Falta de bom atendimento: A dificuldade em encontrar bons funcionários

**Obs.: **Este artigo foi escrito dia 5 de Janeiro de 2010.

Anteontem, domingo, eu e alguns amigos saímos para jantar nas ruas do Guarujá, onde passei as minhas férias e a virada do ano. Fomos ao** Tahiti Restaurante Pizza Bar**, um dos mais famosos restaurantes da cidade, localizado na praia das Pitangueiras.

O Tahiti oferece um cardápio bem tropical, com frutos do mar e tudo bastante saboroso. Entre eles há aperitivos, pizzas (destaque para a pizza de siri), saladas e pratos (caldeirada de frutos do mar é simplesmente sensacional), e o chopp está sempre gelado. Atuando desde 1993, hoje o restaurante já conta com mais duas unidades: Monduba (na outra ponta das Pitangueiras) e em Riviera, São Sebastião.

Conheço os donos do Tahiti faz mais de 10 anos e acompanhei o crescimento do restaurante. Não tenho nenhuma briga com eles. Este artigo é uma crítica a péssimos funcionários, e não ao Tahiti em si. Aliás, é um assunto que já conversei com os próprios donos.

A recepção

As hostess do Tahiti são sempre maravilhosamente lindas e simpáticas. Fomos recebidos por uma jovem sorridente.

Perguntou-nos onde queríamos sentar. Apontamos para uma mesa próxima à janela, perto do  mar. Ela disse que lá não seria um bom lugar e sugeriu uma mesa um pouco apertada para nós, 4 pessoas. Recusamos, queríamos a outra mesa que tínhamos pedido antes, mas ela disse que aquela era para 6 pessoas. Já um pouco irritados, escolhemos uma outra mesa qualquer.

Não bastasse, ela vinha andando atrás da gente (não seria o correto a hostess levar-nos até a mesa?) e esbarrou acidentalmente em um de meus amigos. Meu amigo pediu desculpas (não seria ela quem deveria se desculpar?) e ela nada respondeu, apenas disse que iria chamar o garçom, antes mesmo de a gente se sentar.

Um de meus amigos já falava em ir embora e irmos para outro canto. Eu insisti para ficarmos pois a pizza de siri valeria a pena.

O pedido e o atendimento

O garçom falava bem baixo, não dava para entender nada sem que ele repetisse.

Numa outra hora, o garçom esbarrou na mesa (que bando de estabanados!), quase derrubando os copos com bebida, num momento em que eu comia minha pizza de siri. E foi embora rapidinho, sem ao menos pedir desculpas.

E os garçons não paravam quietos um instante, corriam para lá e para cá, apressados, sem dar conta de nós, que levantávamos as mãos para chamá-los. Detalhe que o restaurante não estava lotado.

O pagamento

Pedimos a conta. Pedimos novamente. Pedimos mais uma vez. Após meia hora, ela chegou. Todos irritados, recusamos pagar os 10% de gorjeta.

O garçom veio pedir satisfações. Disse que os 10% era o ganha pão dele. Um amigo meu perguntou: você não ganha fixo? Ele respondeu que não. Além de tudo, mentiu?

Chamou-nos para conversar com o caixa (não havia gerente naquela noite).

A justificativa

Junto ao caixa, explicamos a situação. A justificativa que ouvimos: “esses funcionários são novos, estão em treinamento“.

Conclusão

Não pagamos os 10% do atendimento. Tivemos o azar de sermos atendidos pelos piores funcionários daquela noite, pois acredito que existam sim bons funcionários. É a primeira vez que me acontece isso em 10 anos como freguês do Tahiti.

Não é preciso ser treinado para ser bem educado. Desde que o funcionário tenha educação e reconheça seus erros,  um deslize ou outro serão perdoados.

O Tahiti um dia já foi um exemplo de bom atendimento. Porém cresceu demais e fica difícil para seus donos gerenciarem todos os funcionários de todas unidades, ainda mais com a recente inauguração em Riviera. Uma possível solução seria uma reforma na hierarquia administrativa da empresa.

Abraços,
Mauro Ribeiro (porque educação começa em casa, e não no trabalho)

Para bons exemplos, não deixe de conferir nossa sessão sobre bom atendimento.

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