inteligência emocional no trabalho

Como manter a inteligência emocional no trabalho?

Para você o que é ser um profissional de excelência? Ter um currículo repleto de experiências e uma formação tradicional? Ser inteligente e ter uma mente inovadora? Agir de forma racional e aplicar o seu conhecimento técnico com o intuito de gerar lucros?

Para você o que é ser um profissional de excelência? Ter um currículo repleto de experiências e uma formação tradicional? Ser inteligente e ter uma mente inovadora? Agir de forma racional e aplicar o seu conhecimento técnico com o intuito de gerar lucros?

É inegável que todos esses elementos são essenciais para construir uma carreira de sucesso, mas é preciso também ter uma característica que ainda é negligenciada por muitas pessoas na construção da sua imagem profissional: inteligência emocional.

Quando o assunto é liderança, essa habilidade envolve saber gerenciar as próprias emoções e utilizá-las na hora certa, com as pessoas certas.

Perceber o que te motiva a crescer, o que destrói a sua motivação e aprender a lidar com os desafios que o dia a dia profissional traz é uma forma de melhorar o próprio desempenho e gerir o comportamento da sua equipe.

Por isso a inteligência emocional deve ser uma das suas respostas para a pergunta que fizemos no início desse post.

Encontrar o equilíbrio entre a sua racionalidade e as suas emoções é a melhor maneira de evitar agir por impulso e o melhor caminho para tomar decisões que tragam benefícios para todos.

Nesse post, você aprenderá um pouco mais sobre o conceito de inteligência emocional no trabalho e como é importante desenvolvê-las para se tornar um profissional, e um líder, de excelência. Ah, e se interessar pelo assunto, confira aqui um resumo do livro Inteligência Emocional.

O que é ter inteligência emocional?

O ano de 1995 foi marcado por um novo conceito de inteligência, criado pelo psicólogo Daniel Goleman: o de inteligência emocional. Para o autor, o famoso Quociente de Inteligência, ou QI, determina apenas 20% do sucesso que uma pessoa alcança em qualquer área da vida.

Utilizando estudos de anatomia e exemplos reais, os estudos sobre a inteligência emocional mostraram que ela possui forte influência em todas as decisões que tomamos e na nossa forma de lidar com o mundo.

Isso explica porque mesmo pessoas com baixa escolaridade alcançam altos cargos e servem como inspiração para as futuras gerações.

Pessoas que não se relacionam bem em equipe, que trazem os problemas de casa para o trabalho e que possuem uma variação de humor constante têm sido um problema para as empresas.

O nível de inteligência emocional já tem sido visto como uma competência profissional pelo seu forte impacto sobre a produtividade e os resultados nas organizações.

Para os profissionais que assumem cargos de liderança, essas características se tornam ainda mais importantes.

Gestores que compreendem seu estado emocional, conseguem canalizar situações negativas e que são empáticos aos problemas dos seus colaboradores conseguem enfrentar os desafios mais facilmente e tomar decisões com mais eficácia.

Ter inteligência emocional é reconhecer, e saber lidar, com as próprias emoções nos relacionamentos, na convivência social e no ambiente de trabalho e principalmente em situações de adversidade. E isso envolve cinco caminhos básicos: autocontrole, autopercepção, automotivação, empatia e aptidão social.

Como identificar se eu tenho inteligência emocional no meu ambiente de trabalho:

O mercado de trabalho não é mais o mesmo. E acredite em nós, essa frase não é só mais um clichê dos blogs e sites sobre carreira.

Se há alguns anos, o colaborador racional, lógico, repleto de conhecimento técnico era o candidato dos sonhos das empresas, hoje é necessário ter um perfil um pouco diferente para se destacar nos processos seletivos.

Mas como descobrir se você possui inteligência emocional? Faremos a seguir uma série de perguntas para te ajudar a reconhecer um pouco mais da sua personalidade e a forma de lidar com as emoções.

Você costuma reconhecer as suas fraquezas?

O mercado está repleto de líderes egocêntricos e vaidosos. Muitos se colocam em uma posição de chefia e esquecem de avaliar a influência das suas atitudes diante da equipe.

Compreender os seus sentimentos, o que te deixa nervoso, irritado ou mau humorado é uma forma de controlá-los melhor.

Reconhecer os seus pontos fracos é uma oportunidade de aprender com as pessoas que te cercam e impedir que eles atrapalhem o seu desenvolvimento.

Você enxerga o outro?

Não estamos falando apenas de cumprimentar os profissionais que te cercam ou manter uma conversa amigável.

Enxergar o outro é saber avaliar as suas diferenças, perceber as intenções e necessidades alheias e o momento que essas pessoas estão passando.

Profissionais com pouca inteligência emocional têm dificuldade de lidar com pessoas, são insensíveis e perdem a oportunidade de criar uma rede de contatos que impulsione a sua carreira.

Você leva tudo para o lado pessoal?

Em seu livro “Os Quatro Compromissos”, autor mexicano Don Miguel Ruiz baseou as suas lições na filosofia da civilização tolteca para inspirar os leitores sobre como conduzir a sua vida e fortalecer o próprio “eu interior”.

A obra já inspirou profissionais extremamente bem-sucedidos como Gisele Bündchen.

Um desses quatro compromissos é não levar nada para o lado pessoal.

Ter autoconfiança e se dar importância é o melhor caminho para não acreditar que tudo está relacionado a você, principalmente no ambiente profissional, um espaço em que fofocas e críticas podem acabar com o desempenho e autoestima.

Você é constante em suas emoções?

Um dia você é um líder alegre que impulsiona a sua equipe a atingirem metas, no outro está distribuindo mau humor e culpando seus colaboradores por todos os problemas da empresa.

Esse comportamento é uma das maiores amostrar de descontrole emocional em um profissional.

Pessoas que inspiram confiança e influenciam positivamente o ambiente em que trabalham são as mais admiradas e motivadoras para quem as rodeia.

Você se automotiva?

A automotivação é um dos elementos essenciais da inteligência emocional, segundo Goleman.

Se você é um profissional que além de reconhecer o trabalho e competências da sua equipe tem a capacidade de admirar e motivar a si mesmo, com certeza, será capaz de superar qualquer desafio que apareça em seu caminho e chegar exatamente onde deseja.

Dicas para ter inteligência emocional no trabalho

Se a sua resposta foi “não” para a maioria das perguntas do tópico anterior, precisa começar a trabalhar melhor a sua inteligência emocional.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil, mas ninguém nasce com um equilíbrio inerente e total controle sobre o seu comportamento.

O mundo e, principalmente, o mercado de trabalho são marcados pela incerteza. É quase impossível prever o que vai dar errado e que situações estressantes o futuro te reserva. O segredo é se preparar para essas surpresas.

Reconhecer as suas fraquezas e buscar melhorias são os primeiros passos para a mudança que a sua jornada profissional necessita.

Confira algumas dicas para desenvolver a sua inteligência emocional no trabalho:

Conheça as suas emoções

Preste mais atenção no que se passa no seu dia a dia e como esses acontecimentos afetam as suas emoções.

Ter consciência sobre o que te causa estresse e muda o seu humor é uma forma de lidar com o que virá e se comportar melhor diante disso.

Seja empático

Uma forma de desenvolver a sua própria inteligência emocional é observar com empatia as pessoas que o cercam.

Conhecer a suas personalidades, o que motiva as suas emoções e as suas necessidades, te ajudará a ser mais controlado, e menos controlador, mais paciente, e menos reativo.

Se colocar no lugar do outro é uma forma de lidar melhor com as suas próprias emoções e estabelecer um nível de comunicação produtivo para a gestão e trabalho em equipe.

Descubra técnicas que equilibram as suas emoções

Nem todas as pessoas funcionam e controlam suas emoções da mesma forma.

Isso envolve estímulos sensoriais e técnicas que vão de ouvir uma música, fazer exercícios, escutar o som do mar ou ter uma boa noite de sono.

O segredo está em descobrir o que equilibra as suas emoções e se adaptar a essas circunstâncias.

Comece a controlar as suas emoções

Tudo o que acontece no mundo atinge o nosso cérebro através dos nossos sentidos e percepção.

Quando essa informação vem associada ao estresse ou a uma carga emocional forte é comum reagir com o instinto e perder a capacidade de tomar boas decisões.

Reconheça os gatilhos que impulsionam as suas ações e se esforce para controlá-los. Antes de “explodir” conte até dez e reduza o tempo de espera das suas reações emocionais.

Essa estratégia envolve repetição e acima de tudo, paciência. Mas com o tempo você será capaz de aumentar a sua autoconfiança e a motivação da sua equipe, principalmente em situações de crise.

E o que podemos aprender com isso?

Desenvolver a sua inteligência emocional é uma maneira de impactar não apenas a sua vida como a vida das pessoas com as quais você se relaciona.

No âmbito profissional, isso envolve aumento da autoconfiança para resolver conflitos, liderar pessoas e mantê-las motivadas em busca de um objetivo comum.

Um profissional inteligente emocionalmente consegue ainda avaliar situações, gerenciar imprevistos e tomar decisões de uma maneira mais assertiva. E a união de todos esses elementos resulta em uma carreira produtiva, bem-sucedida e em uma vida equilibrada.

E então, conseguiu compreender melhor o conceito de inteligência emocional e a sua importância para se tornar um bom profissional?

Não deixe de conferir também 22 dicas para melhorar as habilidades de comunicação de um empreendedor!