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10 dicas para ver se existe mercado para sua ideia de negócios

Como escolher e avaliar uma nova ideia de negócios – além de algumas dicas diretas sobre as melhores alternativas

Quem sabe você não tem uma ideia para abrir um negócio? Talvez já venha alimentando essa ideia há muito tempo, mas ainda não colocou nada em prática.

Está deixando que ela amadureça mais e mais. Porém, é necessário ter uma noção mais precisa sobre a viabilidade de sua ideia. Será que ela corresponde aos que os consumidores desejam? Ou é simplesmente uma boa ideia somente na sua cabeça?

Para evitar aplicar seu dinheiro em um negócio sem futuro, é melhor analisar até que ponto essa sua ideia vai atrair clientes.

Empreender é bom, mas empreenda sempre orientado por uma visão realista.

Confira dez dicas para ver se existe um mercado para sua ideia de negócios!

1- Atente para as críticas de mercado

No final das contas, o melhor juiz para julgar se sua ideia é ou não boa e rentável é o mercado.

Para estar a par do que diz o mercado, nada melhor que comparar números. Você deverá, portanto, reunir informações relacionadas ao negócio que deseja desenvolver, como:

  • Média de faturamento no âmbito local, regional e nacional;
  • Nível de concorrência;
  • O segmento que pretende explorar é novo e está em crescimento ou já é antigo e estabilizado?

Avalie o exemplo seguinte: você deseja abrir uma loja de calçados. Na região em você pretende abrir sua loja, os consumidores compram em média R$ 500.000,00 em calçados anualmente. Já existem 8 lojas que vendem calçados na região, sendo que as 3 melhores apresentam um faturamento que responde a 70% das vendas do produto (R$ 350.000,00).

Ou seja, sua loja (que será a nona no segmento) vai disputar com mais 5 lojas pelo faturamento de R$ 150.000,00. Será um grande desafio e vale a pena considerar se o negócio realmente compensa.

2 – Opte por um segmento que, comprovadamente, oferece retorno

O que significa “comprovadamente”? Quer dizer que qualquer pessoa que entre nesse segmento vai ganhar muito dinheiro?

Não, não quer dizer isso. Quer dizer que existem mais chances para você se optar por aquele segmento, já que todos os empreendedores desse ramo estão conseguindo se manter ativos no comércio.

Você poderá, inclusive, inovar dentro desse segmento, usando sua criatividade e gerando maior interesse no consumidor.

Lembre que preços sempre são grandes diferenciais e uma forma de se dar bem em um negócio é oferecer bom atendimento, bons produtos e preços mais competitivos (aliando esses 3 fatores, você poderá desenvolver seu potencial competitivo e manter-se ativo no mercado).

3 – É melhor ter clientes fidelizados que buscar sempre novos clientes

Considerando a competitividade elevada e as crises econômicas, não é muito fácil conquistar sempre novos clientes de modo a ter uma grande fatia do mercado.

Além disso, captar clientes geralmente sai mais caro que fidelizar. Tanto para quem está começando como para quem já atua há muitos anos no mercado, isso representa uma grande diferença.

Com clientes fidelizados, seus investimentos em marketing serão menos pesados e você contará com uma forma de divulgação muito eficiente e gratuita: as referências dos próprios consumidores que compram em sua loja; isso mesmo, os clientes fidelizados divulgam os serviços/produtos e sentem prazer em fazer isso.

Para fidelizar é preciso atender bem, oferecer boas opções de pagamento e ser flexível de modo geral.

4 – Teste suas ideias

Outra boa dica para avaliar sua ideia é testá-la. E é possível fazer isso sem ter que gastar muito dinheiro. Com as facilidades do mundo virtual, você poderá aproveitar para construir um blog ou site e anunciar mesmo em suas redes sociais (existem grupos no Facebook destinados exclusivamente à compra/venda de mercadorias).

Criar um espaço virtual só para seus produtos ou mesmo aproveitar espaços mais amplos, como Mercado Livre e shoppings virtuais, é um bom começo.

Outra forma é atuando no mundo físico como fornecedor ou disponibilizando sua mercadoria para ser vendida, através de consignação, em empresas do varejo.

Assim, poderá avaliar as reações dos consumidores, entender melhor o que eles esperam de um negócio e fazer ajustes, desenvolver sua ideia ou mesmo trocá-la por outra mais viável.

Não somente os feedbacks dos consumidores são importantes, mas os de outros empreendedores também, principalmente os daqueles que atuam no mesmo segmento que você.

5 – Tome cuidado com os detalhes

Os detalhes são importantes na hora de avaliar sua ideia. Os detalhes envolvem questões como:

  • Fornecedores do produto ou matéria-prima;
  • Custos dessas compras;
  • Despesas que o negócio vai trazer;
  • Prazo de validade das mercadorias;
  • Logística de recebimento, armazenagem e distribuição do produto.

E assim por diante. Se você desconsiderar esses detalhes ao avaliar sua ideia correrá o risco de ter grandes prejuízos. Precisa haver um equilíbrio entre produção e venda (não adianta dispor de muitas mercadorias se há poucas vendas).

6 – Gerencie os riscos

Além do risco de não vender o produto/serviço, quais serão os outros riscos a que sua ideia de negócio está sujeita? Há riscos de segurança (produtos químicos, por exemplo)? Em relação à legislação e às normas técnicas, o que será preciso fazer para garantir a segurança? Há riscos de execução e tecnológicos?

Considere também o que é preciso, do ponto de vista burocrático, para que sua empresa possa funcionar legalmente, ou seja, a documentação e as licenças necessárias, o que pode acontecer caso não siga os protocolos.

Ficar alerta à concorrência também é gerenciar riscos.

Você poderá recorrer à inovação no segmento para garantir um espaço no faturamento ou mesmo para tornar-se uma das lojas preferidas.

Você poderá trabalhar com produtos novos, atendimento diferenciado, novas opções de pagamento, serviços agregados e assim por diante. Outra alternativa é trabalhar em parceria com as lojas que já existem, fornecendo materiais ou revendendo seus produtos.

7 – Avalie a curto, médio e longo prazo

Essa é uma coisa que, talvez muitos empreendedores deixem de lado, mas também é importante.

É preciso avaliar se sua ideia dará retorno a curto prazo ou se as chances estão a médio e longo prazo. Digamos que você está abrindo um negócio que vende produtos que só serão procurados daqui a alguns anos, com a chegada de um novo sistema de transporte ou de uma determinada faculdade.

Nesse caso, você estará se antecipando e, quando a mudança acontecer, você será um pioneiro no ramo.

Nesse caso, trata-se de visar o futuro e arriscar-se um pouco mais, além de exigir mais paciência.

8 – Cuidado com as inovações

Inovar é bom. Entretanto, é preciso avaliar até que pontos essas inovações serão realmente lucrativas.

Você deseja abrir um negócio que dure pouco tempo? Um negócio em que você lucre muito e, passado um primeiro momento, deixe de vender? Isso é possível, considerando que você pode abrir um caminho e outros seguirem seu exemplo.

É preciso considerar essas possibilidades e estar pronto para enfrentar a crise posterior. Se você tiver realmente lucrado bastante com seu negócio inovador poderá investir em outra coisa mais promissora ou, se preferir, permanecer no mesmo ramo mantendo um diferencial no atendimento e serviços em geral e, sempre que possível, recorrendo a outras novidades.

Pense nisso antes de partir para inovações. Muito dinheiro a curto prazo pode ser bom, mas é preciso saber aplicá-lo com sobriedade para o futuro.

9 – Não tenha medo de errar

O mundo dos negócios é um mundo de incertezas. À medida que gerencia os riscos para evitar prejuízos muito grandes, é preciso considerar também que os erros fazem parte do processo.

Você deve ser cuidadoso sim, muito cuidadoso! Afinal de contas, grandes perdas nos dias de hoje podem transtornar completamente a vida financeira de uma pessoa e levá-la a problemas emocionais críticos, como a depressão e até ao suicídio.

Mas é importante que você seja flexível com seus erros e esteja preparado para eles – não somente os seus erros, mas os de toda a sua equipe.

Se você tiver muito medo de errar, acabará não fazendo nada e isso é bem pior. Lembre que um erro agora, se for considerado, vai abrir seus olhos e evitar que cometa erros maiores e mais prejudiciais no futuro.

10 – Sua ideia está de acordo com seu potencial?

Até agora analisamos como avaliar sua ideia tendo o mercado e suas variáveis (consumidores, concorrência, crise financeira, etc.) como referenciais.

Ou seja, foi uma avaliação externa. Dedicamos este último tópico a uma avaliação interna.

Digamos que você teve realmente uma boa ideia de negócio, um negócio que tem tudo para dar certo.

Mas você consegue se envolver com ela? Está apto a conduzir o negócio que projetou? Ou precisará de um administrador para conduzi-lo?

Isso costuma acontecer quando, por exemplo, escolhemos um curso na universidade que dá muito dinheiro, mas não nos identificamos com ele.

O resultado é que teremos dificuldades em ser bons profissionais e isso repercutirá mal em nossos ganhos e em nossa carreira.

Pense nisso antes de colocar sua ideia em prática.

Talvez, com mais alguns ajustes, ela se adapte ao seu perfil e assim você terá mais chances de sucesso. O ideal é que, quando se sentir iluminado por uma ideia, ajuste-a logo  de início às suas próprias habilidades.

Para você que está pensando em empreender, temos uma dica a mais que pode ajudar muito: “Como transformar sua ideia de negócios em uma empresa”!