Blogs corporativos: TUDO o que você precisa saber

Pense rápido: qual é a melhor marca de smartphones do planeta? Por que pagar milhares de reais por um único aparelho? Qual é a “magia” que certas marcas exercem sobre as pessoas?

Há smartphones muito bons no mercado, com câmeras excelentes, design moderno, grande capacidade de armazenamento – de quebra, com preços bem mais acessíveis que o iPhone. Então por que milhares de pessoas continuam colocando seu dinheiro na marca de Steve Jobs?

Essas questões introduzem o conceito de algo muito importante para qualquer negócio, marca ou empresa – trata-se da criação de “valor agregado” para os produtos.

Explicando melhor, as pessoas não compram um iPhone somente porque acham suas funcionalidades maravilhosas. Muitas nem pesquisam os aspectos técnicos dos aparelhos, apesar deles apresentarem excelentes recursos, inquestionavelmente.

Quando se adquire esse produto, junto a ele está associado um branding muito forte: a imagem de excelência, de autoridade máxima em tecnologia e inovação, o que consiste na estratégia de vendas estrondosas da Apple.

Com esse exemplo, chegamos ao objetivo de questionar o que as empresas têm oferecido ao consumidor além de “produtos” ou “serviços” em si.

**Hoje, as pessoas estão em busca de algo além do lado funcional das mercadorias – buscam soluções, valor, conhecimento. **Para atender a essa demanda, a técnica de inbound marketing foca em ampliar a percepção do público acerca do que uma empresa representa em seu nicho e em compreender as dúvidas, interesses e objetivos do comprador.

A internet revolucionou a forma de se chegar ao público-alvo, dando mais autonomia aos criadores de conteúdo. E é nesse cenário que se encaixam os blogs corporativos, que explicaremos a seguir.

O que são blogs corporativos?

Blogs são canais de comunicação online nos quais se publica conteúdos em diversos formatos – denominados posts (abreviação de “postagens”) – seguindo determinada temática. O formato predominante é o texto, mas as plataformas comportam também imagens, áudios e vídeos.

A popularização dos blogs ocorreu no início dos anos 2000, quando a internet se tornou acessível. As plataformas mais expressivas foram o Blogger e o WordPress, que surgiu em 2003 e continua sendo um dos preferidos para o gerenciamento de blogs.

Inicialmente, esse meio de comunicação era mais voltado para postagens pessoais, funcionando como uma espécie de diário. O conceito de blog corporativo surgiu mais tarde, ganhando espaço a partir de 2013.

As empresas passaram a enxergar nesse canal uma forma de aprofundar o relacionamento com seu público. Por meio dele, pode-se publicar materiais relevantes sobre o nicho da empresa, bem como ajudar o público a identificar possíveis problemas para os quais se oferece soluções.

Esse é o conceito básico da linha editorial de um blog corporativo, e a partir dessa base, podem ser adicionados conteúdos mais ricos, especiais e cativantes.

Produção de conteúdo para blogs corporativos

A produção de conteúdo para os blogs corporativos se aperfeiçoou ao longo do tempo, incorporando técnicas de redação, vendas, marketing e SEO, que abordaremos ao longo do texto.

As empresas perceberam que, dominando essas técnicas, ganhavam relevância e tráfego na internet. Hoje em dia, é muito comum os sites e e-commerces estarem vinculados ao blog, que é a principal fonte de atração de visitantes. A partir da visita, pode-se converter desconhecidos em potenciais clientes.

Essa é a lógica que move os blogs: através de conteúdo bem construído, tornar o canal rastreável na internet e fornecer gatilhos para que um visitante prossiga em uma jornada de compra a partir do conteúdo fornecido.

Primeiramente, o visitante aprofundará o conhecimento sobre a marca e seu nicho, sanará possíveis dúvidas, identificará necessidades e conhecerá soluções. Após esse processo, ele poderá enxergar valor nos produtos oferecidos e ter mais certeza de sua compra.

Para cumprir esses objetivos, alguns conhecimentos básicos sobre a estruturação dos blogs corporativos são necessários. Entenda a seguir como planejar e começar a usar essa ferramenta!

4 Conceitos importantes para a criação de blogs corporativos

1. Persona

Personas, ou buyer personas, são representações do potencial público consumidor de sua empresa. A descrição da persona é mais detalhada que a de um público-alvo. São levantados dados como: idade, gênero, educação, trabalho, segmento de atuação, objetivos, dúvidas, comportamento e mindset predominantes no público, entre outros pontos.

Com essas informações em mãos, tem-se uma imagem mais precisa sobre com quem se está dialogando pelo blog corporativo.

É algo valioso para determinar-se com maior precisão a linguagem, os temas e formatos a serem empregados, bem como a profundidade a ser trabalhada nos materiais.

Por exemplo, se a persona tiver uma rotina muito corrida, possivelmente não terá tempo para ler longos artigos, o que fará com que o produtor de conteúdo opte por formatos mais compactos e dinâmicos, como os vídeos.

Descrever sua persona ajudará a manter a consistência do blog, acertar nas pautas abordadas e apresentar insights relevantes ao seu leitor. Vale a pena investir nessa pesquisa, que pode ser feita por empresas especializadas em marketing de conteúdo, ou realizada por você mesmo com um questionário com seus clientes, tentando traçar um perfil.

2. Funil de marketing

O funil de marketing é uma figura que representa a jornada de compra de uma persona, desde o momento em que ela entra em contato pela primeira vez com seu conteúdo até a decisão de compra.

Trata-se de uma estratégia para organizar seu conteúdo de forma a conduzir a persona até o fundo do funil, quando ela irá optar ou não pela compra.
A etapa do funil define o tipo de conteúdo correspondente e o nível de interação ideal com o cliente.

Para melhor visualizar o funil, imagine-o em três etapas:

Topo de funil

A primeira, o topo do funil, sua parte mais larga, representa o momento de atração da persona. O objetivo é fazer as pessoas descobrirem e chegarem até seu blog, gerando tráfego.

Nessa etapa, as publicações em redes sociais podem ser ótimas aliadas para conduzir as pessoas até os artigos. É apropriado inserir gatilhos nos posts que instiguem o visitante a ler mais conteúdos ou a interagir de alguma forma, por comentários, curtidas, compartilhamentos.

Você precisa gerar o maior número possível de conteúdos para o topo do funil (cerca de 80% do total) e divulgá-los ao máximo, para que cheguem a muitas pessoas e chamem atenção. As abordagens devem ser leves e abrangentes, focando mais em informar do que em convencer.

Meio de funil

O segundo estágio, o meio do funil, é chamado de etapa de consideração. A persona chegará a esse ponto por meio da “conversão”, que é obtida quando ele resolve fornecer seus dados pessoais, como nome, e-mail e telefone, em troca de algum material ou demonstração.

Quando isso ocorre, ele torna-se um lead, ou seja, um potencial consumidor com quem você deverá dialogar por meio de materiais mais aprofundados e convincentes, como e-books e webinars, para levá-lo ao passo seguinte.

Fundo de funil

O fundo do funil é o momento da decisão. É quando o lead já está bem informado e nutrido, e tem mais embasamento para comprar com sua empresa. Ele confia em sua autoridade no assunto e, se estiver no momento de compra, poderá decidir positivamente sobre seu serviço.

Nesse estágio ainda pode ser feito algum tipo de nutrição, com materiais avançados e cases de sucesso. Agora falando especificamente sobre sua empresa e soluções, pois o leitor estará receptivo para tais informações.

3. SEO

Como você pôde perceber, ser encontrado nas pesquisas nos buscadores, como o Google, é de extrema importância para que seu blog corporativo cumpra o papel de atrair visitantes interessados no que você oferece.

Para conseguir isso, é preciso de atentar aos mecanismos que o Google emprega para exibir resultados nas primeiras páginas (é lá que você quer estar, certo?). O algoritmo do Google funciona, principalmente, por critérios de rastreabilidade, que consideram as palavras-chave empregadas nos textos e outras técnicas de SEO (Otimização para os Mecanismos de busca):

Palavra-chave

É **  **o termo que melhor representa seu texto, e que tem maior chance de ser utilizado nas buscas no Google. Por exemplo, se você tem uma empresa no ramo da contabilidade e estiver escrevendo sobre como administrar as finanças, pode ser interessante definir como palavras-chave termos como “administração”, “finanças”, que têm mais chances de serem buscados.

O Google Trends e o Google Keyword Planner (aqui tem um post explicando como usar a ferramenta) dão uma boa ideia do que as pessoas mais buscam na internet.

Note que a palavra-chave deve aparecer, pelo menos, no título, na introdução, e ao longo do texto, de maneira mais natural possível, para ser considerada consistente. O algoritmo detecta caso a palavra-chave não se encaixe no contexto da postagem e pode “castigar” o blog jogando-o para os últimos resultados das pesquisas; portanto, cuidado.

Relação entre imagens e texto

Imagens agregam relevância à sua página. O Google identifica quando uma página não contém muitos recursos visuais e pode priorizar outras no lugar.

Os textos precisam conter mais de 300 palavras para atingirem um bom score no SEO, pois só assim adquirirem mais profundidade e qualidade. Artigos com cerca de 500 a 1000 palavras podem ser um bom começo.

Além do texto, o SEO também considera a experiência do usuário e a usabilidade do site para um bom rankeamento. Por isso, opte por URLs (o link de seu post) amigáveis, adapte o blog para abrir em dispositivos móveis e mantenha um layout fácil de navegar.

Faça links internos entre seus posts, a partir de termos correlacionados, e com páginas externas também, se não forem concorrentes. A linkagem é bem vista pelos mecanismos de busca, e ajuda um blog a conquistar autoridade quando é mencionado por outro.

4. Copywriting

O termo “copywriting” significa que a produção de artigos para blogs corporativos são parte de uma estratégia de vendas. Todo conteúdo produzido precisa ter um objetivo, não somente ocupar espaço no blog. É preciso engajar, promover valor, conduzir decisões, de acordo com a etapa do funil de vendas em que o conteúdo se localiza.

Aqui se aplica o conceito de CTA (Call to Action, em inglês, ou “chamada para ação”), nome que se dá aos gatilhos que o redator insere nos textos para incentivar o leitor a realizar determinada ação. Por exemplo, no final de artigos é comum ler “Deixe seu comentário”, “Curta nossas redes sociais”, “Visite nosso site”. Esses são os CTAs de topo de funil, que visam engajar o leitor.

Eles podem estar em diversos momentos do texto, e precisam ser cativantes e bem construídos, para que realmente mobilizem o leitor e gerem resultados para as vendas e imagem da empresa.

O passo a passo para começar seu blog

Ufa! Com todos esses conceitos em mente, você deve estar se perguntando por onde começar. Calma, é mais fácil do que parece. Vamos te mostrar o passo a passo essencial para o “start” de seu blog corporativo.

Escolha da plataforma (CMS)

Todo blog precisa de uma plataforma de gerenciamento de conteúdo, chamada de Content Management System. É o espaço de formatação de páginas, edição de textos e inserção de materiais audiovisuais. A plataforma mais popular, segundo a Rock Content, é o WordPress. Ele é gratuito e completo – oferece templates prontos, editor de textos, permite a adição de plugins e integrações.

Compra do domínio

Para profissionalizar seu canal, é preciso que o nome e a URL transmitam credibilidade. Assim, para deixar o endereço eletrônico com o nome da sua empresa (exemplo: nomedaempresa.com.br/blog), é preciso comprar um domínio. No site Registro.br é possível comprar seu domínio por R$40,00 por ano. O GoDaddy é outra opção, oferecendo domínios “.com” ou “.net”, a partir de R$8,99.

Definição do conteúdo

A partir dos conceitos de persona e funil de marketing, é possível definir o tipo de conteúdo ideal para cada blog corporativo. De modo geral, os aspectos mais importantes no seu planejamento de conteúdo serão:

  • Cronograma de postagens em cada mídia;

  • Pautas ou temas de cada postagem;

  • Formato dos conteúdos;

  • Objetivos.

Comece definindo a frequência de publicações. Calcula-se que quem faz alguma publicação no blog tem quase quatro vezes mais visitas e converte 1,3 vezes mais visitantes em leads, segundo especialistas da Rock Content.

Assim, é claro, quanto maior for seu volume de conteúdo, mais chances você terá de atrair a audiência. O ideal é publicar pelo menos duas vezes por semana nos blogs corporativos e diariamente nas mídias sociais, até mais que uma vez por dia.

Não se preocupe se não tiver tempo diário para se dedicar às postagens. É possível agendar posts usando ferramentas de gerenciamento de mídias, algumas até mesmo nativas das redes sociais e plataformas de blogs.

Você poderá dedicar um dia livre para produzir os conteúdos da semana e deixá-los agendados para as datas em que deverão ser lançados. Os processos de automação facilitam muito a rotina de criadores de conteúdo.

O que publicar?

Quanto às pautas, é preciso pensar em temas realmente tangentes ao universo de sua marca ou produto. A sua missão será educar, informar e se tornar referência sobre o assunto. Por exemplo, um blog de uma academia pode abordar diversos temas relacionados à saúde, bem-estar, prática de esportes e vida saudável, expandindo as temáticas para além do reduzido tema “academia”.

Essa lógica se aplica para qualquer tipo de negócio, pois a ideia é produzir informação útil para personas que querem aprender mais sobre o tema.

Os formatos podem ser diversos. Para cada etapa do funil, recomenda-se diferentes tipos de material. Veja as recomendações:

Topo de funil

Sabemos que as metas dos conteúdos de topo é alto alcance de público e aproveitamento dinâmico, por isso, pensar em:

  • Artigos para o blog (otimizado em SEO e bem rankeado), de 500 a 1500 palavras;

  • Posts em mídias sociais (aprenda estratégias voltadas ao Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn, que são as principais redes sociais para marketing de conteúdo, mas tudo depende do nicho de negócio. O importante é estar onde seu público está);

  • Vídeos curtos, de cerca de 30 segundos (tempo médio que as pessoas param para ver os vídeos nos feeds);

  • Webinars (seminários online ao vivo), com especialistas sobre o assunto, que podem ser convidados ou colaboradores da própria empresa.

Meio de funil

Priorize os conteúdos ricos, com maior nível de especialização e refinamento de informação, como:

  • E-books para download;

  • Infográficos;

  • Whitepapers, que são artigos técnicos;

  • Artigos com mais de 1500 palavras;

  • Kits (por exemplo, coletâneas de posts sobre um assunto).

Ao oferecer esses materiais, estipule um formulário antes do download, solicitando nome, e-mail e telefone do interessado. Esse processo é necessário para converter visitantes em leads, em troca dos materiais.

Fundo de funil

Aqui pode-se falar abertamente sobre serviços e maiores informações sobre a empresa:

  • Conteúdos promocionais;

  • Material Institucional;

  • Whitepapers sobre cases de sucesso ou explicações técnicas.

Escrevendo seus blog posts

O material mais comum encontrado nos blogs são os artigos. Para obter o melhor resultado possível, o texto deve ser o mais objetivo e claro possível.

Além de produzir conteúdos bem escritos, relevantes e ricos, é necessária uma padronização das postagens, para melhor organização do conteúdo e criação de identidade para o blog.

A estruturação do texto deve priorizar a escaneabilidade da leitura. Isso significa que quando o leitor passar os olhos pelo texto deve compreender rapidamente do que ele se trata. É assim que decidirá se lerá o conteúdo ou não.

Pesquisas indicam que algumas estratégias ajudam a tornar a leitura dinâmica, com a seguinte estruturação:

  • Título preciso e chamativo (mantendo a fidedignidade ao conteúdo; prometa no título somente aquilo que o artigo realmente entrega);

  • Introdução do texto (de 1 a 3 parágrafos, dependendo da extensão do post);

  • Intertítulos dividindo o texto. Os intertítulos devem ser curtos para que se localizem prioritariamente no canto esquerdo da página, a área que o leitor mais olha. Este lado deve conter as informações mais importantes, pois é onde elas terão mais chances de serem vistas;

  • Parágrafos de até seis linhas, no máximo. Sempre que possível, organize o conteúdo no formato de listas, que são visualmente mais atrativas e práticas;

  • Pelo menos uma imagem ao longo do texto (alguns bancos de imagens gratuitos: pixabay; flickr; freepik; pexels);

  • Conclusão breve do assunto;

  • CTA, que é a chamada para ação, como explicamos no tópico de conceitos básicos.

Acompanhando as métricas

Após ter seu blog implementado, é importante estar atento às métricas para acompanhar os resultados que ele alcançar. Com o Google Analytics, você obtém muitas informações sobre o alcance de seus materiais, como, por exemplo:

  • a quantidade de acessos em cada post;
  • o tempo de leitura médio;
  • a taxa de rejeição das páginas;
  • dentre outras inúmeras métricas.

Há também plugins que podem ser instalados no WordPress para gerar esses dados.

Nas redes sociais, acompanhe o alcance orgânico das publicações, estando atento não só às curtidas e número de seguidores, mas também às interações de qualidade, como comentários nas publicações e mensagens na caixa de entrada.

Responder a todas as perguntas, sugestões – e até as críticas – é saudável para a imagem da empresa nas redes, e pode fidelizar mais os seguidores.

Com os relatórios das métricas em mãos, avalie o que funciona mais com seu público e multiplique as iniciativas de sucesso. Os temas, formatos ou abordagens mais curtidos e acessados são bons indicadores daquilo que seu público deseja ver. Eles representam mais chances de acerto e de ir entendendo no que investir. Assim, sua estratégia se aperfeiçoará cada vez mais!

Vantagens de começar agora mesmo

Chegamos ao final desse post, no qual você pôde acompanhar os fundamentos de um blog corporativo, suas vantagens e boas práticas. Recapitulando, os blogs corporativos são importantes ferramentas dentro de uma estratégia de inbound marketing, e são capazes de:

  • Atrair tráfego para sites e e-commerces;

  • Criar autoridade sobre um assunto para uma marca;

  • Transformar visitantes em leads, a partir da troca de materiais por dados de contato;

  • Ajudar o público a tirar dúvidas, detectar problemas e encontrar soluções, conquistando a confiança e interesse;

  • Facilitar o processo de vendas para a equipe responsável, que vai lidar com clientes mais qualificados e bem informados;

  • Fortalecer o branding de sua empresa perante clientes, investidores e colaboradores.

Blogs são grandes ferramentas do marketing moderno. Especialize-se cada vez mais nessa estratégia e veja os resultados aparecerem!

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