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7 ferramentas de administração para utilizar em seu negócio

Listamos no post de hoje 7 ferramentas de administração que vão auxiliar nos resultados positivos da sua empresa. Acompanhe!

Seja para quem deseja começar o próprio negócio ou aqueles que já estão há algum tempo no mercado, o fato é que a competitividade aumenta a cada dia, e manter-se no topo é uma missão que enseja muitos desafios.

Entretanto, apesar de tamanha complexidade, ao longo das décadas diversas ferramentas de administração se destacaram e hoje são verdadeiros guias dos empreendedores.

Pensando nisso, listamos no post de hoje 7 dessas metodologias que vão auxiliar nos resultados positivos da sua empresa. Acompanhe!

1. As 5 forças de Porter

No modelo das cinco forças de Poter, o renomado professor Michael Porter, pondera sobre os fatores determinantes para ter um negócio bem-sucedido.

Em seu trabalho ­­­— Estratégia Competitiva/ Técnicas para análise de industrias e da concorrência. Porter demonstra que não importa o tamanho da organização, o uso desses elementos é essencial para obter uma visão ampla do empreendimento e assim suportar competição do cenário empresarial.

Sua estratégia parte da rivalidade entre os concorrentes, que aparece como força central. A partir dela, acontece um fluxo contínuo de troca entre os demais fundamentos. Veja a seguir como funciona cada um deles:

Rivalidade entre os concorrentes

Visa conhecer a fundo os adversários. O que se leva em conta é saber exatamente contra o que se está lutando: Quem são eles? Quais as suas estratégias para atingir o público-alvo? Quais das suas práticas posso trazer para meu negócio?

O poder de negociação dos fornecedores

É o fator que avalia a influência da matéria prima na qualidade e no preço dos produtos. Ele está relacionado a famosa lei da oferta e da procura, quando os recursos estão escassos, os fornecedores têm grande poder negocial.

Poder de barganha dos clientes

O consumidor é uma peça fundamental para o sucesso de qualquer empresa. A medida em que aumenta a quantidade de fornecedores de um produto, o nível de exigência dos compradores também se eleva. Às vezes um pequeno detalhe pode ser decisivo na conquista de sua preferência.

Preço, qualidade, atendimento, quem dita os rumos do mercado são os clientes. Por isso, quando o público está engajado fica mais fácil saber quais são as suas expectativas.

Concorrência dos produtos substitutos

A sociedade está em constante transformação. E essa força simboliza o cuidado que deve ser tomado para que seus produtos não fiquem defasados, perdendo espaço e notoriedade.

A ameaça pode vir outros itens que não sejam idênticos, mas que foram adequados às novas exigências, que trouxeram inovação.

Por isso, uma das regras de sobrevivência é que o empresário acompanhe as tendências futuras e use os recursos tecnológicos a seu favor.

Barreiras à entrada de novos concorrentes

Para Porter, a entrada de concorrentes fatalmente repercute nas empresas que se encontram no mercado, pois é natural que os consumidores fiquem curiosos com a novidade, ocorrendo uma divisão de público.

Não há como bloquear o ingresso dos novatos, mas algumas barreiras podem ser usadas no intuito de dificultá-lo.

2. Análise de Swot

A métrica de Análise de Swot é uma das mais populares no cenário da administração moderna.

A técnica facilita aos empreendedores a compreensão dos seus pontos fortes e fracos, aumentando, consequentemente as chances de crescimento e conferindo-lhe maior estabilidade para lidar com os riscos da atividade.

O parâmetro utilizado consiste em definir o potencial dos produtos ou serviços, por meio de avaliação das suas:

  • Forças ou Stregth: procura listar quais são as características que destacam a empresa e seus produtos dos demais existentes no mercado; quais são as armas para encarar a concorrência.
  • Fraquezas ou Weakness: neste aspecto, o objetivo é entender quais são as vulnerabilidades do negócio, as falhas que tem prejudicado em atingir as metas.
  • Oportunidades ou Opportunities: visa o reconhecimento das perspectivas para o futuro, ampliar a visão e explorar todos os pontos da empresa que possam gerar boas oportunidades.
  • Ameaças ou Threats: trata-se de análise dos concorrentes, quais os rumos que os adversários estão tomando e o tipo de ameaça que eles representam.

3. Diagrama de Ishikawa

Popularmente conhecido como diagrama “espinha de peixe”, a técnica é voltada para o controle de qualidade interno do empreendimento.

É uma metodologia bastante interessante, pois além de investigar os problemas, ela também procura a sua origem, o que tem causado tal dificuldade.

A representação gráfica do diagrama é feita por uma linha horizontal, correspondendo ao problema propriamente dito, e diversas linhas verticais, simbolizando os possíveis motivos. Isso justifica o termo “espinha de peixe”.

A ideia é que as ações de reparação são mais eficientes quando se trata as falhas pela raiz.

Assim, se a questão é a baixa produtividade, por exemplo, talvez a solução não seja simplesmente investir em equipamentos de última geração. E nessa relação de causa e efeito, você identifique que o problema está na falta de comunicação.

O Diagrama de Ishikawa auxilia, portanto, na utilização dos remédios certos para manter o seu negócio sólido e competitivo.

4. Diagrama de Pareto

O Diagrama de Pareto é um método simplificado de solucionar problemas, estabelecendo as prioridades da organização.

Nele, os eventos que causam algum transtorno são registrados no diagrama e, conforme a frequência com que aparecem, são classificados como os pontos mais urgentes a serem resolvidos.

De maneira que, se o atendimento aos clientes for recordista de ocorrências, por exemplo, todos os esforços vão se concentrar nessa área para que não comprometa os resultados das vendas.

Além de identificar o que tem afetado a produtividade, esse instrumento também é muito útil para assinalar quais os setores carecem de maior injeção de recursos.

5. Matriz BCG

O objetivo de qualquer empreendedor é extrair o máximo dos recursos que tem em mãos, para lucrar cada vez mais. E neste contexto, a Matriz BCG surge como uma das ferramentas de administração focada na avaliação do potencial de seus produtos.

A metodologia Matriz classifica os produtos em quatro conjuntos:

  • Os “vaca-leiteira”: são os queridinhos de todo empreendedor, aqueles de alta lucratividade e fáceis de serem vendidos;
  • Os “abacaxi”: que demandam grandes esforços e dedicação;
  • Os “estrela”: eles são bastante rentáveis, mas para chegar nesse nível é preciso muito investimento e mão de obra qualificada;
  • Os “ponto de interrogação”: os quais não apresentam um retorno financeiro satisfatório, e ainda exigem o emprego abundante de capital em campanhas de marketing.

Ela foi desenvolvida por uma empresa de consultoria norte-americana — a Boston Consulting Group, no intuito de auxiliar os empresários a reconhecerem o custo benefício dos seus itens, e, a partir daí, elaborarem as melhores estratégias para aumentar o faturamento.

6. KPI

O sucesso de um negócio sem dúvidas depende da capacidade de gestão do seu administrador. E para conquistar um trabalho de excelência os indicadores de desempenho de cada setor devem ser aferidos constantemente.

Nesta perspectiva, a KPI (Key Performance Indicators) se mostra uma importante métrica, cuja finalidade é medir o desempenho dos colaboradores.

Todavia esta não é a única funcionalidade da ferramenta, ela também exerce o papel significativo de mensurar a viabilidade de determinado projeto, se vale a pena continuar investindo nele, ou é melhor abandoná-lo para evitar maiores prejuízos.

7. Modelo de Negócios Canvas

O Modelo de Negócios Canvas foi idealizado por Alexander Osterwalder, e sua proposta consistiu em fazer os empreendedores refletirem seus conceitos sobre a criação de valor para os seus produtos e serviços.

O ponto de partida é que toda organização é influenciada por vários fatores, internos e externos. Com isso, além de preparo técnico, se faz necessário praticar uma gestão dinâmica, para saber lidar com as adversidades da melhor maneira.

Para Osterwalder, uma mesma atividade pode adotar modelos diversificados, porém existem quatro elementos que obrigatoriamente estarão em todos eles: infraestrutura, finanças, ofertas e clientes.

Por fim, o autor estabelece outros 9 aspectos fundamentais ao sucesso de um empreendimento, denominados de blocos de construção:

7.1 – Proposição de valor

Espécies de valores a empresa pretende cultivar para se destacar no mercado e, consequentemente proporcionar uma experiência única aos consumidores.

7.2 – Segmentos de clientes

Mesmo com o público-alvo bem definido, haverá mais de um perfil de consumidor, o que exige maneiras diferentes de interagir. Assim, dividi-los em grupos tornará as ações da empresa mais eficientes.

7.3 – Atividades chave

São as tarefas que precisam ser cumpridas para atingir as metas e seu modelo de negócio seja bem-sucedido.

7.4 – Parcerias estratégicas

A ideia é se unir a quem tem características complementares, estabelecer vínculos capazes de aumentar o potencial da sua organização.

7.5 – Fontes de receita

Consiste em avaliar quais as práticas necessárias para fazer com que a estrutura gere lucros, qual será a forma de arrecadação.

7.6 – Estrutura de custos

Etapa destinada a mensurar o custo operacional, o quanto se precisa investir até o momento do seu produto ser entregue no mercado.

7.7 – Recursos principais

Engloba o acervo patrimonial da empresa, e ele não se limita a dinheiro, também é formado pelos equipamentos, estrutura física, patrimônio intelectual.

7.8 – Canais de comunicação e distribuição

Nesta fase, o objetivo é escolher as estratégias de marketing adequadas, a fim de despertar o interesse dos consumidores, fazer com que conhecem e queiram adquirir seus itens. Além disso, é nesse estágio que a logística de distribuição para os pontos de venda é organizada.

7.9 – Relacionamento com o cliente

Significa traçar as estratégias propícias para engajar o público, quais serão os métodos utilizados para interagir.

Quem convive no ambiente empresarial, sabe que a sobrevivência de um empreendimento, independentemente de qual seja o nicho de atuação, depende de um conjunto de fatores.

Não há uma receita de sucesso, contudo, existem ferramentas de administração já consagradas que podem ser determinantes. Por isso, conhecer algumas delas é essencial para a carreira de qualquer empreendedor.

E então, descobriu a metodologia que faltava para alavancar o seu negócio? Confira outras formas de como melhorar o desempenho da empresa, em nosso artigo 6 dicas para gerar mais receita em menos tempo.