Descubra quais são as vantagens de ter uma Liderança Situacional na sua empresa

Descubra quais são as vantagens de ter uma Liderança Situacional na sua empresa

Liderança: um tema que não pode passar em branco quando o assunto é empreendedorismo e negócios. Afinal, boas empresas dependem de bons líderes, que sejam capazes tanto de gerir os aspectos técnicos do negócio quanto as pessoas envolvidas.

Liderança: um tema que não pode passar em branco quando o assunto é empreendedorismo e negócios. Afinal, boas empresas dependem de bons líderes, que sejam capazes tanto de gerir os aspectos técnicos do negócio quanto as pessoas envolvidas.

Por isso, existem várias vertentes e estudos a respeito de bons líderes, líderes ideais e perfis de liderança, a fim de auxiliar nessa tarefa complexa e cheia de especificidades para cada tipo de negócio.

Além disso, conhecer essas possibilidades de liderança podem ajudar você e sua empresa a minimizar as chances de erro relacionadas a gestão, que podem comprometer em muitos níveis e até de formas bem difíceis de reverter todo o seu time.

Porém, mais recentemente, um tipo de modelo de liderança tem sido amplamente discutido e estudado, principalmente por estar associado a uma solução para líderes em momentos de crise. A Liderança Situacional.

Conheça mais sobre esse modelo, saiba se ele se adequa à realidade da sua empresa e como aplicá-lo.

O que é Liderança Situacional

A Liderança Situacional é um modelo de gestão em que responsável — ou seja, o líder — adapta o seu comportamento e acompanhamento de acordo com o momento no qual a equipe se encontra e também a suas capacidades técnicas e comportamentos.

O modelo foi desenvolvido por Paul Hersey e Kenneth Blanchard, e eles avaliaram e consideraram o nível de maturidade das equipes para estabelecer o comportamento ideal do líder.

Dessa forma, segundo a teoria, um bom modelo de liderança não deve ser fixo, mas sim mutável de acordo com a necessidade.

Por isso o modelo Situacional foi considerado o ideal para os momentos de crise. Já que o papel do líder é motivar e coordenar uma equipe nos mais diversos contextos, incluindo as crises, se ele possui um perfil mais voltado para o comportamento X ou Y, ele poderá comprometer seus rendimentos.

Por exemplo: Imagine a contexto de crise econômica enfrentado nos últimos 5 anos pela maioria das empresas. Dentro desse cenário de instabilidade e incertezas com relação ao futuro do negócio e dos próprios profissionais, líderes mais autoritários aumentariam o nível de tensão da equipe. Já os mais indiferentes estariam se afastando do time e perdendo a possibilidade de motivá-los em um momento de grande necessidade.

Dessa forma, segundo a Liderança Situacional, a situação dita o tom do líder, mas não os seus objetivos: ele deve sempre ser o responsável pela manutenção, engajamento e resultados de sua equipe.

O que muda é a maneira com que ele realiza todos esses papéis dependendo da situação na qual se encontra, ou seja, do seu contexto, seja ele temporal — como uma crise — ou comportamental — nível de conhecimento de seus colaboradores.

Aplicabilidade

No modelo de Liderança Situacional, existem 4 possibilidades básicas de posicionamento de um líder, que são pautadas por duas principais vertentes: direcionamento e apoio.

Equipes precisarão de níveis diferentes de direcionamento — pensando de maneira técnica em relação a execução de tarefas — e apoio — pensando de maneira motivacional e estratégica — dependendo do contexto no qual se encontram.

E esse contexto é determinado por outras duas vertentes, dessa vez em relação ao comportamento da própria equipe: competência e compromisso.

Ou seja: quanto maior a competência do time, menor a necessidade de direcionamento técnico. E quanto maior o compromisso, menor a necessidade de apoio motivacional.

Parece difícil? Observe o gráfico e a tabela de relação entre esses 4 fatores e você entenderá com mais clareza. Basta relacionar as cores de cada uma.

liderança situacionalliderança situacional

Agora entenda como esses fatores se relacionam na prática:

Determinante (direcionamento)

Nesse contexto, a equipe possui pouca competência técnica, porém elevado nível de compromisso (D1).

Por exemplo, equipes mais despreparadas, com menor conhecimento técnico ou em situações de pouca autoconfiança, mas muita vontade e determinação.

Segundo o modelo, nesse contexto, o comportamento ideal para um líder é maior direção técnica aos liderados e menor suporte e apoio motivacional (S1).

Neste caso, o líder deve fornecer instruções específicas para a execução de tarefas e também deve supervisionar de maneira bem próxima o andamento e conclusão das mesmas.

Só assim ele alcançará bons resultados!

É importante o detalhamento das funções, nesse contexto: o que fazer, como e onde, por exemplo, para garantir que o que foi orientado será executado de maneira e em tempo hábil.

Porém, mesmo sem a necessidade de motivar os funcionários, ele deve ter em mente que a maneira com que orienta essas especificidades deve ser claro, porém não meramente impositivo.

Líderes que têm esse tipo de postura podem acabar gerando distanciamento entre os demais membros do time.

Mas, nestes casos, é preciso ter em mente que algumas decisões precisarão ser tomadas sem a participação dos membros da sua equipe justamente pelo despreparo dos mesmos. Porém sempre de maneira profissional e tentando manter o comprometimento dos envolvidos.

Persuasão (treinamento)

Já nesse contexto, a equipe possui média ou baixa competência técnica e baixo nível de compromisso (D2).

Por exemplo, equipes mais despreparadas e em situação de crise, o que gera baixa no nível de engajamento. Acontece geralmente quando empresas passam por uma fase de reestruturação de processos ou rotinas.

Assim, os responsáveis ainda não tem a segurança necessária para realizarem as tarefas sem serem orientados e por isso acabam se sentindo também desmotivados.

É o contexto que exige do líder alto direcionamento e suporte ao time (S2).

Neste caso, o líder deve não apenas direcionar o time através de determinações, mas participar e motivar o time a realizar as tarefas para garantir que elas sejam concluídas de maneira bem sucedida e de acordo com as metas estabelecidas.

Além disso, ele deve estar disponível para dar o suporte necessário, seja técnico ou de impulsionamento da equipe, sendo o principal responsável pela manutenção e acompanhamento das atividades.

Mas lembre-se: o ideal é equilibrar esse gerenciamento para não criar uma relação de dependência, tanto do direcionamento quanto do apoio moral, para que o time conquiste autonomia e segurança suficientes no decorrer do processo, e assim se torne apto a executar as tarefas no máximo de seu potencial.

Compartilhamento (apoio)

Já nesse caso, a equipe possui alta competência técnica e variado ou baixo compromisso (D3).

Normalmente, com o passar do tempo executando suas tarefas, as equipes tendem a desenvolver o conhecimento técnico, porém tendem a perder o engajamento com a rotina.

Por isso, no contexto, o perfil é exigido do líder alto grau de suporte, porém baixo direcionamento, afinal as pessoas já entendem do que fazem (S3).

A principal característica é a grande necessidade de motivação, mesmo com direções mínimas.

Para auxiliar nessa tarefa, é preciso ouvir o time, entender suas rotinas, identificar possíveis necessidades ou dificuldades e motivá-los para que não percam o pique de trabalho.

E isso só será possível se o líder estiver disponível e disposto o suficiente a acompanhar a rotina de trabalho, mesmo sem se apegar aos detalhes de realização, mas sim no comportamento dos membros do time.

A medida ideal é que o gestor auxilie os membros do time a chegarem em suas próprias decisões, valorizem a autonomia na solução de problemas e se atentem mais a forma com que as pessoas executam suas tarefas que o como.

Uma sugestão é propiciar ambientes democráticos e co-participativos, permitindo que a tomada de decisões seja compartilhada com os demais membros da equipe, para aumentar o comprometimento e o engajamento.

Delegação

No, considerado por muitos, cenário ideal, a equipe possui alto, tanto comprometimento, quanto o conhecimento técnico (D4).

Com isso, exige do líder baixo apoio e também baixo direcionamento (S4).

É o perfil de liderança que permite que os funcionários tenham total controle sobre suas decisões de trabalho, sem comprometer os resultados entregues.

A função do líder, além de auxiliar e acompanhar os processos é garantir a manutenção desses dois fatores para que o ecossistema continue se desenvolvendo.

Além disso, ao alcançar este nível, o time permite que o líder tenha um posicionamento mais estratégico e focado nos resultados, gerenciando mais o trabalho que necessariamente as pessoas.

Como resultado, um tipo de liderança que tem alcançado organizações com o foco na autogestão, onde existe total confiança da parte dos líderes em relação aos membros de sua equipe.

Se o objetivo da sua empresa é alcançar esse nível de comprometimento e conhecimento da equipe, além de uma boa gestão, o ideal é que a cultura da empresa condiga com esse propósito, desde um sistema de contratações que identifique pessoas com perfil determinado e de crescimento.

E, se possível, para auxiliar no processo até encontrar o nível, estabelecer uma rotina de aperfeiçoamento, fornecendo treinamentos e cursos para que as pessoas se desenvolvam tanto em relação a sua função quanto em relação ao comprometimento.

Vantagens e desvantagens da Liderança Situacional

A principal vantagem da Liderança Situacional é a adaptabilidade inerente, que permite que as situações sejam analisadas de acordo com seus contextos micro e macro. Ou seja, avaliar os fatores internos e externos que interferem no comportamento e no desenvolvimento de cada um dos times da sua empresa.

Também é possível compreender, com esse modelo, a maturidade dos times e do negócio, para identificar os pontos fortes e fracos, o que é preciso para superá-los.

A Liderança Situacional também é positiva em relação ao acompanhamento e disponibilidade dos gestores.

Eles conseguirão, seguindo o modelo, estabelecer as prioridades em relação a sua gestão, realizando o acompanhamento na medida necessária e otimizando o seu tempo, o que aumenta a produtividade dele e do time.

Em contrapartida, em muitos casos a Liderança Situacional impede uma padronização de certos comportamentos, o que é prezado por muitas empresas, principalmente as mais tradicionais.

Além disso, ela não existem garantias de que os membros da equipe se sintam mais engajados, motivados e preparados com o passar do tempo, porque também dependem do perfil de cada um dos membros: para uns podem funcionar, para outros não.

E no caso de empresas de maior porte que queiram começar agora a implementar esse modelo, o processo pode ser longo, justamente por este motivo.

E ele também depende de uma boa gestão sobre os gestores, para garantir que os ideais estejam sendo colocados em prática.

Como desenvolver a Liderança Situacional em sua empresa

Antes de tudo, para que esse modelo de liderança seja desenvolvido em sua empresa, é preciso inserir na cultura da empresa essa nova proposta, de acordo com a sua realidade e suas necessidades.

Como isso é possível?

O primeiro passo é identificar o perfil de gestão da sua empresa, individualmente, com cada líder, e em um contexto geral.

Após isso, será possível entender quais são os principais fatores relacionados a liderança que interferem no comportamento das equipes e também nos resultados nas entregas.

Depois, avaliar com cuidado cada time para entender em qual dos processos eles se encontram e quais as maiores necessidades.

Dentro de uma mesma empresa podem existir contextos diversos de maior ou menor engajamentos e conhecimento.

E, só aí, organizar treinamentos com os líderes de cada uma dessas equipes para que eles conheçam esse modelo de liderança e saibam identificar as carência de cada caso.

E, depois disso, é realizar a manutenção, avaliando se as medidas estão realmente sendo tomadas e principalmente se elas têm impactado positivamente os resultados da empresa.

Conclusão

Independente da sua escolha por adotar ou não o modelo de Liderança Situacional, é interessante que você avalie o quanto os contextos realmente podem influir de maneira positiva no posicionamento dos líderes.

Eles não devem ser ditados apenas pelo perfil da empresa, mas também dos participantes de cada um dos times para garantir que todas as partes estejam integradas e empenhadas a realizar o melhor desempenho possível.

Caso você opte por aderir ao modelo, o ideal é que discuta com as equipes se todos concordam que o modelo funcionará para sua empresa, fazendo testes, avaliando e adaptando às suas necessidades.

Lembre-se que uma boa liderança influencia diretamente no rendimento e no comprometimento das equipes, e como consequência, impacta os resultados do seu negócio.

E para continuar aprendendo sobre liderança e aperfeiçoar a sua e de sua equipe, conheça os 10 melhores livros sobre liderança!