A Missão Empresarial e sua enrolação intrínseca

**Obs.: Artigo baseado em texto de Guy Kawasaki
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Acho que a maioria de nós conhece ou pelo menos já se deparou com o conceito de Missão Empresarial, certo? Bom, aqui vão alguns exemplos: Nestlé, Eaton e Petrobrás.

São textos bonitos, não são? Mas qual a utilidade deles? Eles realmente fazem tanta diferença? Vale a pena uma empresa investir milhares de reais para que sua diretoria e gerência passem um fim de semana inteiro no meio do mato (ou na praia – varia bastante) pra construi-los? Junte às vezes um moderador que não conhece sua indústria e pronto: a empresa acabou de gastar um monte de dinheiro em algo nada único e que não faz diferença.

Meu ponto aqui não é criticar essas missões diretamente (muito menos as empresas), mas sim mostrar que um empreendedor não deve se preocupar ou, muito menos, gastar dinheiro com o desenvolvimento de uma missão. Uma MPE ou uma startup não precisa disso.

Ok, mas a definição do que a empresa faz é extremamente necessária: ninguém pode trabalhar no escuro ou sem objetividade. Pra isso, sugerimos a criação de um Mantra. Um mantra tem 3 ou 4 palavras que resumem o que sua empresa faz (ao contrário de uma missão, que tem 50 palavras, puxa o saco de todos os possíveis colaboradores e pode até salvar o mundo das cáries e os pandas da extinção… Mas no fim, ninguém consegue lembrar).

Alguns possíveis exemplos de mantras:

  • Nestlé: Good Food, Good Life (boa alimentação, boa vida) – já usado por eles, mas talvez só como slogan.
  • Petrobras: Energia Brasileira (será que eles não querem comprar essa ideia?).
  • Spoleto: Satisfação em servir felicidade (um dos únicos a colocar um mantra como missão). Lindo isso, né?

Incentive o empreendedorismo sem enrolação, faça um mantra para sua empresa.

Abraços,
Luiz Piovesana (pelo fim das declarações inúteis de Missão Empresarial)

P.S.: Créditos da imagem do disfarce Shutterstock

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