Homem com Espírito Empreendedor com as mão no bolso

Conceitos e questionamentos do espírito empreendedor

Caríssimos leitores, desde que o empreendedorismo foi tomado de glamour, muito se fala no espírito do empreendedor.

Caríssimos leitores, desde que o empreendedorismo foi tomado de glamour, muito se fala no espírito do empreendedor.

De suas variantes sociais, e de sua contribuição à inovação e ao avanço tecnológico.

Hoje é glamour, no passado gerou espanto. Me recordo bem, da reação das pessoas, quando larguei o emprego em um banco de investimentos para montar a minha empresa.

Em resumo, uma salada de clichês. Tão confusa como muitas vezes inconsciente, tentando encapsular o empreendedor em modelos pré-concebidos e embalagens pré-moldadas.

Hoje você vai ver como o espírito empreendedor vai muito além do que a tradicional mentalidade das pessoas!

Confira!

Desconstruindo clichês

Em meio a isso, há muito humor não intencional.

Por exemplo, quando se caracteriza o empreendedor moderno — ah nessa salada se o dito cujo tiver mais de 55 anos, não conta — a alguém que necessariamente tem de ser o criador de um negócio de obrigatória base tecnológica.

Como se açougues, supermercados, padarias e outros serviços especializados, como o da criação de conteúdo em série para livros ficcionais não existissem, ou fossem descartáveis na “era da informação”.

O fato é que, diferente dos fetiches ideológicos dos oráculos do futuro, empreender vai da montagem de um circo, passando pela montagem de peças teatrais e projetos cinematográficos à empresas de base genuinamente tecnológica.

Contudo, agora que desconstruímos os rótulos baratos de botequim, vamos focar no ponto central na mente de gente que conseguiu transferir para o mundo real, os planos do papel.

Em tempo, o espírito e a lógica do empreendedorismo, (que não se forma sem alguns conceitos atemporais ou questionamentos).

Conceitos que resistem aos séculos

1. A coragem de não seguir o rebanho e pensar por conta própria;

2. O pragmatismo para não remar contra a maré, contornando obstáculos ao invés de se chocar contra eles;

3. O reconhecimento do valor do planejamento e da disciplina;

4. A persistência inteligente que não insiste em burrices, mas enfrenta obstáculos que podem ser vencidos;

5. O senso crítico para apoiar a condução dos projetos;

6. A capacidade de organização e da construção de processos e métodos eficientes de trabalho;

7. A clareza de ideias;

8. A conjugação com pessoas que reúnam capacidade, inteligência, competência, seriedade de propósito e comprometimento;

9. O repudio a instabilidade pela instabilidade, gerando confiança em apostadores, parceiros e apoiadores;

10. A capacidade de execução permitindo a migração do papel e das planilhas para o mundo concreto;

11. O apego pelos sonhos que não podem ser esquecidos por conta das dificuldades iniciais;

12. A capacidade de sacrifício (mas sem extremismos)

E agora os questionamentos

Afinal de contas, tornar-se dono do próprio negócio é o sonho de muita gente.

Muitos planejam atingir esse objetivo ao longo de anos de carreira, loucos para se livrarem das amarras corporativas.

Não é um passeio pelo bosque encantado.

O empreendedorismo não é uma jornada simples. Trata-se de uma atividade que envolve risco, perseverança, coragem e disciplina.

Demanda sobretudo, uma atitude de vida profissional absolutamente distinta daquela exigida para um emprego comum.

Então, para somar aos conceitos exibidos lá em cima, seguem dez autoquestionamentos para que o futuro empresário possa confrontar seus sonhos com a concreta realidade.

Questionamentos

1. Estou preparado para assumir integralmente a responsabilidade pela minha geração de renda, como resultado do êxito do meu próprio negócio?

2. Estarei satisfeito e realizado ao abdicar do status que a minha posição corporativa garantia?

3. Estou preparado para viver rigorosamente dentro da minha realidade econômica, construindo segurança financeira a partir da contenção de despesas pessoais?

4. Tenho paciência para enfrentar uma jornada de médio a longo prazo de trabalho duro e convivência com riscos, antes de atingir solidez econômica e satisfação financeira?

5. Conseguirei conviver com serenidade longe do “glamour” corporativo e dos jogos de poder travados nos corredores e salas de reunião?

6. Estou preparado para enfrentar uma jornada diária de trabalho sem horários definidos para seu início ou término?

7.  Estou emocionalmente maduro para pensar e decidir por conta própria, sem o apoio de chefes, colegas e consultores motivacionais?

8. Pretendo me tornar empreendedor pelo desejo de tornar-me rico ou pelo anseio de realizar e assumir o controle do meu próprio destino?

9. Serei feliz na solidão que envolve controlar o próprio destino e ser o centro das decisões vitais da minha vida empresarial?

10. Estou preparado para trabalhar com a mínima estrutura de suporte, assumindo com tranquilidade as tarefas que antes eram delegadas para secretárias, assistentes ou estagiários?

Gerar riqueza a partir de uma ideia ou sonho, não é missão para qualquer um, mas é uma viagem que vale a pena, não tenha dúvida disso.

Até o próximo.

Não deixe de conferir o nosso post que corrobora essa ideia e que mostra o que é ser empreendedor.

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

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