O que Guga Kuerten tem para ensinar aos empreendedores

O mundo corporativo é um ambiente extremamente competitivo, que exige um alto grau de comprometimento e performance a quem sonha se tornar um empreendedor de sucesso.

Não deixar que as emoções atrapalhem o raciocínio para tomar as melhores decisões. Manter um bom rendimento ainda quando pressionado pelas adversidades. Lidar com a ansiedade de garantir sempre excelentes resultados. São diversas as lições que todo empreendedor precisa aprender —* e podem ser inspiradas pela história de vida de um atleta e empresário de ponta*.

Sob essa perspectiva, o tenista brasileiro Guga Kuerten tem valores e conceitos muito importantes a compartilhar.

Ficou curioso para descobrir como os valorosos fundamentos de Guga podem tornar a sua missão de empreendedor ainda mais eficiente? Confira!

O empreendedorismo de Guga Kuerten

Tricampeão de Roland Garros e ocupante da primeira posição do ranking mundial por 43 semanas consecutivas, a aposentadoria no tênis não impediu que Guga continuasse colocando em prática os ensinamentos adquiridos durante aqueles anos.

Afinal, foram tais elementos que permitiram que ele mostrasse o seu talento por inteiro nas quadras, ainda quando não acreditava que toda aquela força e garra existiam dentro de si.

Ao contrário, é graças as suas ricas vivências, do desenvolvimento da capacidade extrair a performance máxima por maiores que fossem os desafios, que hoje ele exerce com maestria o seu encargo de empreendedor.

No comando da GGK junto de sua família, o campeão gerencia um faturamento de mais de R$ 250 milhões, principalmente de venda e licenciamento de produtos, com patrocinadores e grandes contratos — ganhando mais do que em sua carreira no esporte.

Entenda o que Guga Kuerten levou de dentro das quadras para as mesas de negócio:

A necessidade de um propósito

Sabemos que não existe uma receita para que um negócio ou atividade que pretendemos desenvolver sejam bem-sucedidos, porém alguns elementos são essenciais para garantir que seu projeto tenha chance de render bons frutos.

O primeiro deles é ter um propósito definido.

O propósito tem um significado bem mais intenso do que os objetivos, é ele que nos faz seguir em frente ainda em tempos penosos, contornar os obstáculos e manter-se firme para realizar o desejado.

Guga Kuerten relata que quando iniciou sua carreira, não tinha uma quadra onde pudesse treinar, mas o propósito de se tornar um tenista profissional sempre esteve claro em seu íntimo.

Então, como desistir não fazia parte das suas opções, a alternativa encontrada para ultrapassar essa barreira foi construir uma quadra.

Independente do caminho que você pretende trilhar, as adversidades estarão presentes em maior ou menor grau de dificuldade. Mas a lição que os empreendedores podem tirar dessa história é que ao traçar o seu propósito, não há transtorno que vá impedir o seu sonho de tornar realidade.

A força da certeza

A certeza é o instrumento que pode nos levar a um ciclo de sucesso ou ruína. Se acreditamos que algo vai dar certo, não importa se temos o potencial necessário — todas as ações estarão voltadas para fazer aquilo funcionar.

E ainda que custe maiores esforços, os objetivos serão alcançados porque o empreendedor acreditou e fez o que era preciso para transformar a ideia em algo palpável.

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Por outro lado, ao mentalizar que um feito não é possível, o resultado certamente não será alcançado, pois a tendência é reduzir o potencial dedicado àquela atividade e ela fatalmente não vingará; é como se profetizássemos os acontecimentos.

Dessa forma, Guga Kuerten usa uma partida do torneio de Roland Garros em 2007 para ilustrar esses dois ciclos:

  • ele entrou em quadra já com a certeza que perderia, pois enfrentaria um atleta considerado imbatível (Kafelnikov);
  • durante o jogo, Guga recebeu apoio incondicional do seu treinador, que afirmava constantemente que ele era capaz de vencer, então começou a vislumbrar essa possibilidade;
  • a convicção do técnico fez com que o ciclo de fracasso se invertesse e reativou a confiança de que seu atleta precisava para doar o máximo do seu desempenho;
  • iniciado o ciclo de sucesso, Guga não só venceu a partida, mas saiu dali com a certeza de que seria campeão da competição, e assim aconteceu.

**A pressão por resultados é a grande vilã dos atletas e igualmente dos executivos – quanto maior o passo a ser dado maior a insegurança para lidar. **

Ainda que a pessoa tenha uma trajetória de grandes realizações, ao perceber a magnitude do próximo desafio ela passa a questionar a sua competência.

Com isso, podemos concluir que poder da mente interfere diretamente no quão longe podemos chegar e, portanto, representa uns dos maiores adversários das pessoas em geral.

O domínio da performance

Quanto ao desempenho obtido nas quadras, Guga relata a existência de um fator que aniquila a boa performance — a interferência interna.

Trata-se da nossa voz interior trazendo pensamentos negativos, retirando o foco; um desgaste emocional refletindo no campo físico, bloqueando as habilidades do indivíduo.

E para demonstrar o poder que tal elemento exerce na carreira de qualquer profissional, o atleta conta que, quando disputou o seu bicampeonato de Roland-Garros nos anos 2000, enfrentou uma montanha-russa de sensações causadas pela interferência interna, um misto de “sou o campeão do mundo” e “não, sou péssimo e não vou ganhar nada”, e isso durou aproximadamente 50 minutos.

O pior julgamento que pode haver é quando nós mesmos questionamos nossas habilidades.

É preciso ter a consciência de que os melhores também falham, não colocando em xeque sua capacidade. Sem esse raciocínio, o próprio indivíduo será o seu maior sabotador.

**Para ajudar no processo de autocontrole e alcance do nosso potencial máximo, uma fórmula criada pelo coach Tim Gallwey na década de 1970, é bastante utilizada por atletas de ponta e grandes empreendedores: **

Encontramos a performance ao subtrair do potencial a interferência interna.

Portanto, o crescimento da performance depende, necessariamente, de saber equilibrar o seu potencial e a influência da interferência interna na sua confiança — isso o levará a fazer as melhores escolhas.

A importância do aprendizado

A vida de qualquer atleta é composta por um constante processo de aprendizado, e assim também ocorre com os executivos — além do talento, para garantir uma trajetória de sucesso é preciso ter a mente aberta a agregar novos conhecimentos e experiências.

Nesse contexto, o autoconhecimento se destaca como a peça-chave para superar os desafios ao longo da carreira e, especialmente, os adversários.

Aprender sobre si mesmo não acontece do dia para a noite, mas sim a medida em que se executa o trabalho; trata-se de um exercício cujos resultados são colhidos a longo prazo, e sem dúvidas lhe apontará os melhores caminhos.

Ao elevar o nível de desempenho, é natural que o profissional esconda um turbilhão de sentimentos a fim de não deixar transparecer suas vulnerabilidades:

  • ansiedade;
  • medo;
  • expectativas;
  • frustrações;
  • preocupações.

O valor do apoio

Entretanto, ter alguém com quem contar possui um papel essencial também para os grandes líderes.

Mais do que um apoio, os parceiros representam outra óptica importante sobre o aprendizado — dessa relação podem surgir vivências bastante ricas que servirão como motivação adicional.

Guga relembra que nunca esteve sozinho em sua caminhada de atleta e algumas histórias foram verdadeiras fontes de inspiração.

A presença de alguém de confiança ao nosso lado amplia a visão para a percepção de aspectos antes desconhecidos ou negligenciados, ajuda-nos a evoluir como seres humanos e não somente como profissional:

  • crescer com humildade;
  • estabelecer novas metas;
  • contornar o estresse;
  • desenvolver o espírito de equipe.

A necessidade de significância

A necessidade de significância é traduzida pelo temor que o ser humano tem pela rejeição. Vivemos em um mundo extremamente competitivo, no qual os feitos de uma pessoa são facilmente esquecidos quando ela não ocupa mais o topo.

Novamente, entra em cena a batalha interna entre a obrigação de ser bem-sucedido e o receio do fracasso. Quanto mais expressivas forem as suas conquistas, as cobranças fatalmente também se elevaram.

Guga Kuerten fala que a primeira vitória é infinitamente mais leve que as subsequentes, como se fosse algo inesperado ou “sem querer”.

Contudo, da segunda vez já exitse a tensão de provar que a conquista ocorrida antes não foi influenciada pelo fator sorte. Logo, é preciso demonstrar que você tem competência e merece estar naquela posição.

O tenista ainda relata que várias questões são pensadas e decididas durante uma única partida, a exemplo de lidar com o assédio da torcida e jornalistas, controlar as expectativas, tudo isso sem parar para refletir.

A preocupação com a necessidade de superar seus próprios feitos e também a concorrência, muitas vezes pode acobertar conflitos que interferem diretamente na obtenção dos resultados desejados.

A esse respeito, Guga Kuerten compartilha uma lição muito valorosa — somos o produto de todos os fatos que compõem a nossa história.

Mas se estivermos focados em aperfeiçoar um único aspecto, ignorando os impactos causados pelos conflitos internos, deixamos de usufruir do crescimento que a vida lhe proporciona e possivelmente não chegaremos ao lugar almejado.

Gostou de conferir as instruções que o Guga tem para auxiliá-lo na sua carreira de empreendedor? Que tal conhecer as 5 lições que todo empreendedor deve aprender com o gênio Steve Jobs!

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