você exige em excesso ou cobra resultados e metas absolutamente irrealistas. O resultado disso é uma verdadeira fraude corporativa. Ou seja todos gostam de ser enganados, porque assim se engana mais fácil. Em resumo, mais uma vez muita retórica, muito blá blá blá, e mínimos resultados palpáveis;

5. Você implanta um modelo de reconhecimento sem regras claras, avesso à meritocracia e ao reconhecimento de que, sim, algumas pessoas são mesmo melhores, mais capazes e mais brilhantes do que outras. No lugar disso, sem nenhum critério ou padrão conhecido, seleciona os eleitos para quem direciona todo o reconhecimento profissional e financeiro. Isso desmotiva e fragiliza a energia de qualquer equipe que se preze, além de afastar os talentos, naturalmente.

6. Você se deixa influenciar por modinhas de gestão e se ilude com o poder dos rótulos geracionais (me refiro aos rótulos “geração x”, “geração y”, “geração k” e sei lá mais o quê). Com isso inibe a riqueza que é construir uma equipe de trabalho multifuncional, capaz e rica em experiências e trocas profissionais, que no final acabam por potencializar talentos e garantir amadurecimento. Contudo construirá um ambiente profissional infantilizado, incompetente e ressentido.

7. Você empenha um comportamento agressivo, irascível e desrespeitoso, e com isso não sabe escutar com devida profundidade aquilo que vem da sua base de trabalho. O resultado imediato será o afastamento de talentos (alguns nem se aproximarão para não precisarem se afastar) e no lugar deles um exército de eunucos profissionais, sem ideias próprias, sem energia criativa, e claro, sem nenhum prazer em trabalhar.

Para encerrar, muito cuidado, não seja você mesmo o maior inimigo do seu negócio.

Até o próximo.

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Para ver mais dicas sobre o que fazer (e o que não fazer) como um líder, sugiro nosso artigo O que é liderança.