6 perfis a serem evitados em parcerias profissionais

6 perfis a serem evitados em parcerias profissionais

Aqueles “tipinhos” que precisamos evitar na hora de fazer negócios com outras empresas

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Meus caros, já se tornou um clichê a afirmação de que ninguém vai muito longe sozinho. Tudo bem… o seu talento, a sua tenacidade, a sua capacidade de realização fazem sim toda diferença, mas há um limite no horizonte para os solitários na vida profissional.

Neste contexto, o conceito de parceria, ou aliança (não dou mais um ano para inventarem uma novo termo “revolucionário” que expressa a mesma coisa) ganham relevância em diversos aspectos e cenários. Existem os aliados no trabalho, aqueles com quem você pode dividir ideias, estruturar projetos e projetar o mútuo crescimento profissional. Existem os sócios ou associados em negócios e empreendimentos, assim como aquelas pessoas e empresas parceiras com as quais a união de esforços e a mescla de competências somam em direção a um futuro mais sólido e brilhante.

Romantismo? Não, pura realidade. Mas há um porém. E este se traduz na escolha certa, que só é possível se realizada com cuidado, sem pressa, e atenção aos perfis e padrões comportamentais.

Para facilitar o trabalho, destacamos abaixo alguns perfis para se evitar:

1. Confuso e enrolado. Não obstante a estar e se declarar absolutamente conectado com todas as formas mais atuais de comunicação e interatividade colaborartiva, uma vez que afirma pertencer a geração “3.0” (poderia ser 2.0, 4.0, ou 10.0, ou tem 25, 30, 50 ou 60 anos….tanto faz) não consegue retornar ligações, e-mails e mensagens em tempo hábil ou razoável. Se enrola nas atividades compromissadas e traveste de criatividade aquilo que na realidade é pura confusão mental;

2. Desorganizado. Um comportamento primo-irmão do anterior, mas que fragiliza a execução de ações planejadas. O exemplo típico é aquela ação casada onde o seu aliado corporativo deveria apresentar um argumento específico, totalmente convergente à sua apresentação na reunião mensal de avaliação do seu departamento. Ele se esquece, nada comenta, e fica lhe olhando com ar de indagação sobre se deveria fazer algo naquele momento. Não é diferente na estruturação de propostas comercias conjuntas, quando a empresa parceira se atrasa em enviar informações vitais e permite que com isso uma oportunidade seja perdida.

3. Inconstante. Aqui não se trata de confusão mental ou desorganização. A atuação daqueles que envergam este perfil pode até ser certeira e bem ajustada, mas a ansiedade constante, a dificuldade de manter o foco e a falta de paciência fazem com que se desviem dos objetivos originais combinados com você ou sua empresa, e ai… quando você menos espera ou quando mais necessita do seu apoio, ele já está em “outra” (onde provavelmente não ficará por muito tempo também).

4. Desonestos e não transparentes. Bem, aqui não há o que comentar. (Detesto platitudes nos meus textos)

5. Excessivamente otimistas, megalômanos e ingênuos. A sua desconexão com a realidade e o seu divórcio permanente com o senso crítico fazem com que exagerem na projeção dos resultados e tempo de maturação. Invariavelmente se frustram rápida e por vezes repentinamente, ao se darem conta de que as coisas não são assim tão fáceis como imaginavam. Este tipo de aliado impossibilita projetos de médio e longo prazo, além de representar um risco permanente aos custos e despesas envolvidas por conta da megalomania.

6. Enrolador convicto. Este em geral atua com convicção e forte capacidade de persuasão para preservar sua condição embromatória. A sua falta de energia produtiva, acompanhada de total insegurança para tomar decisões e assumir riscos, acaba por forjar um comportamento dissimulador constante, que objetiva confundir o interlocutor ao longo dos processos de trabalho. Ele é geralmente bem humorado, sua apresentação pessoal é impecável e sorri com facilidade, sempre desarmando as constantes cobranças de seus pares, parceiros, subalternos e superiores. O problema é que nas suas mãos, projetos, acordos, e negócios, geralmente patinam, embora ofereçam a falsa imagem de movimento constante.

Por fim, o fato é que como sabemos, a vida é curta, a profissional ainda mais, e não há tempo a perder com gente que não soma (outra coisa é uma conversa de bar).

Até o próximo.

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