Chegou a hora de desistir da sua empresa? Descubra antes que seja tarde

Desistir não deve ser visto como algo negativo. Aliás, há muitas lições que somente o fracasso ensina. Alguns dos empreendedores mais bem-sucedidos da história, por exemplo, Walt Disney, faliram antes de criar algo realmente grande.

É preciso, no entanto, entender a hora de desistir. Insistir em algo fadado ao insucesso não é resiliência, característica muito apreciada nos empreendedores. É falta de tato. É crucial conhecer os sintomas que gritam “chega!” em seu projeto.

Pensando nisso, elaboramos um artigo para você. Nele, vai entender de análises financeiras, feedback de alguns grupos de interesse até a validação dos clientes. No final, saberá se é a hora de desistir ou se dá para caminhar um pouco mais!

Não existe o equilíbrio financeiro necessário

Comecemos com matemática básica: seu negócio tem alcançado o ponto de equilíbrio?

Grosso modo: o ponto de equilíbrio é a relação entre as receitas obtidas e as saídas do empreendimento, garantido que não fique em prejuízo no fim do mês. Logo, se uma empresa recebe menos do que gasta, não existe o equilíbrio adequado.

Se o empreendimento ainda está no estágio de validação e atuando com capital de giro — o que dura de 6 meses a 1 ano, podendo variar em alguns segmentos — é normal não chegar ao ponto de equilíbrio. Caso contrário, você tem um sério problema nas mãos.

O percentual de lucro é baixo ou nulo

Como você sabe, o lucro é essencial para a existência de qualquer empresa. É preciso calcular o preço da venda considerando os custos, os impostos e o lucro desejado. Somente assim, será possível operar com o retorno financeiro adequado.

Por essa razão, também é preciso considerar o percentual do lucro. Se mesmo vendendo o negócio não se mostrar lucrativo, é sinal de que há algo de muito errado.

Identificar o percentual de lucro é muito simples, **basta dividir o lucro líquido pela receita total, depois multiplicar o resultado por 100 **(lucro líquido/receita total x 100). Dessa maneira, é possível medir de se pagar da empresa.

Seu feeling diz que não é um bom negócio

O empreendedor deve confiar no seu feeling (isto é, no seu intuito) para saber se o negócio deve prosseguir ou não. Há muitos casos em que, apesar de diversos projeções contrárias, o empreendedor continuou “tocando” o projeto e deu certo! Então confie no seu intuito, se algo te diz que o negócio não tem futuro, é melhor parar.

Nada dá certo, mesmo tentando diferentes caminhos

É comum que o empreendedor tente diferentes caminhos, pivotando o negócio inicial, antes de refletir mais a fundo sobre a eficácia. Logo, se já mudou a estratégia do negócio por diversas vezes, fez alguns ajustes, mas nunca há resultados significativos, talvez seja hora de desistir. Use a experiência e parta para novos projetos.

A concorrência possui elevado domínio de mercado

Também é preciso considerar a concorrência. Muitos rivais estão há bastante tempo no mercado, possuem muitos clientes e elevado poder econômico, podendo reduzir abruptamente os preços para criar barreiras de entrada em seu mercado. Esse é um oceano vermelho, muito complexo para empresas pequenas e recém-criadas.

Nesse caso, o empreendedor tem três saídas: encarar a concorrência, o que não é fácil; explorar mercados menos competitivos, chamados de oceano azul; ou encarar que é hora de fechar.

O percentual de metas batidas é baixo

É muito comum que, ainda nos estágios iniciais do negócio, o empreendedor estabeleça algumas metas para mensurar seu crescimento. Os indicadores podem ser os mais diversos, da aquisição de clientes, aumento dos lucros até a participação do mercado.

Então reflita sobre quantas dessas metas foram atingidas recentemente, quantas estão próximas e quantas ainda são apenas um sonho — algo muito distante.

Quando maior o número de metas alcançadas, mais eficaz o empreendimento tem se mostrado. No entanto, é preciso saber definir metas inteligentes e desafiadoras, geralmente no modelo SMART ou no formato de OKRs.

A paixão pelo negócio acabou

Em muitos casos, o problema não está nos resultados, mas na falta de paixão. Sem o entusiasmo necessário, o trabalho se torna muito mais pesado, cansativo e chato. Então reflita se possui paixão em fazer o que faz ou se existem novos propósitos que deseja explorar. O empreendedor não deve ter medo de recomeçar.

Há oportunidades mais rentáveis

O empreendedor está em constante contato com novas oportunidades, seja no seu segmento ou em outros completamente distintos. Por esse motivo, algumas empresas passam por mudanças radicais, como a American Express que iniciou no ramo de transportes. Se existem oportunidades mais rentáveis (não apenas em termos financeiros, mas de crescimento e bem-estar), talvez hora de desistir.

Não há validação por parte dos clientes

Em qualquer negócio, a validação do cliente é uma ótima métrica. Para saber se os clientes gostam do seu produto-serviço ou o detestam, basta analisar o número de conversões dos últimos meses. Outra possibilidade é buscar feedbacks diretos, perguntando se teriam interesse hoje ou no futuro pelo produto-serviço oferecido.

Existem muitas ameaças no ambiente externo

Toda empresa está inserida em um ambiente maior, chamado de macroambiente. Nele, encontram-se aspectos mais abrangentes, como legais, tecnológicos e econômicos.

Imagine que uma empresa atue no ramo alimentício e, em certo momento, uma nova lei a impeça de comercializar seus produtos. Então, para continuar operando, será preciso reformular suas receitas, seus embalagens e sua estratégia de atuação.

Nesses casos, os custos para a mudança são elevadíssimos. Se o negócio é pouco lucrativo, muito provavelmente, o mais producente é fechá-lo e partir para novas ideias.

Como pode observar, existem diversas pistas de que é chegada a hora de desistir para empreendedores, então é preciso ficar atento. No entanto, isso não deve ser motivo para tristeza ou fardo. Use a experiência obtida para recomeçar, criar novos produtos, encarar novos mercados e se destacar da concorrência. Busque novos caminhos!

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