design thinking

Design thinking: o que é e como aplicar no mundo empresarial

Apresentamos no post de hoje o design thinking, uma forma que vai revolucionar o seu processo criativo em busca de melhores resultados. Acompanhe!

A atividade empresarial é uma carreira que não depende apenas de recursos financeiros. Dentre os inúmeros desafios, resultados positivos são cobrados a todo momento.

Hoje, começar o próprio negócio pode ter suas vantagens, como financeiras, realização de um sonho. Mas, quem está pensando em se inserir nesse meio deve ter em mente que o sucesso não vem por acaso.

Se uma estrutura bem planejada já corre o risco de fracassar, imagina quem decide se aventurar sem nenhum preparo. Definitivamente o cenário não é propício para os amadores.

O profissional capacitado tem a consciência de que a busca pela perfeição é uma prática a ser cultivada constantemente, e as antigas estratégias de gestão vêm perdendo espaço para técnicas que inovaram a comunicação tanto com os funcionários, como com os destinatários do seu serviço.

Neste contexto, apresentamos no post de hoje o design thinking, uma forma que vai revolucionar o seu processo criativo. Acompanhe!

O que é design thinking?

A palavra design está relacionada a estética, a aparência de determinado item e como os indivíduos interagem com ele. Mais que criar, o trabalho dos designers também é composto por pesquisas, levantamentos históricos sobre o uso dos objetos, em que cultura eles surgiram, e como foram evoluindo ao longo dos anos.

Essa maneira de pensar e colher referências sólidas para aperfeiçoar a sua arte, tem sido incorporada ao ambiente empresarial e vem expressando bons indicadores.

O design thinking é uma forma inovadora de criação, que busca analisar diferentes perspectivas e, assim, encontrar as soluções mais adequadas para os problemas de uma organização, bem como melhor desenvolvimento de seus produtos/serviços.

Com uma abordagem colaborativa, podemos dizer que se trata de um processo de construção multidisciplinar. Quanto mais heterogêneas forem as experiências trazias, maiores as chances de alcançar a real necessidades dos indivíduos.

O que os meus clientes anseiam? Essa pergunta com certeza evitaria muitos desperdícios. A eficiência do design thinking está justamente no fato de procurarem dar ou produzir aquilo que as pessoas realmente necessitam.

O mercado hoje está cada vez mais competitivo, e apresentar um produto ou serviço revolucionário não é garantia de se destacar perante os concorrentes. Do que adianta criar algo perfeito, se a coisa não tem aplicabilidade no dia a dia dos indivíduos?

Neste sentido, a técnica do design thinking apresenta uma abordagem mais humana, que não se baseia somente em estatísticas ou hipóteses, mas sim na esquematização experiências vividas.

Com tal característica, é equivocada a ideia de que se cuida de um método universal, pois não há regras para florescer o pensamento crítico; não há uma receita a ser praticada por todas as empresas. Mas a sua finalidade, que é a percepção profunda do mercado consumidor, permite que essa maneira de trabalhar faça parte de qualquer negócio.

Como funciona os processos de criação com tal abordagem?

Embora os objetivos de utilizar o design thinking sejam bem claros, não existe uma fórmula a ser seguida. Contudo, podemos delimitar algumas etapas:

Imersão nas informações

O ponto de partida é a fase de observação, coletar dados, adquirir conhecimentos, ou seja, preparar uma base sólida para que ao final os resultados sejam positivos.

Aqui é o momento de entrevistar os clientes a fim de traçar o seu perfil. Quem as ações da minha empresa precisam alcançar? Qual faixa etária é predominante entre o meu público? Eles são participativos? Quais as estratégias de marketing mais adequadas para engajá-los? Essas são algumas das informações que devem estar bem claras ao empreendedor.

Como diz o ditado: “a primeira impressão é a que fica”. Ainda que seu produto seja excelente ou não tenha concorrência, as coisas não permanecem no mesmo estágio para sempre. Por isso, focar em promover uma experiência única ao cliente deve ser uma prioridade de metas em qualquer empresa.

Além dos consumidores, é essencial examinar a sua equipe de colaboradores. Se eles realmente entenderam a proposta da organização e estão alinhados com tais conceitos – a troca de conhecimentos será muito construtiva.

Identificar onde buscar novas oportunidades

Para desenvolver tal habilidade, é necessário um profundo autoconhecimento, bem como estar por dentro das características dos meus concorrentes.

Se os pontos fortes e fracos do próprio empreendimento não estão sob seu domínio, assim como a falta de conhecimento de informações da concorrência, dificilmente você encontrará uma trajetória para inovação.

Neste contexto, estabelecer uma análise nos moldes da Matriz SWOT ajudará na sua missão. Essa é uma técnica que equilibra os fatores internos com as ameaças externas de um negócio. Ela ajudará na identificação do que distingue sua empresa dos adversários, e, consequentemente, o melhor caminho para fidelizar os clientes.

Enfim, realizar pesquisas de mercado, confrontar com suas próprias referências, ouvir as observações de todos os envolvidos, sem dúvidas mostrarão onde encontrar soluções inovadoras.

Constatar, dentre as inovações descobertas, qual se encaixa melhor ao perfil da empresa

Após detectar um leque de opções inovadoras, o próximo passo é escolher a que representa maior potencial de crescimento.

Mais uma vez o cliente tem papel indispensável, afinal, ele é o motivo de tudo acontecer – se não tem quem compra, por que produzir algo?

Se estamos falando de ideias inovadoras, devemos utilizar o que há de tecnológico no mercado para facilitar o nosso trabalho. E o Big Social Data é uma boa fonte de informações nesta fase.

Trata-se de uma ferramenta capaz de gerar dados em relação ao comportamento dos usuários nas redes sociais – o que eles pensam a respeito das marcas, quais são os seus hábitos, etc.

Desenvolver a inovação nos produtos ou serviços

Feito os levantamentos importantes, chegou a hora de começar a executar o design thinking. Aqui, todos os pontos estudados passam a ser desenvolvidos, dentro daquilo que a sua marca oferece.

A abordagem design thinking funciona de mão dadas com a metodologia Heurística, que se baseia em chegar a um diagnóstico de criação através de um problema.

Por exemplo, minha empresa fabrica smartphones de alta tecnologia, e, por isso, o custo final dessa produção acaba sendo elevado. Já conseguimos consolidar nossa marca no mercado, mas concluímos que a expansão dos concorrentes tem sido maior.

Como resolver essa questão, sabendo que muitas pessoas gostariam de comprar da nossa marca, entretanto, não possuem condições financeiras para dispor da quantia necessária? É possível modificar algum item para reduzir custos e conquistar esta parcela do mercado?

Testar as hipóteses e implementar a solução

Se o seu empreendimento não é uma empresa de tecnologia, saiba que um conceito importado do mundo das startups pode ser de grande valia nessa etapa.

Me refiro ao Produto Mínimo Viável (MVP). Ele significa criar uma versão mais simples do produto final para ser testada com os consumidores, utilizando o mínimo de recursos possível.

A ideia é, a partir desse primeiro contato, identificar o que funciona bem e os pontos que precisam de melhoras, antes da versão definitiva chegar ao mercado.

Quais os benefícios do design thinking?

Permite melhorar os padrões de qualidade, e, ao mesmo tempo, consolidar uma relação harmoniosa com o público. Os resultados de produtividade e lucro aumentam quando os desejos dos compradores são atendidos.

Como implementar essa prática na empresa?

A concepção do design thinking não está restrita às grandes organizações, o seu alcance relaciona com a qualidade, sendo o tamanho de uma empresa uma característica irrelevante. Por isso, cada vez mais as pequenas ou empresas de médio porte também têm desenvolvido essa perspectiva colaborativa.

A vantagem é que ele se aplica em todos os setores, desde o processo criativo até a etapa final. Veja algumas dicas de como exercitá-lo:

  • Equipe de idealização: sua função é criar um brainstorm bem definido; desenvolver suas ideias com base nos dados coletados, na comunicação com o cliente, analisá-las e transformá-las em algo palpável.
  • Equipe de estratégia: são os responsáveis pela gestão e pela escolha de estratégicas utilizadas. Ao usar o design thinking, o que se tem em mente é a visão do futuro, as expectativas de inovação pelos clientes. O objetivo não é simplesmente replicar o que deu certo no passado.
  • Equipe de Vendas: para as pessoas que lidam diretamente com o público-alvo, as técnicas do design thinking devem ser encaradas como aliadas no aperfeiçoamento do seu poder de persuasão. É se antecipar aos desejos dos consumidores e estar preparado para apresentar soluções aos seus anseios.
  • Diretoria: no setor onde as decisões mais importantes são tomadas, é indispensável ter uma visão ampla e humanizada sobre para quais rumos os ventos do mercado estão soprando. Com o design thinking, o empreendedor não vai julgar as propostas fundado apenas em números.

Portanto, podemos concluir que o design thinking é uma ferramenta inovadora que veio para modificar as estratégias de gestão tradicionais. Com a sua abordagem participativa, o elo entre empresas e consumidores é mais forte, e no fim das contas, todos saem lucrando; é um crescimento consciente.

Agora que você já aprendeu como o design thinking, aplicado corretamente, pode garantir o sucesso do seu negócio, aproveite para descobrir como aumentar as chances de ser encontrado pelos clientes, acessando nosso material exclusivo SEO: O Guia Definitivo.