Animais no ambiente de trabalho: como adotar essa tendência?

Em um passado recente, a ideia de uma empresa que apoiasse a convivência de animais no escritório parecia uma ilusão. Mas os tempos mudaram.

Hoje, os empreendedores de visão sabem que quebrar os protocolos e adotar uma postura mais humanizada é a chave para manter o entusiasmo dos colaboradores. Fator que reflete diretamente no sucesso do negócio.

Quer saber como funciona e por que investir na política do “pet friendly”? Acompanhe o post que vai mostrar tudo que você precisa saber para decidir apostar nessa medida. Boa leitura!

Que tipos de animais são permitidos?

Via de regra, os animais de estimação autorizados a frequentarem os escritórios são os cachorros e gatos. Contudo, isso não significa que outras espécies sejam vedadas. Acima de tudo existe a preocupação de que eles não ofereçam riscos e que estejam bem treinados para evitar possíveis dissabores. Assim, estão proibidos:

  • cobras;
  • aranhas;
  • sapos;
  • animais com problemas de saúde etc.

As normas para cães de maior potencial ofensivo costumam ser um pouco severas, eles precisam estar sempre em uma coleira e circularem apenas no espaço de trabalho de seus donos.

Quais as responsabilidades de quem leva os seus animais?

A política de conduta para as companhias que pretendem implantar a aceitação de animais será guiada pelo atendimento das necessidades dos funcionários e respectivos mascotes. Então, dessa liberdade também advém certos compromissos, a fim de que todos possam conviver em harmonia.

**Nada mais justo do que o proprietário controlar as interações e cuidar do bem-estar do seu animal. **Dar água e comida, permanecer em alerta para limpar suas sujeiras, supervisionar a circulação do animal por todos os ambientes são algumas das responsabilidades.

Enfim, o funcionário é o responsável por garantir que o seu pet não cause problemas aos colegas de trabalho, não arrume encrenca com os demais animais que frequentam a empresa, não danifique equipamentos objetos, não perturbe o silêncio e a concentração e dos outros funcionários.

Existem empresas brasileiras que adotam a política do “pets friendly”?

Sim. No Brasil algumas marcas já perceberam o quanto a presença dos animaizinhos podem tornar o ambiente mais colaborativo Os pets também reduzem a carga de estresse e ansiedade de todos os envolvidos. Seguindo essa diretriz, a Mars, companhia proprietária de marcas renomadas como Whiskas e Pedigree foi uma das pioneiras na autorização para que os funcionários trouxessem os animais sob sua tutela ao local de trabalho. A política começou em 2012 e dura até hoje.

Mas para que tudo corra da melhor forma, as visitas dos animais precisam seguir regras pré determinadas, tais como:

  • agendamento da visita;
  • limite de três animais da mesma espécie por dia;
  • responsabilidade dos funcionários em cuidar da alimentação desses animais.

A Cerâmica Cecrisa é outro exemplo de organização que apostou no carisma dos animais para alcançar maior produtividade. Porém, o sistema da empresa é um pouco diferente. Em vez dos funcionários trazerem seus bichos de estimação, a cada ano ela adota um cachorro abandonado.

Eles passam a viver na sede da Cecrisa e aos finais de semana os membros do grupo se revezam, levando os pets para casa.

Como implementar essa política?

Para que a política dos animais no ambiente de trabalho que seja implantada de maneira bem-sucedida, é fundamental que todos os procedimentos sejam analisados pelo departamento de RH. E ao optar por trazer pets para a empresa, o dono deve atender aos seguintes requisitos:

  • apresentar documentos de vacinação em dia;
  • comprometer-se com a higiene;
  • certificar da ausência de doenças ou parasitas;
  • informar que o animal é devidamente treinado;
  • certificar de que ele não causará problemas de saúde os companheiros de trabalho;
  • apresentar uma apólice de seguro para o animal;
  • assinar um termo de responsabilidade;
  • agendar os dias da das visitações.

Confirme que ninguém faz objeção a presença dos animais

Antes de investir em uma cultura inovadora como esta, é importante verificar se os seus animais são bem-vindos por todos os colaboradores.

Ocasionalmente, podem haver pessoas com problemas de alergia, que tenham medo, ou simplesmente não gostem de animais. Caso isso ocorra, tal política pode surtir o efeito contrário e causar atritos entre os colegas de trabalho.

Estipule dias da semana para a visitação

Os animais são capazes de trazer bastante alegria, deixar o clima da empresa mais leve. Todavia é preciso dosar esse contato, pois eles podem facilmente tornar-se uma distração.

Se o objetivo é garantir a melhora da produtividade, desenvolver a satisfação dos seus funcionários sem deixar que isso atrapalhe a rotina, designe os dias da semana em que os animais serão aceitos.

Quais os benefícios que os animais podem trazer a uma empresa?

Contribuem para o alívio do estresse

O fato de ter animais de estimação no ambiente de trabalho comprovadamente torna os funcionários mais relaxados. Ao contrário do que muitos possam imaginar, eles se sentem bastante confortáveis com a situação e o índice de estresse ao final do dia é bem menor.

As experiências feitas em uma mesma companhia, com um grupo de trabalhadores levando os seus animais e outro não, demonstram que os acompanhados tiveram os níveis de estresse hormonais reduzidos. Ao passo que os desacompanhados de seus animais apresentaram um quadro de esgotamento cada vez maior ao longo do dia.

Promovem a socialização

Empresas que investem na inserção de animais nos seus espaços de trabalho certamente avaliaram o quanto essa estratégia pode promover a comunicação interna entre os colaboradores. Os animais são um ótimo caminho para iniciar um diálogo mais leve, cujo foco não seja apenas os assuntos corporativos.

O ponto estratégico dessa socialização, diz respeito ao sentimento de conexão entre as pessoas. E dessa forma elas desenvolvem a cultura do trabalho em equipe, conscientizadas da importância de unir esforços em prol de uma performance superior.

Melhoram a imagem da empresa

A permissão da presença dos animais na rotina das corporações também causam impactos surpreendentes em uma figura importante – o consumidor.

Assim como no caso dos funcionários, os clientes se sentem mais relaxados e apresentam uma reação positiva quando há a oportunidade desse tipo de interação. Ter animais de estimação nas dependências da empresa transmite uma imagem arrojada e progressista para o mercado — aumenta a percepção dos consumidores para o negócio.

Diminuem o fluxo de rotatividade

**Uma alta taxa de rotatividade de funcionários não é nada interessante para as empresas, visto que treinar uma nova mão de obra é uma missão que envolve tempo, e principalmente recursos. **Ademais, todo o conjunto fica prejudicado até que essa pessoa atingir o mesmo nível de desempenho dos seus colegas.

Permitindo animais de estimação no local de trabalho, tem-se a vantagem de impulsionar a satisfação dos seus contratados; também é um motivo que pesa para eles recebam uma proposta de outra empresa.

Anunciar essa vantagem é igualmente uma ótima ferramenta para a fase de recrutamento — é de grande expertise atrair pessoas com ideais parecidos aos valores cultivados pelo empreendimento.

Quais os aspectos negativos da presença de animais no ambiente de trabalho?

Potencial fonte de distração

O primeiro ponto que precisa ser avaliado antes de decidir pela autorização ou não da permanência de animais no local de trabalho, é a necessidade de estipular regras no intuito de diminuir as chances de que se tornem uma distração.

Na hipótese de um cão, por exemplo, talvez ele não esteja habituado ao contato com muitas pessoas, estranhe objetos ou faça barulhos. Sua permanência certamente requer cuidados com a alimentação e entretenimento para não ficar estressado.

Tudo isso significa que em algum momento o foco das tarefas serão interrompidas, ainda que minimamente. Além de ser uma situação que se impõe o investimento na criação de ambientes específicos.

Potenciais demandas com a lei

Por mais tranquilos e treinados que sejam os animais de estimação, a empresa nunca estará livre de que ocorram imprevistos cuja repercussão envolva aspectos legais. Ninguém pode assegurar totalmente que o mais dócil cãozinho não vá morder um cliente, um prestador de serviço, ou os próprios funcionários.

Acontece que, enquanto estiverem no estabelecimento da empresa, a companhia deve assumir as repercussões dos fatos. Por isso é importante ponderar sobre tais implicações antes da decisão final. Talvez seja interessante até mesmo a contratação de um seguro.

Potenciais problemas de saúde

Outra situação que também deve ser pensada é que nem todos os colaboradores podem manter proximidade com animais, há casos graves de alergias e fobias que atrapalham a saúde mental. Logo, mais uma vez o empregador precisa calcular bem antes de colocar essa estratégia em prática.

É importante planejar algumas zonas livres, sem o contato com os animais, a fim de atender alguma peculiaridade quando necessário.

Os empreendedores modernos sabem que quanto mais os seus comandados estiverem engajados com a cultura da organização, maiores serão as chances de desenvolver a ideia de colaboração e de inspirá-los para que avancem em suas metas. Por esse motivo, a política de animais no ambiente de trabalho vem ganhando cada vez mais adeptos.

Gostou da tendência inovadora de adotar a presença de animais no cenário corporativo? Agora que você já conhece os benefícios que esses bichinhos geram ao desempenho de uma empresa, compartilhe essa dica nas suas redes sociais!

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