empréstimo coletivo

Empréstimo coletivo e a sua importância para pequenos empreendedores

Veja como o empréstimo coletivo vem sendo uma alternativa valiosa para as empresas prosperarem.

O ano de 2016 não foi nada fácil em termos econômicos para os brasileiros. Muitas fábricas e empresas fecharam, o que levou à extinção de diversos cargos. A desaceleração da economia afetou importantes setores como a indústria. Mas, curiosamente, os Microempreendedores Individuais (MEI) cresceram 20%, de acordo com o IBGE. Junto com eles, a procura pelos empréstimos e pelo peer-to-peer lending, conhecido como empréstimo coletivo, também cresceu.

Conheça, a seguir, os motivos que levaram à expansão dos empreendedores no Brasil e como o empréstimo coletivo vem sendo uma alternativa valiosa para eles prosperarem.

Cenário econômico e a expansão das empresas no Brasil

A explicação para o crescimento dos pequenos empreendedores está em boa parte ligada ao desemprego que o país enfrenta. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, em 2017, de cada três desempregados no mundo, um será brasileiro.

Diante dessa realidade preocupante, abrir um pequeno negócio é uma das soluções encontradas por quem está em busca de uma recolocação profissional ou por quem se cansou de depender da empresa onde trabalha como funcionário.

Apesar do aumento do empreendedorismo, são raros os casos em que o proprietário já dispõe de verba para colocar em prática aquele sonhado plano. As instituições financeiras não ajudam tanto nesse processo, pois cobram juros abusivos e mantêm um modo muito burocrático para aquisição de crédito.

No entanto, hoje o investidor pode alavancar o seu negócio por meio de uma modalidade inovadora de crédito: o empréstimo coletivo. Além de acessível em termos burocráticos, essa opção está livre dos altos juros.

Mas, você deve estar se perguntando: o que é um empréstimo coletivo? Onde conseguir um empréstimo que eu possa confiar? Qual é a diferença entre um empréstimo no banco e em plataformas on-line de empréstimo coletivo?

Para esclarecer essas e outras dúvidas, confira, a seguir, as informações primordiais para pequenos empreendedores que buscam por créditos acessíveis para expandir seus negócios.

O que é empréstimo coletivo

Para explicar o que é um empréstimo coletivo (peer-to-peer lending), é necessário explicar, também, o funcionamento dos empréstimos tradicionais feitos principalmente por meio de bancos, que dominam uma fatia expressiva do mercado há mais de 100 anos no Brasil.

O banco age como intermediário entre o dinheiro e empreendedor. Ele utiliza o dinheiro investido das pessoas e o empresta para quem precisa arcar com dívidas ou investir na própria empresa, por exemplo. Ao fazer esse serviço, o banco cobra um valor superior, uma taxa conhecida como spread bancário.

O peer-to-peer lending, por sua vez, elimina o banco como intermediário. Nessa modalidade, a relação é mais direta e moderna entre o dinheiro e os empreendedores que precisam de empréstimo. Os investidores aplicam suas verbas em empresas que estão em busca de crédito. É um investimento de pessoas em pessoas, no qual todos saem ganhando.

Esse modelo é muito vantajoso para os pequenos empresários que necessitam de capital, pois com a exclusão do spread bancário, o empréstimo não vai pesar no bolso do contratante.

A prática de empréstimo coletivo on-line só é possível graças às Fintechs (terminologia de finance and technology, em inglês), que são empresas que trazem modernidade e tecnologia ao mundo financeiro. Com elas, foi possível criar plataformas on-line que tornaram o empréstimo coletivo uma modalidade segura e acessível para todos.

A história do empréstimo coletivo no Brasil e no mundo

O empréstimo coletivo teve início na Grã-Bretanha no ano de 2005, e se expandiu para os Estados Unidos em 2006. O sucesso imediato está relacionado à aproximação das partes, excluindo os intermediários, como os bancos.

No início da implantação, o processo de empréstimo coletivo foi visto como uma intermediação financeira irregular. Nos Estados Unidos e na Itália, por exemplo, algumas plataformas tiveram o serviço interrompido devido à falta de conhecimento sobre a grandiosidade do processo peer-to-peer.

Apesar dos impasses iniciais, as plataformas de empréstimo coletivo logo conseguiram provar que são uma alternativa de valor para os investidores e também para os empreendedores que buscavam crédito para crescer.

Em 2014, o governo da Inglaterra regularizou os empréstimos coletivos por conta da sua importância para a sociedade. As abordagens regulatórias são descritas no documento Autoridade de Conduta Financeira (Financial Conduct Authority 2014).

No Brasil e na América Latina, as plataformas de empréstimo coletivo estão indo pelo mesmo caminho da Europa e dos Estados Unidos em termos de expansão. Em 2015, foram emprestados coletivamente na América Latina cerca de 44 milhões de dólares. Na Inglaterra, de 2009 até hoje, já foram emprestados mais de 9 bilhões de libras esterlinas.

Esses números mostram o quão rápido o empréstimo coletivo ganha espaço mundialmente. Apoiar essa nova modalidade é também incentivar o desenvolvimento das comunidades locais, principalmente porque os empréstimos coletivos facilitam e garantem o desenvolvimento dos pequenos empreendedores.

Seguindo essa tendência mundial, estudos predizem que até o ano de 2025 esses investimentos coletivos possam chegar a 1 trilhão de dólares no mundo inteiro.

Como funciona essa modalidade de crédito para empreendedores

Os empreendedores são os que mais recorrem às linhas de crédito, seja para arcar com dívidas das empresas ou mesmo para expandir os negócios — adquirindo novos equipamentos ou ampliando a equipe de trabalho.

Com o empréstimo coletivo, diferentemente de outras modalidades de crédito, o empreendedor não precisa prestar qualquer garantia para que o valor seja liberado. Mas o pequeno empresário precisa seguir alguns pontos para ter acesso ao financiamento. São eles:

  • ter pelo menos 15 meses de constituição da empresa;
  • ser cidadão brasileiro, com residência no país;
  • ter pelo menos 18 anos de idade;
  • possuir uma conta corrente bancária individual no seu nome;
  • não ser pessoa politicamente exposta.

Empreendedores com restrições no próprio nome ou no da empresa não são, necessariamente, excluídos do financiamento coletivo on-line. A aprovação ou a reprovação do empréstimo dependerá do nível da restrição.

Em plataformas confiáveis, a liberação do empréstimo passa por análises de crédito, antifraude e comportamental.

Principais vantagens e diferenciais do peer-to-peer lending

Essa modalidade de crédito é ideal para os empreendedores por várias razões, algumas já apresentadas neste artigo. Por exemplo: em comparação com as demais formas de se adquirir um empréstimo, o coletivo destaca-se pela taxa acessível e justa para todos, longe do spread bancário.

Isso significa que o empreendedor vai pagar menos pelo empréstimo, sem se comprometer com uma dívida injusta. Esse cenário favorável ajuda as micro e pequenas empresas a crescerem e se manterem ativas no mercado.

A seguir, confira outros dois diferenciais dessa modalidade de crédito:

Agilidade

As agendas dos empresários são sempre repletas de atividades. Ficar horas em um banco ou esperar dias por um retorno da solicitação não é nada viável para essas pessoas.

Com o empréstimo coletivo, o empreendedor consegue realizar todo o processo de solicitação do crédito on-line, a qualquer hora e lugar. Aliada à tecnologia, a análise de crédito é mais rápida e segura, evitando a perda de tempo e o desgaste mental dos empresários.

Foco no crescimento de empreendedores e investidores

Enquanto a maioria das instituições financeiras dificulta a aquisição de crédito devido aos juros altos, renda insuficiente e linha inadequada, o empréstimo coletivo visa fortalecer empresas que precisam de recursos e também os investidores que querem fazer o seu dinheiro render.

Como contratar um empréstimo coletivo para a empresa

As empresas interessadas em contratar um empréstimo coletivo devem se cadastrar em uma plataforma que ofereça esse serviço. Ao preencher as informações solicitadas, o empreendedor deve enviar on-line os documentos requisitados.

Durante essa fase, também é necessário incluir o valor do empréstimo, o prazo de quitação e a finalidade desse dinheiro. Caso a proposta do empreendedor seja aprovada, a companhia fica em aberto para que investidores financiem a proposta.

Ao alcançar 100% do valor requisitado, é gerada a operação e o dinheiro é liberado na conta do empreendedor, tudo de maneira simples, rápida e sem burocracias.

Como escolher o empréstimo ideal para o seu negócio

O melhor empréstimo para a sua empresa é aquele que possui parcelas acessíveis para o seu bolso. Por isso, antes de contratar qualquer modalidade, é preciso analisar o quão corrosivos serão os juros embutidos, evitando entrar em uma dívida impagável.

Para ajudar você a fazer uma escolha acertada, listamos abaixo as linhas de crédito mais usadas por microempreendedores:

Cheque-especial

É a modalidade que tem a maior taxa de juros. Não é a opção mais indicada para os microempreendedores. Se a dívida não for quitada em alguns dias, pode significar falência. Por isso, cuidado!

Crédito pessoal

Muitos empreendedores usam o crédito pessoal como alternativa no seu empreendimento. Ele também possui juros altíssimos, e a diferença do cheque-especial está no número de parcelas, muitas vezes dissolvidas em 48 vezes. Essa prorrogação do pagamento acaba mascarando o valor dos juros a serem pagos.

Cartão BNDS

Essa modalidade apresenta juros mais baixos, mas não são todos os empreendimentos que podem contar com esse financiamento. Ele é destinado apenas para a aquisição de bens específicos.

Microcrédito

Também tem juros baixos e pode ser solicitado por pessoas jurídicas formais e informais. O empréstimo deve ser quitado em até 24 vezes, mas para ser aprovado são necessárias visitas técnicas e documentação que comprove a atividade exercida.

Empréstimo coletivo

Como apresentamos no decorrer do artigo, o empréstimo coletivo é a modalidade mais indicada para micro e pequenos empreendedores que buscam adquirir um capital de giro e expandir os seus negócios.

Para que essa seja a melhor escolha em todos os sentidos, é preciso encontrar uma plataforma segura e confiável, que além de facilitar a aquisição de crédito a juros baixos, também protege os empreendedores e investidores por meio da parceria com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Abordamos, neste artigo, o conceito de empréstimo coletivo, mostrando suas principais vantagens para os pequenos empreendedores. Se você quer continuar por dentro das dicas e informações sobre empreendedorismo e investimentos financeiros, assine agora mesmo a nossa newsletter!

Artigo produzido pela equipe Biva.