Empreendedor Suicida: Não seja a razão para não dar certo!

Empreendedor Suicida: Não seja a razão para não dar certo!

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empreendedor suicida

É comum ouvirmos que não são os negócios que não dão certo. São os empreendedores. E essa afirmação não está 100% errada.

É claro que podem existir produtos ou serviços que não têm demanda suficiente para virarem um negócio de sucesso e, por isso, acabam indo a falência em poucos meses.

Mas até a escolha e a pesquisa de mercado pelo menos deveria ter sido feita por um empreendedor, o que coloca o insucesso novamente em suas mãos.

E, além desses fatores, existem algumas atitudes ou decisões que já levaram inúmeros empreendedores ao fracasso e continuam levando, simplesmente por uma desatenção, desconhecimento desses erros ou pelo famoso pensamento “Isso jamais vai acontecer comigo!” (doce ilusão).

Saiba que pode muito bem acontecer com qualquer empreendedor que não toma os devidos cuidados ou que age de maneira descuidada ou mais arriscada do que deveria ser. E é exatamente disso que se trata o termo empreendedor suicida.

Para evitar que isso ocorra com você, conheça alguns dos erros que podem ser considerados até clichê, mas que tornaram alguns empreendedores verdadeiros kamikazes do seu negócio.

Falta de planejamento

Esse definitivamente é um dos maiores fatores para o fracasso de um negócio, e consequentemente de um empreendedor: começar um negócio sem nenhum planejamento.

E, quando dizemos falta de planejamento, não estamos falando apenas da ausência de um modelo de negócios, mas muitas vezes até de uma pesquisa de mercado ou da validação de um produto, para entender qual a real necessidade dos consumidores.

Já dissemos isso diversas vezes, mas é sempre bom repetir: uma grande ideia não é suficiente. Se o que você pretende oferecer não tem uma demanda de compra realmente significativa para sustentar sua empresa, os seus investimentos serão em vão.

Por isso, não cometa o mesmo erro e se planeje! Faça pesquisas de mercado, ouça os seus potenciais clientes, entenda os custos do seu negócio, conheça os seus clientes, os fornecedores que você precisará.

Faça também projeções reais e fundamentadas de curto, médio e longo prazo, para entender quais os possíveis cenários do seu negócio, ter previsibilidade e conseguir reverter situações de perigo a tempo.

Falta de controle financeiro

A realidade não apenas de muitos empreendedores, mas de muitas pessoas, que acabam apenas refletindo em um novo negócio.

A diferença é que os riscos, consequências e perdas, no caso de erros de controle financeiro em empresas são muito maiores, e por isso merecem cuidados redobrados.

O primeiro erro possível, e que também está ligado à falta de planejamento, é não entender quais são as necessidades financeiras reais antes mesmo de abrir o negócio. Ou seja, qual o investimento necessário para que ele comece.

Outro erro comum é a falta de controle do fluxo de caixa: o que entra não compensa o que sai. É claro que nos primeiros meses essa pode ser uma realidade, mas a longo prazo a ideia é que esse movimento vá se estabilizando até representar lucro para a empresa. Afinal, esse é o motivo pelo qual as empresas existem.

Metas bem estabelecidas, mais uma vez a famosa previsibilidade, controle de contas, recebimentos, conhecer e entender o crescimento da empresa são apenas alguns dos fatores que você precisa ter claros se quiser que o seu negócio dê certo.

Além disso, saiba e planeje o destino dos recursos que estão entrando em sua empresa de maneira consciente, para não se assustar no final de um período com um rombo em seu caixa e um prejuízo incontornável.

Não separar a empresa e a vida pessoal

Muitos empreendedores tratam suas empresas como verdadeiros cofrinhos pessoais, onde podem tirar dinheiro de maneira desregrada. Afinal, eles são os donos e é por isso que queriam ter o próprio negócio.

Mas esse é um dos motivos que acaba com várias empresas todos os anos, mesmo aquelas já estabelecidas no mercado.

Por isso, não confunda o seu CNPJ com o seu CPF e separe claramente as coisas: a empresa não é quem paga as suas contas, os desejos da sua esposa ou as suas férias de final de ano. É a sua remuneração!

O que a empresa paga são as contas que ela mesmo tem, os seus fornecedores, os seus funcionários e todos os outros gastos que envolvem o existir e desenvolver do próprio negócio.

Estabeleça qual é o seu pró-labore e de todos os sócios e não faça retiradas no caixa da empresa para despesas pessoais!

Problemas entre os sócios

Sociedades são como casamentos! E você não deve estar ouvindo isso pela primeira vez.

Isso porque, assim como o matrimônio, uma relação entre sócios exige empatia, boa comunicação, sinceridade, cordialidade, compreensão, respeito e muitas outras coisas que também mantém casamentos funcionando.

Para se ter uma ideia, a Saraiva, grande editora e livraria, perdeu cerca de 88% do seu valor em 5 anos por brigas entre os sócios!

Outra grande empresa, a Usiminas, teve um prejuízo de 151 milhões de reais, marcados por constantes e públicas brigas entre os seus sócios responsáveis.

Viu como uma sociedade ruim pode levar a falência?

Por isso, não coloque a necessidade de um parceiro ou mesmo de investimento acima do que pode representar o sucesso da sua empresa a longo prazo e escolha com muito critério quem serão os seus sócios em um novo empreendimento, ou mesmo em um que já exista.

E detalhe bem em seu plano de negócios quais são os papéis, responsabilidades e mesmo a atuação de cada um dos envolvidos para evitar problemas futuros.

Deixar o Marketing em segundo plano

Outro ponto imensamente responsável por fracasso em empresas: um Marketing ruim ou inexistente.

Já dissemos isso também outras vezes, mas vamos relembrar você. O Marketing não é um luxo ou um gasto para o futuro, mas sim um investimento mínimo para quem deseja alcançar o sucesso.

Por mais que a sua empresa esteja indo muito bem, o caixa esteja controlado, o planejamento sendo executado com maestria e os sócios se amem, se você não estiver vendendo, todo o seu sucesso se tornará fracasso em pouquíssimo tempo.

E o Marketing é o responsável por tornar o seu produto conhecido, encantar os clientes, gerar um bom relacionamento com eles e ampliar a sua capacidade de vendas de local para, por que não, até mesmo internacional (desde que você tenha como atender a essa demanda).

Por isso, desde o início do seu negócio, o Marketing deve ser uma prioridade. Conheça seu público, entenda seus hábitos e preferência, invista em uma boa estratégia e comece a tornar o seu negócio conhecido e, por esse motivo, lucrativo!

Assim você estará tomando um grande passo para evitar que a sua empresa venha a falência por falta de clientes!

Falta de inovação e resistência à mudanças

Bons empreendedores são aqueles que têm a capacidade de admitir seus erros e de se adaptar a novos contextos de mercado. Se você não é assim e pretende começar um negócio, comece desenvolvendo essas características.

Isso porque todos os dias alguma coisa muda no mundo dos negócios. É um novo concorrente, uma mudança no ponto de vista dos consumidores, uma nova forma de se relacionar com eles, uma nova tecnologia associada à produção de um nicho.

E você tem que estar, mais que pronto, disposto a encarar essas transformações, aprender com elas e também se desenvolver a partir dessas, com muita flexibilidade e sabendo ouvir seu time, o mercado e as tendências.

Caso contrário você acabará se tornando ultrapassado, perdendo em competitividade, produção e vendas, e todas essas coisas podem contribuir para o fechamento de um negócio.

Além disso, os consumidores (e isso inclui você) gostam de novidades e por isso todo empreendimento deve ser repensado de tempos em tempos para que o empreendedor avalie como ele pode inovar e gerar ainda mais valor para seus clientes.

Distância do empreendedor e do negócio

É sonho de muita gente se tornar dono do próprio negócio e usufruir de todos os bônus disso: fazer os próprios horários, ser bem sucedido, alcançar a fama, encontrar estabilidade, ganhar mais…

Mas muitos esquecem do que existe por trás disso: esforço, dedicação, entrega, abnegação em muitos casos, noites sem dormir e empenho.

Conseguir um sem o outro só é possível quando um empresário abre mão de gerenciar ou mesmo acompanhar de perto o seu negócio e o entrega nas mãos de outra pessoa, que se torna responsável pelo trabalho duro.

Esse pode ser um grande erro que levará o seu negócio a falência, a curto, médio ou longo prazo!

Se você não sabe o que acontece no seu dia a dia, não poderá propor melhorias, avaliar o desempenho, acompanhar o crescimento, entender o que dá certo e o que dá errado, e ninguém melhor que você mesmo para dar valor ao seu negócio.

Por isso, acompanhe a sua empresa de perto. Mesmo que você tenha sócios e uma ótima equipe responsável pela gestão e que está dando muito certo, esteja sempre ciente da realidade do seu negócio para poder tomar decisões e medidas antes que seja tarde demais!

Conclusão

É difícil colocar um desses fatores como maior ou menor diante de um fracasso. Todos eles podem afetar empresas diferentes, de maneiras diferentes.

Porém, como você pode observar, os motivos são iguais e por isso você deve dar atenção a eles e evitar entrar para o hall dos empresários que encararam o fracasso por repetir o erro que centenas de outros já cometeram antes dele.

E, para continuar aprendendo com líderes que deram muito certo, leia o nosso post com os 10 livros sobre liderança para bons líderes e aprenda a gerir pessoas e o seu negócio!